sábado, 21 de março de 2009

CARTAS I

ESTÃO BRINCANDO COM FOGO
Carta do General ao ministro

Ministro Jobim,
Tomei conhecimento de sua entrevista, publicada no Jornal do Brasil em 15 março de 2009, na qual o senhor responde à pergunta de como pretende administrar a insatisfação de alguns generais em relação a algumas diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END). Por considerar deselegante para comigo e para com os integrantes da Reserva das Forças Armadas a sua resposta de que "o general que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", resolvi considerar a possibilidade de responder-lhe. Sei que o senhor não leu as minhas palavras de despedida do Comando Militar do Leste. Nelas, relembro o saudoso ministro do Exército, General Orlando Geisel, que afirmou: "Os velhos soldados se despedem, mas não se vão". Sou um general com 47 anos de serviço totalmente dedicados ao meu Exército e ao meu país. Conquistei todas as promoções por merecimento. Fiz jus à farda que vesti. Não andei fantasiado de general. Fui e continuarei a ser, pelo resto de minha vida, um respeitado chefe militar. Vivi intensamente todos os anos de minha vida militar. Fui, sempre, um profissional do meu tempo. Alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre, acompanhei, por dever, atentamente, a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro, reagindo com as perspectivas de futuro para a minha instituição, na certeza de que a história do Brasil se confunde com a história do Exército. Vivemos, atualmente, dias de inquietude e incerteza. Sei que só nós, os militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos por obrigação manter a trajetória imutável da liberdade no Brasil. É, por este motivo, que serei sempre uma voz a se levantar contra os objetivos inconfessáveis que se podem aduzir da leitura de sua Estratégia Nacional de Defesa. Ela está eivada de medidas, algumas utópicas e outras inexequíveis, que ferem princípios, contrariam a Constituição Federal e afastam mais os chefes militares das decisões de alto nível. Tal fato trará consequências negativas para o futuro das instituições militares, comprometendo, assim, o cumprimento do prescrito no artigo 142, da Constituição Federal, que trata da competência das Forças Armadas. "Competência para defender a Nação do estrangeiro e de si mesma". Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o senhor serve, os melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados. Mas, o cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente implementados. É clara, nela, a intenção de se atribuir maiores poderes ao seu cargo de ministro da Defesa, dando-lhe total capacidade de interferir em todas as áreas das Forças Armadas, desde a indicação de seus comandantes, até a reestruturação do ensino e do preparo e emprego das Forças. Vejo, atualmente, com preocupação, a subvalorização do poder militar. Desde a Independência do Brasil, sempre tivemos a presença de um cidadão fardado integrando a mesa onde se tomam as mais importantes decisões do país. O Exército Brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista. A concepção ressentida da esquerda, que se consolidou no poder político a partir de 1995, absorvendo as ideias exógenas do Estado mínimo e da submissão total do poder militar, mantendo "a chave do cofre e a caneta" em mãos civis, a fim de conseguir a sua subserviência ao poder político civil, impôs a criação de um ministério destinado a coordenar as três Forças Armadas. Isto não se fazia necessário, no estágio evolutivo em que se encontrava o processo político brasileiro. Em um governo, à época da criação do Ministério da Defesa, constituído por 18 ministérios, nos quais pelo menos cinco eram militares, foram substituídos, estes últimos, por um ministério que, por desconhecimento de seus ocupantes (até hoje, nenhum ministro da Defesa prestou sequer o Serviço Militar Obrigatório, como soldado), tem apenas atuado no campo político. Estou convencido que afastar-nos da mais alta mesa de decisão do país foi uma estratégia política proposital, o que tem possibilitado, mais facilmente, o aparelhamento do Estado brasileiro rumo à socialização, com a pulverização da alta administração do país, atualmente, em 37 ministérios e, apenas um, pretensamente, militar. A expressão militar deve ser gerida com conhecimento profissional, pois ela é um componente indissolúvel do poder nacional. Sem a presença de militares no círculo das altas decisões nacionais, temos assistido a movimentos perturbadores da moral, da ética e da ordem pública intentarem contra a segurança do direito, aspecto basilar em um regime que se diz democrático. Tal fato traz, em seu bojo, condições potenciais de levar o país rapidamentea uma situação de anomia constitucional, o que poderá se configurar em risco de ruptura institucional. A sua END aprofunda o contexto de restrições à autonomia militar e sugere medidas que, se adotadas, trarão de volta antigos costumes de politização dos negócios internos das Forças Armadas. Talvez isso favoreça o modelo de democracia que querem nos impingir. Será isto o que o senhor quer dizer quando fala em sua entrevista "que é o processo de consolidação da transição democrática"? Finalizando, quero salientar que a desprezível conceituação de que "o general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", bem demonstra a consideração que o senhor empresta aos integrantes da Reserva das Forças Armadas, segmento que o seu ministério pretende representar. Isto mostra, também, o seu desconhecimento da grandeza e da servidão da profissão militar, pois, como bem disse o general Otávio Costa, "a farda não é uma vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à alma...".Lembre-se que os militares da ativa sempre conferem prestígio, não somente aos chefes de hoje, como, também, aos de ontem. Não existem dois Exércitos. Há apenas um: o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da ativa e da reserva. A certeza de que o espírito militar, que sempre me acompanhou nos meus 47anos de vida dedicados totalmente ao Exército, o qual, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, é o que me faz voltar, permanentemente, contra a concepção contida na sua END.
(a)Luiz Cesário da Silveira Filho
General da Reserva do Exército Brasileiro

sexta-feira, 20 de março de 2009

ABSURDO

Presidente da República avisa ao STF que não vai extraditar o assassino italiano Battisti tendo em vista as identidades ideológicas semelhantes entre os dois. Pode isso? Pelo amor de Deus mandem o bandido se resolver no país onde nasceu e acertar suas contas com a justiça de lá. Chega de acobertar matadores escondidos pelo apelido de guerrilheiros e outros mais, como o bandido Medina que Lulla e seus petralhas acobertaram.
Lula avisa STF que não deve extraditar Battisti
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez chegar um recado a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): se ficar em suas mãos a decisão final sobre o caso do ex-ativista político Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana, ele não o mandará de volta à Itália. Isso ocorrerá se o STF apenas autorizar a extradição de Battisti. Mas junto com o recado, encaminhado por emissários presidenciais, Lula deu a senha para evitar o confronto com o STF. Deixou claro que ficará de mãos atadas se o tribunal mudar sua jurisprudência e tornar obrigatório o cumprimento das decisões do Supremo nos processos de extradição. Hoje, o STF apenas autoriza a extradição, cabendo ao presidente da República viabilizá-la.
É esta a estratégia que colaboradores e amigos do presidente estão trabalhando junto a ministros do STF, para livrar Lula do desgaste de uma escolha política difícil e inconveniente. Afinal, mais do que a resistência pessoal à extradição, o desafio do presidente é administrar uma situação que lhe é desfavorável, qualquer que seja a decisão. Se entrega Battisti ao governo italiano, desautoriza o ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu a ele o status de refugiado político; se decide mantê-lo no Brasil, mesmo com a autorização da Justiça para mandá-lo embora, entrará em conflito com o Supremo.
Desde que o assunto chegou ao Judiciário, Tarso Genro pressiona o presidente, com o argumento de que Lula pode se negar a entregar Battisti à Itália. Levou ao chefe, inclusive, os argumentos jurídicos que embasam essa tese. Mas esbarrou na resistência de Lula, que não quer confrontar o STF. Repetidas vezes, Lula afirmou que cumpriria o que fosse decidido pelo Judiciário. O que ele não aceita de jeito algum é o papel de protagonista da extradição.
O maior aliado de Lula a partir de agora será o presidente do Supremo, Gilmar Mendes. É que a tese da mudança da jurisprudência, que estará em discussão, tem em Mendes seu maior defensor. Antes mesmo de o caso Battisti entrar em pauta, o presidente do STF já pregava a tese de que, em processos de extradição, a palavra final do Supremo não deveria ser meramente de autorização. Uma vez tomada a decisão, seu cumprimento passaria a ser compulsório, independentemente da vontade presidencial. Hoje, a tendência do Supremo é a de ser solidário à Justiça italiana, criticada pelo ministro Tarso Genro quando concedeu o refúgio a Battisti. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

CRISE ESTRUTURAL

O Brasil vive a mais precária situação política de toda sua história! Desanima comentar a penúria que assola a pirâmide montada como estrutura organizacional de nossa nação. Vários são os gritos de alerta que ecoam em sites, revistas, jornais e órgãos da imprensa nanica, pois os poderosos nada falam; mas o marasmo continua.
Lamento que a geração que ainda dispõe de consciência crítica vai apenas contemplar uma história que lastimavelmente um dia vai ser contada com palavras de consternação.
A crise no Brasil é estrutural e o povo esta atado, surdo e amordaçado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

2009

Um novo ano para que possamos discutir com rigor os acontecimentos em nosso País.

Estamos de volta ao Blog.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!

Sem aformoseamentos, rococós e outras mesuras: Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

Nada melhor do que o útil e velho Clichê.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

PT, LULA, TARSO E A NOVA DITADURA

Mendes adverte sobre risco de 'república da polícia'

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a advertir ontem, após conferência em São Paulo sobre os 20 anos da Constituição, para os riscos do que chamou de "república da polícia, república do juiz, do promotor". Em sua cruzada contra abusos de investigações patrocinadas por órgãos oficiais sob o manto do combate ao crime organizado e à corrupção, ele incluiu em seu libelo excessos e desobediências de comissões parlamentares de inquérito.

"Já tivemos exemplos em que havia um consórcio entre Ministério Público e um dado juiz e a partir daí se imaginava que se tinha fundado uma república. Vivemos isso em algum momento. Agora, em tempos mais recentes, temos vivido um tipo de república da polícia e também, às vezes, o consórcio com juiz e promotor."

Mendes reiterou a necessidade de enfrentar a "ditadura do grampo telefônico". "Aqui talvez seja um processo de devido controle dos principais setores envolvidos, seja o próprio Judiciário, o próprio Ministério Público, mas aí são dissintonias que não têm nenhum significado no sistema macro estrutural da Constituição. São questões que podem ser corrigidas sem nenhuma alteração constitucional. Uma mera alteração legislativa, às vezes, ou uma mera reinterpretação por parte do Judiciário já pode fazer essas correções." Ele condenou "tribunais de exceção" e as seguidas incursões de segmentos da máquina pública pela soberania.

Mendes declarou que "num Estado de Direito não há soberanos, todos estão submetidos à lei". "Quando alguém, quando algum setor começa a se autonomizar é porque estamos tendo alguma distorção no modelo de Estado de Direito", ressaltou o presidente do Supremo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

VAMOS TOMAR CAFÉ?

Invariavelmente, quando conheço uma pessoa, mesmo de forma superficial, eu a convido para tomar um café. Sou consumidor contumaz da bebida que faz parte das minhas refeições diárias, como, de certa forma, também deve fazer parte da mesa de todos os brasileiros, quiçá de todo o ser humano. Mas, no meu caso, o consumo é feito diversas vezes ao dia e pelo menos em duas dessas vezes de forma completa.

Pois o Café trouxe-me sérias dores de cabeça. Não, não, não! Não é a dorzinha na cabeça que pode ser resolvida com um analgésico; foi uma dor muito mais séria: a da incomodação.

Quer saber mais sobre o assunto caro leitor? clique no meu blog político: http://www.camaradosdeputados.blogspot.com/ que lá estará mais uma revelação sobre as dores de cabeça de um político e, em especial, uma provocada pelo convite: vamos tomar café?

sábado, 6 de setembro de 2008

UM PAI CORUJA

Mesmo com as decepções que se apresentam no contexto político, como pai estou imensamente satisfeito. A visita ao meu filho primogênito refez minha'alma. As agruras da vida não o fizeram desanimar e a luta pela existência continua mais aguerrida do que nunca.
Como ele mesmo diz: "está deficiente visual" e não "é um deficiente visual". Perder a visão por conta de uma doença que a maioria subestima, o diabetes, não é lá muito agradável, mas a vida para ele continua sendo muito agradável.
De motoqueiro de trilhas para o contentamento em se locomover com uma bengala é sim a grande superação existencial de um homem! Mais do que eu poderia imaginar.
Se não é mais possível as trilhas de moto por que não ser baterista? pois esta nova opção o está tornando um bom músico empenhado no instrumento que melhor se adaptou.
Além do mais, como o pai, é um político que não tem medo de apresentar críticas ao contexto geral da política brasileira, àquele em que também estamos inseridos mas, infelizmente, não conseguimos mudar sozinhos.
Talvez a perda da visão; as dificuldades que o fizeram penar com a perda da função renal e as máquinas de hemodiálise, lhes apontou o caminho da superação existencial e a busca de novas propostas de inserção na sociedade que lutamos para melhorar.
Max, que Porto Alegre reconheça tua luta pela melhoria social daqueles que têm dificuldades de saúde, pois é uma batalha que soubestes superar.
Aos Portoalegrenses, que um dia souberam me reconhecer numa disputa eleitoral pelo Governo do Estado; aos meus ex-alunos, hoje profissionais reconhecidos pela tenacidade e capacidade de cada um e, a quem interessar possa: Max - vereador > 11088; "em busca da igualdade e dignidade dos portadores de deficiência e necessidades especiais", é o slogan!

CIDADE CINZENTA

Como a Inglaterra, que a neblina se transforma em uma cortina por sobre a cidade, Porto Alegre me recebeu com aquela garôa gélida que caracteriza os invernos da capital gaúcha, uma cidade cinzenta.
Passeando com os olhos através das janelas deixei minha imaginação percorrer o espaço infinito do pensamento que se descortinava pela imaginação; afinal, em dias de chuva, o melhor a fazer é pensar e refletir.
Como pensar e refletir é uma tarefa destinada aos filósofos, que preparam as realizações futuras através das idéias, deixei-me levar pela reflexão política sobre a cidade dos gaúchos. Árdua tarefa, pois ainda acreditava que o Rio Grande era o estado mais politizado do país. Mero mito! Em se tratando de política o Brasil está uníssono; ou seja, sofrível!
Pensar e refletir sobre os discursos e propostas do políticos em geral, que se apresentam ao eleitorado gaúcho nestas eleições, na maioria dos municipios do estado, principalmente Porto Alegre, foi decepcionar a imaginação, que sempre acredita na possibilidade do novo, da mudança, da superação positiva...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

CANDIDATURAS SOFRÍVEIS

Estive em Porto Alegre, minha cidade natal, e constatei que as candidaturas no Rio Grande do Sul não fogem a regra geral: sofríveis!

Como cidadão, com domicílio eleitoral em São Paulo, estado por onde fui eleito Deputado Federal, não posso deixar de observar e ter como parâmetro os candidatos e os eleitores da maior capital brasileira; foi por isso que alertei, através do meu blog, aos eleitores paulistanos, que a lista negra da AMB era uma forma de prevenir ao eleitor sobre certos candidatos prefeituráveis.

Porto Alegre não é diferente, embora o povo gaúcho conserve o mito de o mais politizado do Brasil, nada, entretanto, o difere do resto do país em se tratando de eleições: candidatos com as mesmas promessas politiqueiras; alguns com discursos até risíveis e o eleitor, como sempre, caindo nas armadilhas.

Fiquei estupefato com as propagandas televisivas dos prefeituráveis porto-alegrenses e me perguntei: será que o eleitor nunca vai aprender?

Em uma destas propagandas a fotografia era o mote; rostinho de menina moça, com trejeitos de garotinha em desfile de moda da Daslu a candidata se apresentava como a solução para a cidade de Porto Alegre; tirou coelho de cartola como se isso nunca tivesse sido feito antes.

Uma seria concorrente para programas do tipo "os trapalhões".

Risível é pouco...

Sem contar as candidaturas com as mesmisses de sempre, as demais se destacaram apenas pelos rostinhos esculpidos para gerar nos eleitores a sensação de coisa nova.

O que impera, entretanto, é a mesmisse e pode-se afirmar sem cometer erros de que "nada há de novo debaixo do Sul".

As candidaturas continuam como sempre: sofríveis!

sábado, 23 de agosto de 2008

AINDA, O ÓPIO!

O médico Vanderlei Assis, um dos Deputados Federais da 52ª Legislatura, e atento aos problemas nacionais, enviou-me a matéria abaixo transcrita, de James Pizarro:
UM PAÍS QUE CAI DE CÓCORAS E CHORA
por James Pizarro
Sou tomado de profunda melancolia ao contemplar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas... e constatar nossa colocação no quadro de medalhas... comparar nosso país com os países que estão à nossa frente.
Fico triste ao ver que em nossa seleção olímpica de futebol existem jogadores que ganham milhões e milhões de dólares, enquanto representantes do nosso judô choram e são humilhados por não ter dinheiro para pagar o exame de faixa preta.
Fico irado ao ver o Galvão Bueno, nas transmissões da Globo, enaltecer delirantemente "o gênio mágico" do "fenômeno" Phelps, nadador norte-americano... e não falar no mesmo tom do nosso nadador Cielo, este sim um fenômeno. Fenômeno porque treinou seis horas por dia nos três últimos anos, numa cidade do interior dos EUA, sustentado pelos próprios pais e pela generosidade de alguns amigos, pois não recebe um auxílio oficial.
Fico depressivo ao contemplar na TV nossas minguadas medalhas de bronze e fico pensando que, de cada mega-sena e outras loterias oficiais, o governo paga apenas 30% do arrecadado ao ganhador e propaga que os outros 70% são destinados a isso ou aquilo sem que a gente possa fiscalizar com nitidez essa aplicação.
Estou por completar 66 anos. E desde pequenino tem sido assim. Lembro do Ademar Ferreira da Silva, nosso bicampeão olímpico do salto tríplice, que foi competir tuberculoso !
E jamais me sairá da mente o olhar de estupor de Diego Hipólito, caindo com os fundilhos no chão no final da sua apresentação quando por infelicidade e questão de dois segundos deixou de subir ao pódio; e de suas lágrimas pedindo desculpas, quando ele não teve culpa de nada. Das lágrimas de outros atletas brasileiros dizendo que não deu; pedindo desculpas aos familiares e ao povo.
Meus Deus !
Será que vou morrer vendo um povo que só chora e pede desculpas ?
Será que vou morrer num país que se estatela de cócoras no chão enquanto os políticos roubam descaradamente e as CPIs não dão em nada?
Será que vou morrer num país que se contenta com o assistencialismo e o paternalismo oficiais, um povo que vende seu voto por bolsa-família e pora receber um botijão de gás de esmola por mês ?
Até quando, meu Deus...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

SEM COMENTÁRIOS...


ONTEM E HOJE...



Ontem e hoje; por conta dos eleitores brasileiros a estética dos governantes se transforma.
Não é uma censura, apenas a constatação claríssima de que o voto do eleitor é que determina os acontecimentos políticos e suas conseqüências.

domingo, 17 de agosto de 2008

MAIS ÓPIO

Lula, Nuzmann e Cabral querem trazer a próxima Olimpíada para o Rio; talvez para que os atletas participem de competições de tiro e corrida livre.

Certamente apresentarão novas modalidades de competições tais como salto de alturas, sobrevivência urbana e outras mais.

Lula quer também que seja mostrado aos atletas estrangeiros como o carioca gosta de viver perigosamente.

Para complementar diz Lula: vamos fazer uma Olímpiada para os pobres!

Ópio e mais ópio; e o povo consome.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ÓPIO DO POVO

Brasil Goleia na China!

Ginastas brasileiras são destaque!

Ricardo e Emanuel seguem invictos em Pequim!

bla bla bla bla bla......