sexta-feira, 26 de julho de 2013

HOMENAGEM À MULHER




As verdadeiras Mulheres merecem ser homenageadas todos os dias, independente de festividades, independente de datas específicas, independente de qualquer coisa.

Ser Mulher é uma dádiva divina e essa graça que à elas Deus concedeu deve ser reverenciada por todos nós, e principalmente pelos homens.

A guarida que nos foi dada no ventre materno possibilitou-nos desfrutar a divindade existencial de Ser.

Minha homenagem em todas as datas, todos os dias, sempre festivos, às Mulheres; em agradecimento a felicidade de existirmos.
 

2 comentários:

Astrid Annabelle disse...
Sim...homenagear as Mães todos os dias e todas as horas...
E é assim mesmo que sinto que deve ser a homenagem...através da gratidão.
Irradiemos amor para todas as Mães da Terra e para a Nossa Mãe do Céu!
Bjs Ira!!!
Astrid Annabelle
BIA disse...
Oi professor!!!

Que linda homenagem à todas as mulheres!!! Também acho que todos os dias devem ser valorizadas, mas é muito bom quando se tem um dia especial para comemorar já que muitas vezes não lembram de nada... tem marido que esquece até o dia de aniversário da mulher...
Uma boa semana!!!

Bjs :)

SÉTIMO DIA DO SÉTIMO MÊS!

PAZ E AMOR!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

CONFIA!


Um jovem que trabalhava no Exército era humilhado por ser Cristão. 

Um dia seu superior, querendo humilhá-lo ainda mais na frente do pelotão, chamou o soldado e disse: 

Pegue esta chave, vá até aquele Jipe e estacione ali na frente. 

O jovem disse: Não sei dirigir

Então disse o superior: peça ajuda a seu Deus; mostre que ele existe

O soldado pegou a chave e começou a orar, depois ligou o veículo, manobrou e estacionou perfeitamente. 

Ao sair do Jipe o soldado viu todos de joelhos, chorando e dizendo: Nós queremos teu Deus

O jovem soldado, espantado, perguntou o que estava acontecendo. 

O superior chorando abriu o capô do Jipe e mostrou para o jovem que o carro estava sem motor. 

NB. Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado. (Salmos 55:22) 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ÁGAPE

Alguns talvez comentem que é fácil escrever sentado em berço esplêndido, mas desconhecem os caminhos que se trilham. Não é, tenha certeza, o pragmatismo do bem material que move meus sentimentos ou meus dedos em tecla de computador. Não é, creia-me, as concessões de um dia que reflorestaram meus anseios sociais ou a pavimentação da minha vida prática.

Não tenho as benesses concedidas aos antigos colegas, que, em igualdade, desempenharam as mesmas funções, mas que, depois, ao optarem pela merecida aposentaria tiverem o imerecido prêmio de perpetuarem-se como beneficiários de um ganho em que o estado é o mecenas.

A isso meus pulmões enchem-se de ar para expelir a verdade: não tenho esse usufruto maldito!

Estou livre dessas amarras imorais! Sou feliz, pois meu maior ganho é a própria felicidade e, essa, me possibilita muito mais que o ganho pecuniário sem honra; possibilita-me o ganho honrado através dos meios para consegui-lo em maior proporção e com plena ética. E, isso, todos poderiam conseguir, bastaria querer.

Lamento àqueles que se aproveitarem dos cochilos do sistema para deteriorar mais ainda as instituições, necessárias a todos nós; isso só atende às necessidades daqueles que desejam o caos para a nação.

Não mais medirei forças com essas ideias medíocres, pois delas quero estar distante. Livro-me, portanto, da fúria revanchista e da necessidade quase histérica de rebater àquelas das quais não concordo.

É, pois, chegada a hora do ágape, em que se vislumbre a possibilidade da confraternização universal, do bem, da felicidade, do amor incondicional.

À meus detratores e àqueles que se consideram inimigos, minha benção; não mais terão de mim senão amor. À meus amigos o convite: somem-se a outro exército; àquele em que a luta é pela paz e onde o sangue não é derramado.

l'amour vivant!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

COMEÇAR DE NOVO!

Seria desconsideração para com todos àqueles que leem o que escrevo; àqueles que me conhecem pessoalmente, que foram meus alunos, amigos, colegas, companheiros de jornadas. Àqueles que por terem afinidades de ideias solicitaram amizade virtual ou são seguidores, tanto dos blogs quanto no Facebook, ou nas demais páginas em que exponho meu ponto de vista, político ou sobre assuntos diversos. Seria desconsideração, enfim, não apresentar o motivo que me faz, agora, mudar o rumo, ou a forma, de minhas argumentações sobre qualquer assunto que se apresente com necessidade de ser discutido, o que sempre fiz, e desde 1989 quando ingressei na política partidária e, ainda, depois, via internet, com o advento dos blogs e sites de relacionamentos, como Orkut, Facebook e outros, abordando também temas da minha profissão, bem como àqueles que me sentia apto a comentar ou tecer críticas.

Após um tempo recluso, em que refleti através de muita meditação e leitura, concluí, pelos novos aprendizados, insights e bênçãos espirituais recebidas que, apesar da falibilidade humana, temos uma missão metafísica a ser cumprida em nosso trânsito existencial.

Não sinto e não vejo possibilidades de resultado positivo nessa luta incessante travada entre ideias conflitantes; ideologias sectárias; opiniões e discursos subjetivos, eivados de retórica e argumentação sem fundamento holístico.

O que vejo, e o que sinto, é um desgaste emocional tão aviltante que faz do ser humano um mero objeto, em vias de se engalfinhar, um e outro, em pelejas desprovidas de sentido; um ser humano em frangalhos, a olhar o outro como dissociado da mesma humanidade em que todos nós estamos inseridos. Dessa guerra quero me evadir; uma deserção que a corte suprema já me absolveu, pois não se trata de trair os postulados e sim o de apresentar novos caminhos, que podem ser trilhados de maneira mais eficiente, tornando esses embates de hoje em um encontro entre àqueles que se comprazem com a beleza existencial.

É, pois, chegada a hora do ágape, em que se vislumbre a possibilidade da confraternização universal, do bem, da felicidade, do amor incondicional.

Aos meus detratores e àqueles que se consideram inimigos, minha benção; não mais terão de mim senão amor. À meus amigos o convite: somem-se a outro exército; àquele em que a luta é pela paz e onde o sangue não é derramado.

A mais dura batalha dessa guerra rotineira é vencer a si mesmo; desvencilhar-se da negatividade, do ego, da usura, do medo, da posse, do ódio. Àqueles que a isso superarem terão, enfim, suas vidas livres das amarras fatídicas que os amordaçam e sufocam; esse caminho livre abrirá as portas da felicidade e do amor, onde encontrarão os meios afortunados da plena existência, em que a razão e a emoção se encontram.

Vive-se um momento de rusgas intensas e sem possibilidade de trégua; a vida política e social degrada o ser humano pelo abuso e astúcia de um lado e pela inércia e ignorância de outro. Somos reféns de nossos próprios atos, insanos ou ingênuos. Um verdadeiro cabo de guerra, em que cada um puxa para seu lado e que o vencedor é lobo da sua própria carne.

Todos têm o direto de ser feliz, sem que para isso obrigue-se a andar no mesmo bonde. Muitos defenderão ardorosamente as ideias que lhes estão agregadas pela imposição ideológica ou pela educação nunca contestada; serão Vassalos, alguns; Escravos, outros. Todos com seus Suseranos. Serão livres, poucos; àqueles que se aventurarem em conhecer um caminho além dos feudos; àqueles que quiseram comandar suas próprias vidas.

Alguns talvez comentem que é fácil escrever sentado em berço esplêndido, mas desconhecem os caminhos que se trilham. Não é, tenha certeza, o pragmatismo do bem material que move meus sentimentos ou meus dedos em tecla de computador. Não é, creia-me, as concessões de um dia que reflorestaram meus anseios sociais ou a pavimentação da minha vida prática.

Não tenho as benesses concedidas aos antigos colegas, que, em igualdade, desempenharam as mesmas funções, mas que, depois, ao optarem pela merecida aposentaria tiverem o imerecido prêmio de perpetuarem-se como beneficiários de um ganho em que o estado é o mecenas.

A isso meus pulmões enchem-se de ar para expelir a verdade: não tenho esse usufruto maldito!

Estou livre dessas amarras imorais! Sou feliz, pois meu maior ganho é a própria felicidade e, essa, me possibilita muito mais que o ganho pecuniário sem honra; possibilita-me o ganho honrado através dos meios para consegui-lo em maior proporção e com plena ética. E, isso, todos poderiam conseguir, bastaria quererem.

Lamento àqueles que se aproveitarem dos cochilos do sistema para deteriorar mais ainda as instituições, necessárias a todos nós.

Não mais medirei forças com essas ideias medíocres, pois delas quero estar distante. Livro-me, portanto, da fúria revanchista e da necessidade quase histérica de rebater àquelas das quais não concordo.

Políticas superficiais, subjetivas, que atendem aos interesses de seus criadores e que são formuladas a partir dos guetos partidários, no lamaçal de suas instâncias, não me farão ouvinte e não desperdiçarei meu tempo em contestações que se perdem no vazio da ignorância política e eleitoral.

Projetos oriundos da histeria coletiva, de grupos estridentes e coloridos, vândalos da constituição, passarão anônimos pelos espaços que conquistei, pois não mais me darei ao trabalho de contesta-los. A negatividade não terá minha atenção.

Não me peçam para contraria-los, pois não me compete ceifar o campo para possibilitar suas aventuras. Argumentar contrariamente à negatividade é aceitar a regra do jogo e torna-lo possível. Resistir ao mal é aumentar o malefício. Deixe-o andar, que certamente se perdera no caminho da solidão. “Aquilo a que você resiste, persiste” (Carl Gustav Jung – 1875/1961).

É para mim um novo momento (!); e, respeitosa e desinteressadamente, aconselho àqueles que sentirem o despertar da sua alma; o insight harmonioso que o faça ver além do próprio olhar; a luz claríssima da Verdade alegrando cada coração; o pensamento constante na certeza do bem e do amor; à esses, pois, aconselho a mudança que os levara aos pressupostos únicos para uma vida plena de felicidade.

Esta é minha mensagem aos meus amigos virtuais e não virtuais; seguidores e leitores. Outros ainda se somarão a estes, tenho certeza, e com todos compartilharei essas novas experiências positivas, fruto do aprendizado constante e permanente; de um conhecimento pleno, sempre em superação, pois, no mundo, tudo são mudanças. Não é possível nos banharmos na mesma água do rio, que corre, incessantemente; as águas nunca serão as mesmas (Heráclito). Nós nunca seremos os mesmos. Resistir e contrapor-se aos horrores dos acontecimentos no mundo contemporâneo é possibilitar-lhes um caminho.  Aceitar ou contrariar uma ideia é estar junto àqueles que as implantaram dando-lhes argumentos para o debate. Resistir é atrair.


Deixe o mal esvair-se no vazio das suas ânsias; abra-se ao bem, deixe fluir seu coração para a felicidade e ao encontro de um mundo sereno de amor. 

domingo, 30 de junho de 2013

EGOÍSMO


Posso dizer que tenho uma longa carreira como psicanalista e estudioso das ciências humanas. Embora tenha começado um pouco tarde para os padrões esquemáticos da educação dos pedagogos da hora certa, minha vida acadêmica soma mais de 40 anos.

Mas não sou somente um teórico; as experiências em minha vida tiveram também presença marcante em toda essa trajetória.

Ao analisar o comportamento e as relações interpessoais de pais e mães separados pude observar o quanto são egoístas em detrimento do bem estar da criança.

Fico estarrecido quando observo que o mais importante para os pais é o que eles sentem, sem ao menos se perguntarem o que seu filho ou filha sente.

A disputa pela guarda horroriza-me; são embates ridículos com os mais variados argumentos como se as emoções e os sentimentos pudessem ser coisas empíricas a serem divididas em partes, cortadas aos pedaços, para que cada um abocanhe seu naco.

Aos que se dizem pais eu os desafio à renúncia; a abrirem mão da posse.

Certamente que com isso será menos dolorosa para os filhos a outra inconseqüência já feita: a separação.

sábado, 22 de junho de 2013

PRISÃO DE PAIS: ARMADILHAS PÉRFIDAS

Por conta de um comentário anônimo volto há um assunto abordado em 6 de setembro de 2007, aqui neste blog (podem conferir naquele post: "PENSÃO ALIMENTÍCIA: um bom negócio")

Tramita no STF uma lei que irá acabar com armadilhas pérfidas de cunho meramente materialista e pecuniário: o fim da prisão por conta de débitos de pensão alimentícia.

Reconheço a pensão alimentícia como um direito do alimentando e dever do pai e da mãe; entretanto, como está entendida a lei pelos julgadores ajusta-se mais para uma norma de senso comum do que à uma legislação de cunho jurídico-científica.

Muitos juízes, advogados e membros do Ministério Público têm atuado de forma meramente documental e pecuniária sem, na maioria das vezes, proceder há uma investigação adequada e justa sobre os genitores, as relações interpessoais e o alimentando. 

O que importa é o dinheiro e nada mais! E assim, procede-se o julgamento puro e simples. Alguem paga ou é preso e o destino do dinheiro, para onde vai, como é gasto, isso pouco importa pois a lei foi cumprida; alguem está pagando e alguem está recebendo.

Não houve preocupações maiores com o alimentando. Não foi perguntado se para o filho importa mais o dinheiro do que o carinho dos pais. Não lhe foi perguntado se amor é mais importante do que um brinquedo novo.

A pensão alimentícia tem se tornado um negócio rentável e lucrativo para muitos vagabundos e parasitas em detrimento da parte necessitada que é a criança; muita das vezes por conta dessa interpretação parcial dos julgadores.

Tanto o pai como a mãe são responsáveis pela guarda e pela mantença de sua prole, entretanto, hoje, sem nenhuma análise adequada, recai sobre o pai o pagamento de uma pensão e sobre a mãe a guarda da criança. Isso parece norma, embora não seja e não deva ser.

Os dois, pai e mãe, são responsáveis pela mantença material e pela cuidado pessoal; os dois são responsáveis pelo carinho e afeto que a criança necessita em primeiro lugar; os dois são responsáveis pelo filho que geraram e isso lhes garante e lhes obriga a darem e terem oportunidades iguais para estarem com seus filhos.

Separar um ou outro de seu filho, por conta de uma armadilha jurídica, confere àquele que aproveita dessa brecha na lei para vingar-se ou afastar seu desafeto do próprio filho. Ruim para o pai, ou para a mãe e pior para o filho.

A lei deve se adequar àquilo que melhor se ajusta para o bem comum e os legisladores devem corrigi-la quando se tornar ineficiente ou quando, por vício, estiver sendo utilizada de forma subjetiva ou parcial.

Espera-se que em breve seja corrigida a forma como é utilizada a lei para fazer cumprir uma obrigação paternal e maternal; pois não é só o pai que tem a obrigação de manter seu filho no que se refere a parte pecuniária. Cabe também à mãe essa responsabilidade.

Direitos e deveres iguais; é o que se espera!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

FILOSOFIA

Quem gosta de Filosofia? parece-me que quase ninguém; assim como também nem ouviram dela falar. Nas escolas, no nível básico, ela não deixou saudades. Mas, por que? quem sabe por ter sido tão maltratada, tão mal comunicada; quiça os alunos tiveram informações precárias, sobre uma filosofia fragmentada ditadas de livros básicos. Houve um tempo que nem mesmo professores de filosofia existiam nas escolas brasileiras. Filosofia? qualquer um leciona!


Parthenon, Atenas, Grécia. 
Copyright by Irapuan Teixeira 
Essa precariedade da escola no Brasil fez amortecer, convenientemente, o impulso questionador que a Filosofia insuflaria no alunado.

E a escola atual? E a Filosofia hoje? continuam, convenientemente, amordaçadas. 

É por isso que quando encontro alguém interessado em estudar, não posso me conter em entusiasmá-lo cada vez mais a buscar o conhecimento filosófico, que certamente o despertará para querer saber, sempre, o porquê de todas as coisas.

O ensino da Filosofia deveria preceder qualquer curriculum escolar; se assim fosse, teríamos um povo mais questionador; com melhor conhecimento lógico e com ânsia de querer desocultar a verdade.

Isso, certamente, não seria conveniente àqueles que se instalam no poder e lá desejam permanecer sem serem incomodados.

A Filosofia incomoda, e muito!

3 comentários:
BIA disse...
Oi Professor!!!

Verdade, a FILOSOFIA não tem tido a prioridade que deveria no ensino, há muita coisa que poderia ser melhorado na educação. Falta mesmo ampliação do pensamento critico.
Bjs :)

Mônica Bif disse...
Obrigada pelas palavras Professor e pela menção em seu Blog. A Filosofia me ajudou muito a observar as coisas no mundo com uma visão mais aprofundada e ampla, a ver as diversas faces da realidade e entender melhor comportamentos e segmentos da sociedade. Como sou Enfermeira, creio ser de fundamental importância o conhecimento filosófico, afinal meu trabalho é cuidar das pessoas, e o ser humano é muito mais que um ser biológico, é um ser bio-psico-social, é muito complexo e necessita-se de um conhecimento aprofundado sobre ele para melhor entendê-lo e promover melhor atenção ao mesmo, principalmente quando ele mais precisa. Durante a minha formação acadêmica também tive muita influência da filosofia, sendo que o Curso Superior que eu fiz me ensinou a entender melhor o ser humano, como um todo indivisível e sua relação com o mundo e a sociedade. Parabéns seu Blog tb é muito interessante. Seguindo... Abraços!
Morgan Nascimento disse...
Olá, parabéns pelo blog!
Se você puder visite este blog:
http://morgannascimento.blogspot.com.br/
Obrigado pela atenção

domingo, 16 de junho de 2013

EU TE AMO

Talvez seja essa pequena frase a mais popular pronunciada pelos seres humanos. Também, a mais ingênua; desprovida de objetividade, racionalidade e imparcialidade.

Eu te amo significaria, antes de se pronunciar a frase, certamente dirigida a alguém, saber-se o que é o amor (?).

Quando se confidencia a alguém “eu te amo” devemos estar ciente sobre o que me move a esse suposto amor que penso ter. Antes de tudo, estar ciente de que “eu te amo” é desprovido de egoísmo, de satisfação e de prazer subjetivo, posse, poder e propriedade.

Amar é ter desejo, sim; é proteger, também; mas amar, antes de tudo, é deixar o outro Ser.

Ser significa construir meu próprio EU e isso inclui a liberdade de ME expressar, transitar e conviver com o mundo; mundo esse que não é o mundo de nós dois, mas o meu mundo e o teu mundo; o meu mundo e o mundo dos outros. Assim, eu escolho “Ser no mundo” e não somente “estar no mundo”.

Essa comunicação livre e sem amarras é que possibilitará, a cada Ser, a construção do seu EU, que é subjetivo; faz parte do indivíduo; do uno existencial.

O Outro não é nossa propriedade e por isso necessitará da liberdade para transitar no mundo tanto quanto cada um de nós. Ser livre significa ser “dono do seu próprio nariz”; estar ciente de que atrás de si não existe um sensor para dizer o que está certo e o que está errado, pois o certo e o errado também são coisas subjetivas.

Querer o Outro como a uma propriedade é transformar o Ser humano em coisa, objeto, mercadoria; o Outro não é nossa propriedade e por isso eu não o tenho. Não é minha posse; não é minha coisa; não é meu!

As expressões “meu” amor; “minha” amada; “minha” mulher; “meu” marido; meu isso e meu aquilo são as mais erradas do vocabulário humano, porque aquilo que é meu não É.

Minha propriedade; minha biblioteca; meu carro; meu dinheiro são coisas e coisas são desprovidas de SER, portanto, não são no mundo; apenas estão no mundo.

Para SER é necessário não ser, pois o SER não é objeto; não é coisa; não é matéria. O SER é espírito, alma, composição física também, mas impregnado de injunções metafísicas. O SER é essência e existência.

O amor é incondicional, não exige troca, não pede recíproca; amor é dádiva, doação, gratuidade. Amar é constituir-se como o outro para compreender sua essência e deixar livre sua existência.

Essa alteridade pressupõe que o Amor seja o projeto de realizar a assimilação entre o Eu e o Outro. Mas para que o outro possa considerar-me assim é preciso que ele possa querer, isto é, ser livre; por isso, a posse física, a posse do outro como coisa, é no Amor, insuficiente e decepcionante. É preciso que o outro seja livre para querer amar-me e para ver em mim o infinito.

Dizer “eu te amo” sem entender essa alteridade é confundir amor com paixão. A paixão é transitória e temporal; o amor é perene e atemporal.

“Eu te amo” não se consubstancia caso houver a necessidade da pergunta “tu me amas” (?) porque “eu te amo” não exige condição.
Zil Mar disse...
Seu texto é maravilhoso...concordo lieralmente...

Feliz dia pra vc tb!!!!

meu carinho...


Zil
ღ Sensitivity ღ disse...
Essa linda frase só deveria ser usada quando realmente o sentimento amor existe. Só que o amor não é só demonstrado por essa frase, sim através das atitudes. Claro que concordo com uma coisa: é bom de ouvir. Mas ainda prefiro sentir. Beijinhos.
Néia Lambert disse...
Prof. essa frase "eu te amo", ultimamente tão banalizada, tem mesmo esse sentido todo que, de forma consciente, foi colocado no seu texto.

Um abraço
Ma Ferreira disse...
Caro Prof.

Entrei no seu blog por acaso. Li seu texto atentamente.
Fiquei encantada.
Quem sou eu para analisar um texto?
Mas te digo com toda a sinceridade, posso dizer como o texto chegou a mim.
Chegou de maneira clara e me levou a reflexao.
De que muito do que se diz por ai, 'e tudo, menos amor.
Amor 'e desapego. 'e incondicional.
Amor nao 'e condicao.
Amor e estado de graca.
Mas enfim.. vc ja disse tao lindamente e claramente o que 'e o amor.
Desculpe-me pela falta de acento grafico e cidilha no meu comentario Estou no note da minha filha e confesso nao sei como coloca-lo.

Faco arte ceramica em Sao Paulo. Meu blog 'e relacionado a arte.

Te convido para conhece-lo, se o tema lhe agradar.
Sera uma honra recebe-lo.

Um abraco, com carinho,

Ma Ferreira
♪ Sil disse...
Eu te amo, virou bom dia!

Como essa frase se banalizou!

Belo texto Ira!

Beijão
Astrid Annabelle disse...
Adorei ler este seu texto!
Um beijo
Astrid Annabelle

segunda-feira, 10 de junho de 2013

VOCÊ ACREDITA?

Há que se ter em mente que Fé e Crença são coisas diferentes, embora, compreensivelmente, ignorada pelo senso comum. Mesmo assim extrai-se ditados importantes desse viés do pensamento interpretativo, como por exemplo: "a Fé move montanhas"! E como move!!!

Minhas crenças são poucas, mas minha Fé sempre foi inabalável.

Quando cursei Pós-graduação em Filosofia recebi a incumbência do meu orientador para estudar e escrever minha dissertação de Mestrado sobre o Filósofo Gabriel Marcel, um francês da corrente do existencialismo néo-socrático, que muitos chamam de existencialismo cristão. 

Pois, através desse estudo, aprendi que a Esperança só se manifesta verdadeiramente se estiver sempre presente no pensamento, e não gerar a angústia da finalização; ou seja, lá vem o senso comum novamente ajudar: "a esperança é a última que morre"!

Só que, a verdadeira Esperança, nunca morre! E não morre porque é sustentada pela Fé.

Essa Fé inabalável, confundida com a crença, suplanta todas as tenacidades existenciais que se possa ter conhecimento e habita o infinito de nosso Ser.

Minha Fé é inabalável, mesmo que os caminhos a serem trilhados tenham que estar eivados de pedras, pois minha missão existencial muitas vezes impõe à que haja tropeços em cada passo do meu destino. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

JOGOS MENTAIS

Nós estamos jogando esses jogos mentais juntos,
Expandindo as barreiras, plantando sementes.
Fazendo a guerrilha mental
Cantando o mantra: Paz na Terra!
Todos estamos jogando esses jogos mentais eternamente
Algum tipo de druida levantando o véu.
Fazendo a guerrilha mental
Alguns chamam isto de mágica, a busca pelo Graal

Amor é a resposta e você sabe disso, com certeza
Amor é uma flor, Você tem que deixá-la florescer.

Então continue jogando esses jogos mentais junto
Fé no futuro, tirando o agora
Você apenas não pode vencer essas guerrilhas mentais
Absolutamente em outro lugar nas pedras de sua mente
Sim, nós estamos jogando esses jogos mentais eternamente
Projetando nossas imagens no espaço e no tempo

Sim é a resposta, E você sabe disso, com certeza
Sim é se entregar, Você tem que deixar rolar.

Então continue jogando estes jogos mentais junto
Fazendo danças rituais sob o sol
Milhões de guerrilhas mentais
Pondo o poder de suas almas à roda Karmica
Continue jogando esses jogos mentais eternamente
Elevando o espírito de paz e amor

Amor...
Eu quero que você faça amor, não guerra! Eu sei que você já ouviu isso antes.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O QUE SOBROU DA MINHA HISTÓRIA?

Faça-se essa pergunta: o que sobrou da minha história? Revise sua memória e alcance os fatos significativos da sua vida.
Lembro com saudades do carnaval; do carnaval do passado não àquele de ontem ou de anteontem.  

Meu pai, músico profissional, que sustentou meus brinquedos com seu trabalho noturno, atuava com um conjunto musical, ou orquestra, nos antigos bailes de salão, onde mulheres ornamentadas com seus vestidos longos e os homens engravatados desfilavam em rodopios como se levitassem aos acordes inclusive de bandeneóns, pois àquele tempo era o tempo de tangos e boleros, e os carnavais, bem mais comportados do que os atuais.

Os carnavais eram primeiramente os de salões que, lá pelas madrugadas, somavam-se àqueles que percorriam as ruas ou animavam plateias em antigos sambódromos, que dariam inveja aos de hoje erigidos.

Pois é desses carnavais que rememoro saudosamente tempo a tempo e a cada dia mais.

São passagens da vida gravadas na infância e que reverberam como sons de clarinete sem surdina. A grande magia de uma era, fantasiada de bom gosto e ingenuidade; um aglomerado de boas coisas com a suavidade dos gestos e dos colóquios pautados pela “finesse” e educação “à lá française”.

Minha saudade tem um sentido, mesmo que modernamente àquilo tenha sido um tempo que não volta jamais, pois recordar o que de bom foi feito é ajeitar a vida para o bom se fazer. C'est la vie dans son éternel retour.

Quando sobrar um tempo no seu tempo deixe sobrar-lhe pensamentos de outrora e traze-los à vida, pois são eles que não morrem enquanto vivemos; e nós que vivemos enquanto não os deixarmos morrer.

Quando sobrar-lhe um tempo, pergunte-se: o que sobrou da minha história?


Eu relembro carnavais...

domingo, 2 de junho de 2013

NÃO SEJAMOS INÚTEIS!

Quando começa o entardecer e o manto imenso da escuridão se aproxima, por mais nobres que sejamos nossas almas empalidecem, ao vislumbrarem o sol se pondo. Alguns fortes se firmam em discursos heroicos, outros, crentes, se conformam com o destino. Céticos tremem ao se renderem ao inexorável e os agnósticos, enfim, quedam-se para um canto em busca de amparo.

A pior das batalhas é essa espera. Olhos fixos em nenhuma direção, contemplando o nada e esperando o vazio.

Assim é!

As indagações que perambulam pelos sentidos são pequenos cálices de uma leve cicuta percorrendo os caminhos amassados pelo tempo e deixando como rastro o formigamento do passado esquecido.

É mais um sol que se aproxima do ocaso!

Não se pode deter esse trânsito no tempo que, sorrindo, apenas contempla o dia-a-dia desses vai-e-vem constantes. Os passos empurram e mesmo arcados seguem-se um a um o trâmite burocrático que exige o rigor da passagem e o salto intransponível das incertezas.

É mesmo assim! Aos crentes e aos céticos.

Não sobrarão nem mesmo os agnósticos que, na solidão das suas fraquezas, e no descuido dos seus talvez, terão perdão às seus descasos.

Essa certeza é espada de glória; os fortes quebraram sua lâmina; os fracos não conseguiram empunha-la. Aos inúteis o prêmio da alienação.

Não sejamos inúteis!

O brilho desse sol se foi; antes do ocaso, sei que foi.


Eis a glória! 

SOBRE MIKAO USUI E O REIKI


Mitos perpetuados erroneamente sobre o Reiki: O Mestre Mikao Usui nunca foi Padre, nunca foi Católico, nunca foi Doutor, nunca se baseou em cura promovida por Jesus Cristo. Tais informações são uma "má" adequação feita por Ms. Takata para ter penetração na sociedade católica, conservadora, norte americana. Usui era um monge budista, com influências do Taoísmo Iniciático, Budismo Tibetano, Magia Japonesa. Ele não é o inventor do Reiki, é apenas o decodificador. Está para o Reiki como Kardec está para o espiritismo, nenhum dos dois inventou seus sistemas, apenas decodificaram informações sobre eles compilando numa obra ou estudo. Decodificar, nesse caso, foi interpretar toda a bagagem de manuscritos, simbolos, sutras e arquivos das tradições ocultistas orientais. A palavra Reiki existe no dicionário japonês muito antes de Mikao Usui nascer. A técnica de cura por imposição de mãos remonta os egípcios (conhecido também por Seichim Sekhem), polinésios (conhecido por Karuna), quiçá até os Atlantes.


Mikao Usui não teve nenhum momento de revelação mística em que símbolos flutuaram a sua frente durante a meditação dos 21 dias no Monte Kurama. Alguns dos símbolos utilizados no Reiki já constavam nos manuscritos citados acima e os outros dois são ideogramas do próprio idioma nativo de Usui. Como bom budista que era, praticava jejum e meditação constantemente e apenas teve uma percepção muito clara de sua energia de cura que já vinha trabalhando e estudando durante uma dessas meditações. Portanto é "esquizoterismo" crônico crer que símbolos e bolas douradas flutuaram sobre sua cabeça lhe revelando o inrevelável. Os símbolos também não são secretos, eles são sagrados, há uma diferença importante nisso.

Tais informações são proferidas por pessoas despreparadas que carregam a bagagem de mestres que aprenderam o Reiki ocidentalizado por Ms Takata. E também proferidas por pessoas que querem, através do engano, ter uma maior aceitação de pessoas mais religiosas. Muitos Mestres conhecem tais verdades, mas assumi-las seria negar obras publicadas ou cursos já ministrados com tais mentiras.

Assim como também se usa tocar as pessoas, e não há problema algum nisso. Portanto não é anti ético, nem errado. No Reiki não há posições de toques íntimos uma vez que a rede de canais meridianos circula por várias partes podendo atender uma parte íntima tocando numa outra mais próxima que não seja íntima. Seja tocando ou colocando as mãos a certa distância, o Reiki é eficaz. A mente pervertida é de quem vê a maldade no toque.

Para envio de Reiki a distância não é necessário foto, nome completo, endereço completo ... a energia reiki não sai percorrendo ruas e virando esquinas atrás de pessoas como um carteiro dos correios. A partir do momento em que uma pessoa pede em benefício de outra, a mentalização desta pessoa necessitada já cria uma "assinatura energética" entre o atendido, quem pediu e quem fará o reiki. Desmaterializem-se se quiserem compreender uma energia não material no sentido clássico da física arcaica. Entenda que a realidade é apenas uma percepção dos 5 sentidos e que "fora da caixa" tudo é uno energeticamente falando. Não há tempo, não há distância. "No princípio era o verbo" = o universo é linguístico. Esqueçam a materialidade nesse sentido.

Existem mais de 300 tipos de Reiki ... uma salada de mistificações e absurdos que pervertem suas reais origens. Recomendo apenas que se dê crédito a métodos históricos de egrégoras fortes (Usui Reiki Ryoho, Usui Shiki Ryoho, Tibetano, Gendai, Karuna, Seichim Sekhem) ... Já Orixá Reiki, Reiki Shamânico, Teramai Reiki, Reiki Unificado, Reiki isso, Reiki aquilo, são canalizações esquisotéricas, animismo do médium tecnicamente falando.

Marcio Gandra
Terapeuta e Mestre Reiki