quinta-feira, 12 de setembro de 2013

DIA DO GAÚCHO!


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

VERGONHA!




Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim, por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…



Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor, ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!

‘De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto’.

Rui Barbosa.




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

ONDE ANDARÃO?

Há vários anos venho republicando este texto em meus blogs; a intenção é o reencontro, saber por andam andam velhos companheiros de caserna, na esperança de retornar no tempo através da memória.


Dario, Irapuan, Selmo
Os comentários abaixo mostram que a lembrança é o repositório da história, a história existencial e a história de cada ser que transita neste mundo.

A felicidade é que o reencontro vem acontecendo e eu agradeço muito àqueles que nos informam sobre um ou outro dos velhos companheiros da vida militar. 

Foi assim que encontrei o filho do Cb. Adão Renato e pude saber que o velho companheiro da vida militar se encontra em João Pessoa, já reformado, como sargento, Assim também foi que recebi notícias boas e, outras, não tão boas assim. 

Saber que o soldado Martins, do Pelotar do 18º R.I. chegou ao posto de capitão foi alegria; saber da sua partida inesperada e abrupta uma grande tristeza. Mas, assim é nosso tempo histórico; caminhamos...

Receber notícias do Cb. Dias e poder escrever-lhe; reencontrar os Cbs. Dario, Gandon e Selmo, hoje reformado como sargento, infantes dos bons tempos, foi de uma alegria ímpar. Saber que o Cb. Dionísio, também reformado como sargento, é um ermitão da praia e motociclista do asfalto da-nos alegria.

Foi um tempo de vida, vivido na Caserna, entre o 1º/18º RI, QG da 6ª DI, 11ª Cia Com e o 9º RCB; de 1968 a 1973, e que permanecerá alimentando nossa memória.

Mas, insisto, onde andarão os velhos companheiros de Caserna?

Uma viagem programada para este mês vai nos possibilitar mais alguns reencontros e estamos alegres por essa possibilidade.

C'est la vie!

Onde andarão...

Cb. Dias; Cb. Rondon; Cb. Carlos; Cb. Adão Renato (Adão Renato Pons do Couto); Cb. Jacobsen; Cb. Maciel (Antonio Carlos Souto Maciel); Cb. Dario; Cb. Gandon; Cb. Carvalho; Sgt. Odracir; Sgt. Lima; Sgt. Flávio; Ten. Adel; Ten. Porciúncula; Ten. Correia Lima; Ten. Messias; Ten. Sparta; Cap. Cordeiro; Cap. Caggiano; Ten. Estrázulas; Ten. Clézio; Major Índio; Cel. Magalhães; Cel. Sharnadoff (Harry Sharnadoff); Ten Cel. Ney (Ney Lauro Nunes de Carvalho); Cel. Jacobina (Alberto Bayard Pereira Jacobina); Cap. Brocardo (Odone Silvio Viero Brocardo); Major Léo; Major Salgado; Cap. Assis; Ten. Carvalho; Ten. Marloi; Ten. Bittencourt; Ten. Amodeo; Ten. Fernando; Ten. Cavalinho; Sgt. Adailton; Sgt. Calvi; Sgt. Odone; Sgt. Valério; Sgt. Salgado; Ten. Marder; Cb. Valmor; Sd. Aquiles (Aquiles Eder); Sd. Gayer (Omar Gayer); Ten. Vicente (João Vicente Vitola); Ten. Guedes; Cap. Del’Olmo (Florisbal Del'Olmo); Ten. Macy; Cb. Cambraia; Cb. Portela; Cb. Tavares; Ten.Cabecita; Cb. Rudenir (Rudenir Meireles Cunha - Rudy Meireles); Ten. Amorim; Ten. Byron (Paulo Byron de Oliveira Soares Filho); Cb. Teixeira; Cb. Bombardeli; Cb. Martins; Cb. Bittencourt; Sd. Osório; Sd. Nélio; Cb. Santa Maria; Sgt. Gandon; Sgt. Cícero; Gen. Borges Fortes (Breno Borges Fortes); Gen. Mourão; Gen. Mena Barreto; Sd. Tolentino; Ten. Cesar; Ten. Sávio; Ten. Élcio e os alunos da 11ª Cia. Com. CFC 1969 Cb. Bonemar, Elso, Silveira; Sds. Leonardo, Tolfo, Siega, Costa, Bittencourt, Prates, Assis e tantos outros que as imagens são presentes, mas os nomes se perderam pelo acúmulo de informações em nossa memória?

Claro que à distância eu soube das promoções; das reformas; de algumas mudanças de carreira, assim como, inevitavelmente, de alguns que já se despediram da vida; mas o trânsito no mundo exige-nos o caminhar constante.

Cada um daqueles que um dia se encontraram tem o seu mundo e o faz a cada instante, pois a existência é feita também da materialidade, com suas competições e a permanente busca por ascensão social; por esta razão meus feitos não ficaram estagnados, mas distanciaram-me de muitos daqueles com quem um dia convivi.

Os nomes fazem parte da lembrança que celebramos durante um instante do tempo existencial e nos apontam o significado de Ser com o Outro. Essa identidade materializa a memória e a faz viva em nova perspectiva revivendo o passado cristalizado no tempo.


Seriam necessárias várias páginas para ser fiel a todos os que participaram e ainda participam da vida de alguém; no meu caso eu deveria acrescentar colegas de profissões, como os professores; colegas de atividades, como os de parlamento; colegas das universidades e faculdades e os amigos; estes poucos, muito poucos. Mas pensei que os meus 18 anos seria um marco referencial e por isso enumerei os companheiros da caserna, de um instante de tempo que somou mais de cinco anos. Propositalmente os nomes não estão em ordem de hierarquia e muito menos divididos por unidade militar, pois todos eles de um tempo e outro, com divisas, sem divisas ou com estrelas gemadas ou não foram seres humanos de um interregno do meu tempo existencial.

Priscila Mondschein disse...
Às vezes eu também me pergunto por onde andam algumas pessoas que já passaram pela minha vida, e fico esperando que outras voltem, que nossos caminhos se cruzem novamente. São tantas vidas, tantos caminhos, que não há como planejar, o jeito é esperar... se tiverem que voltar, elas voltam!

Beijo!
JOVV disse...
Caro Prof. não fomos colegas no 18, pois a minha turma é de 71. Daí que conheci muitos dos elencados aqui, mas não todos. Creio que nos conhecemos somente na ULBRA,onde lecionei Direito Notarial para as primeiras turmas, no tempo do Prof. Schoroeder. Acho que o senhor também lecionou lá na época. Voltando ao 18 estive em Sapucaia nas comemorações dos 100 anos do Batalhão Arranca Toco. E, outro dia jantei com o seu comandante atual e com Cel. que comandou o batalhão, estando presentes outros que também passaram por lá. Um grande abraço de infante JOSÈ OSNIR - jovaz@portoweb.com.br ou A VERSÃO DO ESCORPIÃO
Prof. Irapuan Teixeira disse...
Prezado José Osnir, bom tê-lo aqui no Blog. Fico alegre ao saber dos tempos de outrora, nos doces 18 anos de vida; no velho Arranca Toco. Assim como, também, guardo lembranças da ULBRA, menos doces, pois os tempos mudam. Lembro do Prof. Schoroeder e de muitos outros colegas daquela universidade. Espero um dia conversarmos pessoalmente para revivermos tempos de outrora. Abraços.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

VOU INVADIR TUA CASA!

Duas análises importantes, de reflexão necessária e urgente, se faz neste momento histórico. 

Primeiro analisarmos a forma como os Estados Unidos invadem países que dizem, os norte-americanos, estão descumprindo acordos internacionais, seja em função da produção de armas químicas, desenvolvimento da bomba atômica ou com relação aos propalados direitos humanos.


Não é novidade que os Estados Unidos sempre está na dianteira para comandar essas invasões e que, sempre ele, não permite qualquer vistoria em seu território sobre seu arsenal de guerra ou sobre violação de direitos. Por que será?

É também de domínio público que àquele país, tido como o mais democrático e, certamente, o mais preparado para uma guerra, não esconde de ninguém que independente de qualquer acordo, eles, os Estados Unidos, bisbilhotam a vida dos seus cidadãos e a vida de qualquer cidadão em qualquer parte do mundo; assim como invadem o território nacional de qualquer país, amigo ou inimigo, através dos meios tecnológicos mais avançados da história bélica. 

Os Estados Unidos podem ter arsenal químico, bomba atômica, arsenal de guerra biológica; descumprir acordos internacionais; violentar a vida do cidadão norte-americano e desconhecer qualquer tentativa de reivindicar direitos humanos sem que, ninguém, ninguém em qualquer parte do mundo, possa falar qualquer coisa. E, arrisque-se a falar!

Portanto, toda a boataria e a falação feita através da internet ou através de falastrões de países de terceiro mundo é mera perda de tempo!

Perdemos tempo divagando contra uma nação que tem poder para destruir qualquer outra, somente não o faz por conveniência própria; e quando lhe é conveniente, faz! E faz com apoio de seus asseclas, que a ele se curvam a todo instante, sejam da América, sejam da Europa; e mesmo àqueles da Ásia, que se dizem rivais, são-lhes servis quando conveniente ou quando vêem que poderão ser superados e que a escaramuça lhes trará mais prejuízos do que ganhos.

É o caso da Rússia! Hora se exalta com medidas tomadas pelos norte-americanos; hora se acovarda perante uma ação mais enérgica dos governantes do "tio sam".

Hu Jintao Xi - Presidente da China
Não foi divulgada qualquer notícia que nos apresente uma voz dissonante de parte da China; Hu Jintao Xi, o presidente daquele país, mantem a calma frente aos Estados Unidos e, parece, não quer belicosidades, mesmo observando o comportamento imperialista dos norte-americanos e as invasões recentes feitas em países com poder bélico irrisório e por conta de informações desastrosamente mentirosas e premeditadas, justamente para que se desse a invasão.

Entretanto, a quietude chinesa tem um motivo: melhor se preparar para a guerra do que anunciar seu poderio ao inimigo! Ou seja, são como mineiros; na quietude trabalham.

Para alargar o conhecimento e dispor de informação precisa, saibamos que, a China, recentemente, no ano de 2012, já colocou em águas salgadas seu primeiro porta aviões, o que pode ser conferido no site News China neste link >: (http://www.bbc.co.uk/news/world-asia-china-19710040.) 

Novo porta aviões Chinês
Esse fato, ou feito, somam-se à uma ordem dada aos militares chineses por ninguém mais do que Hu Jintao Xi, o seu presidente, que exortou sua marinha: "acelerar a sua transformação e modernização de uma forma vigorosa e fazer preparativos extensos para o combate militar com a finalidade de fazer contribuições maiores para garantir a segurança nacional". Traduzindo em miúdos: Preparem-se para a guerra!


A possibilidade de uma guerra, que se estenda à todo o mundo, certamente sera desencadeada a partir do Oriente Médio (o que não é novidade) para o Pacífico, e ao longo de diferentes regiões e zonas.

Pois,  à quem interessar possa, e a quem de direito, seguindo um raciocínio histórico e a partir das observações irrefutáveis que se tem feito, não é de estranhar acontecimentos como a guerra do Iraque e a invasão ao Afeganistão. 

A morte de Osama Bin Ladem, numa clara invasão da soberania nacional de outro país; a morte de Sadam Hussein, numa Guerra covarde e premeditada e a de Muhamar Kadafi, em outra das tantas armações norte-americanas demonstram o quanto àquele país tem poder além das suas fronteiras e a qualquer momento faz o que achar que tem que ser feito para preservar sua segurança e manter sigilo sobre sua ações nada democráticas, que extrapolam inclusive as fronteiras sob sua jurisdição, invadindo e massacrando qualquer país, governante ou líder que queira tolher seus movimentos. Não é de se admirar que todas as três mortes relatadas são de ex-integrantes, ou ex-agentes, da Cia norte-americana.

Nada fica preso na garganta de um presidente norte-americano; seja ele o inexpressivo George W. Bush, o vistoso Bill Clinton ou o negro, também vistoso, Barack Obama.

Esse sucesso bélico contra o mundo inteiro, feito de forma sorrateira e utilizando-se de meios covardes e sem qualquer ética, aponta-nos o caminho por onde transita a traição e a mentira com vistas à soberania mundial e o domínio de todas as nações por um único povo. O plano esta se concretizando e a perpetuação de uma mágoa forjada e sem dados científicos com embasamento lógico demonstra o quanto o ardil foi bem planejado desde o seu primeiro momento. E os Estados Unidos tem sido o guardião e, o inocente útil, para esse controle sobre o mundo.

A segunda análise que se faz urgente, é como essas invasões são forjadas, através do poderia bélico, e se legitimam com a força do marketing e o auxílio da mídia, muitas dominadas e, outras, repetidoras ingênuas das mentiras programadas.

Comecemos por uma frase que se alastrou pelo mundo de forma anônima, mas que sempre foi uma verdade irrefutável: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade" (Autor: Goebells, sem comentários).

Operação Osama Bin Laden - Hylary Clinton e a expressão de culpa
A mentira sobre armas nucleares no Iraque foi tão verdadeira que o mundo todo comemorou a morte de Saddam Hussein. A mentira sobre a derrubada das torres gêmeas foi tão bem engendrada que Osama Bin Laden só teve o pesar estampado no rosto de  Hilary Clinton, então Secretária de Estado norte-americana.

A culpa estampada no rosto da mulher mais poderosa do mundo depois do presidente Barack Obama nos faz voltar no tempo e pensar a respeito da mentira engendrada pelo ex-presidente George W. Bush e seus ministros sobre o ataque às torres gêmeas.

Os Estados Unidos já vociferou a plenos pulmões à quem quiser ouvir: "Botas no terreno!". Que os surdos fiquem de sobre-aviso uma vez que tampouco com eles os norte-americanos estão se importando. As botas estarão no terreno da casa alheia, novamente, em pouco tempo, e, se não ficarmos atentos, em breve dentro da nossa própria casa. Se é que teremos a possibilidade de evitar que isso aconteça.

À quem interessar possa, e saiba ler nas entrelinhas, a notícia sobre 'botas no terreno" e seu desmentido, soa como alguma coisa à mais, senão leiamos, com mais atenção, essa notícia publicada em Washington, pela Reuters, e que está nos sites de todo o mundo: (http://noticias.br.msn.com/kerry-sinaliza-possibilidade-de-enviar-tropas-%C3%A0-s%C3%ADria-mas-depois-recua

Botas no terreno! 

Vou invadir tua casa!

E já começaram!

A motivação para acabar com o Iraque teve como desculpa as "armas de destruição maciça", forma genérica para denominar "desculpa para invadir país alheio", e acabar com o ex-aliado Saddam Hussein. 
Sérgio Vieira de Mello
Faço aqui um preambulo para homenagear um brasileiro, pois àquela guerra custou-lhe a vida: Sérgio Vieira de Mello, um grande brasileiro, homem de experiência em sua profissão, dedicado, profissional de altíssima capacidade e responsável pelos acordos de paz entre nações sempre que fora solicitado pela ONU a faze-los. Meu colega de escolha profissional, uma vez que estudou filosofia, se graduando, cursando com êxito o Mestrado e o Doutorado, obtendo essa última titulação na Universidade de Paris I - no Panthéon-Sorbonne, onde caminhei, talvez, pelos mesmos espaços em que ele exaustivamente transitou fazendo seus planejamentos acadêmicos. Sérgio faleceu em Bagdá, por conta da explosão de um caminhão bomba, até hoje uma situação não esclarecida e que os norte-americanos insistem na responsabilidade da rede Al Qaeda, o que por si só já gera dúvidas. Existem vários depoimentos que afirmam que o atentado foi dirigido com a finalidade de eliminar o brasileiro. Certamente ele seria o sucessor na Secretaria Geral da ONU, dando muito dor de cabeça aos interessados na belicosidade e em desfavor da paz. 

Falecido em 19 de agosto de 2003, no Iraque, as manifestações de pesar continuaram por muitos dias nas casas legislativas do país. Quando assomei à Tribuna do Congresso Nacional, em 22 de agosto, ao final do meu discurso no expediente daquela manhã, também lamentei a morte do Embaixador brasileiro: 

"Sr. Presidente, ao lamentar a morte do Embaixador Sérgio Vieira de Mello no Iraque, lembro aos Parlamentares e à sociedade que isso ocorre há muito tempo, desde a época em que um brasileiro, pracinha de Suez, foi morto defendendo a paz. Não podemos compactuar com isso. Quero me unir aos Parlamentares que lamentam a morte do Embaixador brasileiro."(http://www.camara.leg.br/internet/SitaqWeb/TextoHTML.asp?etapa=5&nuSessao=151.1.52.O&nuQuarto=7&nuOrador=1&nuInsercao=0&dtHorarioQuarto=09:12&sgFaseSessao=PE&Data=22/08/2003&txApelido=PROFESSOR%20IRAPUAN%20TEIXEIRA,%20PRONA-SP

Assim como invadiram o Iraque, à sorrelfa, os norte-americanos, leia-se: seus governantes, criam disfarces de cordeiro para esconderem as intenções de lobo que movem suas ações.

Sem adentar-me aos mais baixos meios já utilizados para anular um "inimigo", como o fizeram, também, na Líbia, ao massacrarem o povo duas vezes com a desculpa de eliminar um "inimigo do mundo", o General  Muammar Abu Minyar al-Gaddafi, apresento um dado relevante que talvez tenha sido um dos motivos pelos quais os norte-americanos o capturassem e o levassem à morte através dos meios mais vis, dissimulando e ocultando a verdadeira identidade dos assassinos: eles mesmo. 

Durante o governo de al-Gaddafi, ou Kadafi, a Líbia teve um forte crescimento econômico, mesmo tendo sido abalada por sanções econômicas impostas pelo ocidente; as enormes rendas do petróleo deu àquele governante a possibilidade de sustentar vários programas sociais, levando a Líbia ao maior índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do continente africano; aumentou a participação das mulheres na vida pública e deu mais direitos aos negros. Durante o governo de Kadafi a Líbia teve a menor dívida pública do mundo.

Tinha que ser eliminado!

Voltemos nossa atenção, agora, para diante de nossos narizes e façamos um esforço com nossos neurônios analisando certos acontecimentos sem impormos a condição emocional e sim, apenas, nossa reacionalidade.

O poderia bélico dos Estado Unidos é indiscutível, e inatacável. Nada os demove de uma ideia, quando se trata de atacar outro país e os aniquilar. Como desculpa cria situações que possam justificar a atitude belicosa. Seja àquela em que imputa aos países julgados como inimigo a chancela de serem terroristas, possuírem armas químicas e de extermínio em massa; seja àquela em que interveem para promover a paz e defender os direitos humanos que, por suposição deles próprios, e através de infiltrações que eles mesmos criam, justifiquem a sanção ou intervenção.

Foi assim com o Iraque; com a Líbia; com a tentativa de invadir o Iran que, cautelosamente, foi adiada e assim está sendo com a Síria.

Começou com a denominação dos acontecimentos internos daquele país. Primeiro uma revolta, depois uma revolução. Recentemente apelidaram de conflito interno. Mas o que importa é que tudo isso começou com uma série de grandes protestos populares e progrediu para uma revolta armada, influenciados por outros protestos disseminados, simultaneamente, pelo mundo árabe.

A mídia encarregou-se de alardear que as manifestações populares eram por mudanças políticas, desencadeadas de uma forma "sem precedentes"; ao mesmo tempo uma outra ala apressou-se em informar que lutam para destituir o presidente em prol de uma liderança democrática. O governo detecta o foco e informa que combate a terroristas armados infiltrados e que visam desestabilizar o país.

Fico com a versão do governo Sírio, embora não compactue com qualquer ato impositivo contra o povo de uma nação. Em se comprovando tal atitude é justa a luta de um povo. 

Mas, tenhamos cautela, aos incautos uma guilhotina bem afiada servirá para lhes tolher a vida. Não só governantes do próprio país querem nossas cabeças. Elas estão a prêmio desde que satisfaça aos interesses do expansionismo econômico, social, ideológico, territorial, de matéria prima não renováveis, como o petróleo e florestas nativas, e demais matérias primas de subsolo, que o Brasil tem para "dar" e vender, mas que já estão nos roubando.

Assim, concluindo este raciocínio em duas pequenas análises, o foco do expansionismo extra-territorial daqueles que se têm como donos do mundo chegou ao Brasil.

Nossas florestas são cobiçadas desde há muito tempo; ainda conservamos a possibilidade da existência de petróleo dentro das 200 milhas de nosso mar territorial; o sub solo brasileiro é o mais rico do mundo, embora esteja sendo roubado desavergonhadamente com a tolerância do próprio governo de nosso país que, sem qualquer sombra de dúvida, tem seu quinhão pessoal em tudo isso. Nossos políticos são os mais vendáveis do planeta e nosso povo insiste em tê-los como seus representantes. Ainda somos analfabetos politicamente, pois insistimos em trocar mandatos por benesses; acreditamos piamente que levar "vantagem em tudo" é jeitinho brasileiro e que essa ação é lícita; chamamos nossos representantes de ladrões mas aceitamos cargos deles mesmos e ainda compactuamos com os roubos desde que tenhamos um quinhão; vamos às ruas protestar sem saber o que reivindicamos; atuamos como inocentes úteis e teimamos em acreditar nas redes sociais que nos instigam sem justificativas plausíveis. Atentamos contra a pátria e o nacionalismo instigados pelos inimigos do país e acreditamos estar defendendo nossos interesses. Aceitamos vândalos como intermediários de nossos interesses, como se a destruição do patrimônio público fosse sinônimo de reivindicações. Em breve estaremos aceitamos lideranças externas, que se proporão a derrubar o governo em prol da liberdade do povo; a reação do poder instituído não será outra: o confronto. Isso significará um acinte à nossa liberdade de expressão e o caos estará instalado.

É bom pensar; pensar muito antes de agir ou de delegar seu poder àqueles que se apresentam como líderes em defesa dos seus direitos.

Em breve poderão invadir tua casa! 

domingo, 1 de setembro de 2013

A INTERNET

A internet é perda de tempo e serve apenas para um "relax" àqueles que têm a necessidade da catarse. Eivada de bobagens e histerias coletivas; multifacetada de notícias falsas, plantadas por interesses escusos, serve à manipulação dos incautos e como meio ultra-rápido de conduzir o pensamento à um mesmo tom, como vozes em uníssono. 

O esforço feito para mostrar a possibilidade de uma verdade é infrutífero e causa exaustão pela quantidade de má fé em postagens dissonantes; não se consegue ler uma réplica consistente, deixando no vazio, pela quantidade de besteiras postadas, o teor argumentativo e a base principal de um debate. As informações falsas e as ideologias dominantes aprisionam a verossimilhança e enclausuram a liberdade da palavra, tornando toda possibilidade em uma mesmice. A falsidade, pela contínua divulgação, dá razão à teoria fundamental do trabalho de Paul Joseph Goebbels: "uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade!" Enfim, a internet, com suas garras espalhadas em cada recanto do mundo globalizou o pensamento, alijando-o da liberdade e sufocando-o na clausura das suas páginas sociais, sites de relacionamento e tantas outras armadilhas. 

Estamos vivenciando o Big Brother; ninguém escapa à vigilância do grande irmão, como disse George Orwell, em 1949, ano em que nasci, no seu romance 1984, com antevisão em um futuro perigosamente próximo.

La liberté de pensée!

sábado, 24 de agosto de 2013

BRASIL FINANCIA CUBA E ASSUME A DÍVIDA DA VENEZUELA:

Dilma Roussef fechou acordo com em nome do Brasil com o irmão de Fidel Castro para financiar as dívidas de Cuba e restaurar os ganhos que a ilha recebia da Venezuela na era de Chaves.

Reportagem sobre deserção de médicos cubanos
O presidente Raul Castro, de Cuba, assinou o projeto MAIS MÉDICOS com o Brasil para financiar as dívidas de Cuba e recompor os ganhos que a ilha recebia da Venezuela quando o presidente Hugo Chaves era o presidente. 

Com um rombo em suas finanças o irmão de Fidel Castro lançou mão da sua amizade com a presidente do Brasil e o presidente ad hoc de nosso país, o sr. Luiz Inácio, através de um projeto que escravidão em que cidadãos daquele país irão trabalhar no Brasil de Graça.

A importância desse projeto para Cuba é que, além de receber milhões de dólares do Brasil, através de um projeto inconstitucional e do contrabando de pessoas, escravizando-as em nosso país, também poderá desenvolver seu projeto ideológico de forma semi-oficial, uma vez que "introduzirá" elementos com alta formação socialista e comunista em nosso país disfarçados de médicos de família.

Dilma recebe presente do presidente da Venezuela
Por sua vez o lucro de Dilma, Lula e do PT será que esses "médicos" ideólogos comunistas espalharão nas periferias e municípios do interior uma falsa e claríssima ilusão: a de que estarão beneficiando as pessoas mais necessitadas do Brasil.

Esse pseudo auxílio à população tem por objetivo criar nessa população carente a expectativa de que o PT, Dilma e Lula se preocupam com os pobres. A verdadeira intenção é politiqueira e visa às próximas eleições.

Com uma oposição frágil e composta de politiqueiros da mesma espécie o Brasil caminha para o caos e a nação para a total decadência moral, ética, ideológica, social; sem possibilidade de um reerguimento em tempo hábil para se recompor nas próximas décadas.

O PT, Dilma e Lula, de comum acordo com Cuba e seus parceiros ideológicos conseguirão, assim, implantar um sistema falido em todo o mundo no País mais próspero dos últimos tempos.

A realidade de Cuba: Loja.
Essa articulação esquerdista é tão perfeita, e seus membros tão competentes, que disfarçam com seus seguidores através de paralisações, passeatas e atos públicos com o objetico de criar uma nuvem de fumaça entre a verdade e a ilusão.

Paralelamente instalam uma comissão da verdade para denegrir mais ainda uma época de recomposição da pátria e da nação e aproveitam para, através de protestos rigorosamente planejados por marqueteiros estrangeiros, tolher os verdadeiros anseios do povo e colocar na lama a imagem das religiões, da família, do cidadão de bem, do  trabalhador, das Forças Armadas, dos profissionais (enganando-os com falsos projetos e falsos vetos à PLs); além de "acabar" com a ética e a moral, lançando no fundo do poço da baderna e da pornografia os bons costumes e a educação.

O tempos vos dirá da minha certeza!

Per hoc tempus!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

QUESTÃO DE CULTURA

James Franco
Enquanto no Brasil a ex-BBB 3, e hoje uma das estrelas do programa Pânico na Band largou os estudos universitários para subir aos palcos da fama, o mesmo não aconteceu com o maior astro norte-americano do momento, James Franco, que se matriculou na Universidade de Los Angeles em 2006, cursando Inglês com ênfase em escrita criativa. Desde então ele frequentou aulas na Universidade de Nova Iorque, na Faculdade Brooklyn e na Universidade de Columbia, e está estudando para dois doutorados em Yale e em Houston. Ele consegue conciliar isso tudo sendo um dos atores mais requisitados de Hollywood no momento.

Sabrina Sato
Sabrina Sato foi incentivada pelas colegas de faculdade a deixar os estudos e se "matricular" no Big Brother, uma opção que lhe rendeu os frutos de uma carreira pautada no seu perfil estético e sem qualquer preocupação com o "conteúdo" intelectual. 

Não foi assim o pensamento do astro de hollywood que, já com a carreira em desenvolvimento, deu mais valor à universidade do que à fama.

Uma questão de cultura! 



sábado, 17 de agosto de 2013

TEMPO EXISTENCIAL

Mas... se deixássemos de lado a preocupação com o tempo e a sua passagem, rápida ou não, veríamos que, na verdade, o tempo está aí, parado, a nos contemplar; quem passa somos nós, depressa ou não, dependendo de como estamos observando o mundo ou, de como estamos fazendo e nos fazendo no mundo, pois o homem ao mesmo tempo em que faz o mundo faz também sua própria existência nesse mundo.

Podemos fazer de nossa existência um simples estar aí; um estar no mundo, apenas. Ou podemos Ser no mundo e ao mesmo tempo em que fazemos o mundo nos fazermos no mundo sendo sujeito do ato de criação e nos lançando para a eternidade como construtores existenciais atemporais.



No son los muertos los que en dulce calma
la paz disfrutan de la tumba fría;
muertos son los que tienen muerta el alma
y viven todavía.

No son los muertos, no, los que reciben
rayos de luz en sus despojos yertos;
los que mueren con honra son los vivos,
los que viven sin honra son los muertos.

La vida no es la que vivimos,
la vida es el honor, es el recuerdo,
por eso hay muertos que en el mundo viven
y hombres que viven en el mundo, muertos. (*)

(*) Homenagem a Ricardo Palma, 1833/1919, político peruano, literato e também poeta. 



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MUNDO NOVO!

Neurocientistas de todo o mundo assinam manifesto reconhecendo consciência dos animais




Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.

O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. “As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência”, diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?
Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Quais animais têm consciência?
Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos?
Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?
Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?

Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.


Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais?

É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.


As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento?

Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.


O que pode mudar com o impacto dessa descoberta?

Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles
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SÓ POR HOJE!


Hoje é comemorado o dia do nascimento de Mikao Usui, 15 de agosto de 1865; já se passaram 148 anos desde o início do trânsito existencial do redescobridor do Reiki. Um bom dia para o exercício dos cinco princípios. 

Só por hoje, não me preocupo; 
Só por hoje, não me irrito nem critico; 
Só por hoje, agradeço as minhas bençãos e sou humilde; 
Só por hoje, ganho a vida honestamente; 
Só por hoje, sou gentil e amável com todos os seres vivos.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MÁGOAS

A mágoa talvez seja inimiga da reconciliação. Pessoas que um dia estiveram juntas e, por divergências existenciais, daquelas em que o foco da vida é visto através de ângulos diferentes, podem cultivar resíduos sentimentais que chegam a cegar o olhar, criando uma nuvem que ofusca até mesmo a visão do bem comum.

O fato de estar em desacordo sentimental, entre os pares, não deveria significar que as arestas não resolvidas continuassem a interagir entre ambos ao ponto de gerar conflitos em terceiros.

É o caso de pais que resolveram por decisão própria, ou por acidente de percurso, gerar um filho e, depois, concluíram que seus caminhos nunca foram trilhados pela mesma estrada.

Quando, um e outro, agora no seu percurso próprio, continuar com a nuvem escura frente à fonte das suas interpretações, seja ela de cunho social, da vida pragmática; seja ela de cunho existencial, da existência vivida, nunca descortinará a possibilidades de, ele próprio, ser feliz, pois a magoa impossibilitará toda forma de um viver pleno de satisfações.

Pior do que tudo isso  é levar, de roldão, àquele que, em sua vida espiritual, o escolheu para possibilitar-lhe a vida terrena.

Olhar para dentro de si e colher o fruto da bondade, compreensão e do amor incondicional é tarefa imediata que toda e qualquer pessoa nessa situação deveria se propor.

É importante colocar-se em alteridade; eu sou eu e o outro é como eu. Eu sou sujeito e o outro é, também, sujeito. Não existe objeto nessa relação, embora quase que a totalidade dos seres-humanos continuem agido como se assim fosse.

Ab imo pectore!

À minha filha Mariana: do fundo do meu coração!