
Dizem àqueles que leem imagens e
lábios que Lula estava com cara de nojo e, Amorim, claramente virou o rosto.
Será porque respingou salivas?
Outra dessas performances
deixou-me com algumas interrogações.
Título: Deserto!
Uma mulher aparece enterrada na
areia, nua, claro; meia hora ali, enterrada, e com a cabeça a mostra, sem
nenhum gesto. A seguir, vagarosamente, começa a mexer o corpo e, aos poucos, a
areia vai sendo "arredada" dando maior espaço ao corpo que começa a
aparecer; primeiramente os seios e, depois, de tanto mexer, começa a se
levantar e aparece totalmente nua com a expressão vazia no olhar. Levanta-se e
caminha vagarosamente em direção ao público. Fim da performance.
Na mesma linha...
Título da performance: Terra!
A mesma mulher aparece totalmente
nua, deitada na terra e com a boca "cravada" em um arbusto. Fica
assim mais meia hora. Várias pessoas assistindo e a mulher imóvel, sem nenhum
gesto, a boca grudada ao arbusto e o corpo estendido horizontalmente com as nádegas
para cima, totalmente nu. É só isso a performance.
Mais uma, com o mesmo título da
anterior: Terra! (Pareceu-me que a criatividade estava escassa, inclusive nos
títulos).
Desta vez a natureza é forçada a
participar da tal performance.

Fosse eu jurado de tal evento,
creditaria à ele, operador da retroescavadeira, o mérito pela performance.
Outra, bem mais complexa, e
novamente com um coadjuvante.
A mesma mulher aparece num
púlpito lendo um texto desconexo. Desta vez totalmente vestida; com uma calça
Jeans e uma blusa branca, poupando a plateia de visualizá-la novamente com seus
pêlos vaginais não cortados, vastos, num visual anti-higiênico.
Ela, a mulher, continua lendo o
tal texto por alguns minutos e, então, aproxima-se um homem vestido com
uniforme de enfermagem e um aparelho de anestesia nas mãos. A mulher abre a
boca e o tal homem aplica uma anestesia em um dos lados da gengiva; massageia,
como fazem os dentistas, depois sai. A mulher continua lendo, agora com mais
dificuldade em função da anestesia. Esta interrupção da leitura é feita por
mais quatro vezes; em todas o "dentista" aplica uma anestesia em um
dos lados da gengiva, totalizando toda a boca. A cada anestesia ela recomeça a
leitura até uma nova anestesia ser feita pelo "dentista"; quatro
vezes; quatro anestesias.
Não é necessário dizer que ela
concluiu a leitura babando.
Ao se retirar, deixa o púlpito
recebendo um sofrível aplauso de dois ou três entusiastas.
Outra performance externa,
similar àquela da retroescavadeira, em que a natureza é forçada a participar.

A mulher sobe ao "altar" e um
homem amarra seus punhos às costas e ao mastro. A seguir vários outros
homens começam a colocar arbustos secos em volta do "altar". É
tanto arbusto que a mulher quase sumiu, ficando somente com a cabeça a mostra.
Juro! Pensei que iriam colocar
fogo; ai lembrei-me do título da performance: A intenção!
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