O nível dos meus leitores não exigiria este meu comentário, mas vou fazê-lo, afinal esse negócio de usarem o ser-humano de uma forma tão animalesca me irrita e este blog serve também para momentos de catarse.
Estou falando em "ser-humano" para colocar os homens também no rol daqueles que são usados como mercadoria, como objeto de uso; descartável após o desejo estar satisfeito. Mas, é a mulher a mais usada, prejudicada, escrachada, aviltada, desmoralizada e tantos adjetivos mais que nem me proponho a escreve-los pois são todos direcionados à sarjeta.
Não é um ímpeto religioso que me move à esta crítica e sim o nojo, o asco que sinto ao ver seres humanos sendo tratados, e se deixarem tratar, como animais. Desfiles de cachorrinhas para o deleite de cachorros. Uma recaida ao caos, já experenciado em tempos idos.
Pior do que os desfiles de bundas é a salivação de porcos imundos amontoando-se em meio ao suor e a secreção incontida de seus órgãos reprimidos e que nem mesmo Freud ou Reich aceitariam dar o diagnóstico; e as "misses", desfilam para a plateia lasciva, com olhos ebugalhados, gritarem palavrões como se fosse ovação.
Hoje em dia chamar uma garota de cachorra é elogio; cadela da mais tesão e se o indivíduo titubear ela mesma o incita à provocação.
Não estou falando dos bailes funks das periferias e das favelas, isso é um assunto muito mais lamacento; falo sim da sociedade brasileira que outrora tinha o refinamento precedido pela educação e a cultura, coisas que estão em desuso e esquecidas nos livros mofados que se escondem em velhas bibliotecas.
A cultura do Brasil atual, quiçá do mundo, é a das bundas!
C'est la vie!