A internet é perda de tempo e serve apenas para um "relax" àqueles que têm a necessidade da catarse. Eivada de bobagens e histerias coletivas; multifacetada de notícias falsas, plantadas por interesses escusos, serve à manipulação dos incautos e como meio ultra-rápido de conduzir o pensamento à um mesmo tom, como vozes em uníssono.
O esforço feito para mostrar a possibilidade de uma verdade é infrutífero e causa exaustão pela quantidade de má fé em postagens dissonantes; não se consegue ler uma réplica consistente, deixando no vazio, pela quantidade de besteiras postadas, o teor argumentativo e a base principal de um debate. As informações falsas e as ideologias dominantes aprisionam a verossimilhança e enclausuram a liberdade da palavra, tornando toda possibilidade em uma mesmice. A falsidade, pela contínua divulgação, dá razão à teoria fundamental do trabalho de Paul Joseph Goebbels: "uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade!" Enfim, a internet, com suas garras espalhadas em cada recanto do mundo globalizou o pensamento, alijando-o da liberdade e sufocando-o na clausura das suas páginas sociais, sites de relacionamento e tantas outras armadilhas.
Estamos vivenciando o Big Brother; ninguém escapa à vigilância do grande irmão, como disse George Orwell, em 1949, ano em que nasci, no seu romance 1984, com antevisão em um futuro perigosamente próximo.
La liberté de pensée!