sábado, 16 de novembro de 2019

TRAIDORES!


O homem tem uma série de equívocos durante sua vida que a existência à que teve o privilégio de receber do Criador, muitas vezes, é pouca para que possa fazer determinadas reflexões acerca de seus atos.

O ego de um homem pode ser tão daninho que poderá cegá-lo e fazer com que não consiga divisar o certo do errado, o falso do verdadeiro, os amigos dos inimigos.

Talvez este texto seja uma catarse, mas se o for, será somente para que eu possa dormir em paz na hora de acertar as contas com a minha consciência sobre os atos praticados contra ou a favor de alguém.

Sim, nós praticamos atos que podem ser contra uma pessoa e a favor de outra.

Existindo ou não atos que praticamos contra determinados interesses de uma pessoa, eu e três outros amigos, poderemos, pelo menos, dormir com a nossa consciência em paz sobre nossas decisões tomadas em momentos anteriores, pois foram corretas e estiveram, naquele momento, em desacordo com um sofisma.

O que é traição? Fazer um acordo com determinada pessoa e depois não cumprir tal acordo? Deixar de concordar com as decisões tomadas por uma pessoa, que até então estava acreditando que seus atos seriam todos abonados sem nenhuma resistência? Discordar, mais tarde, do que foi anteriormente acordado?

Existem várias indagações que poderiam compor um escopo de feitos com possibilidade de serem atos de traição, mas é necessário que se tenha bem claro que um ato vem precedido de vários outros e que desfazer um acordo talvez tenha uma razão de ser; uma razão bem mais grave do que simplesmente desfazer acordos feitos.

Os leitores poderão exclamar: Que texto hermético? E o é! Sim é hermético! Diz respeito a catarse sobre a consciência, cobrando-me por vários anos uma resposta para uma frase dita de forma maliciosa, raivosa e vingativa que atribuía decisões tomadas em um tempo pretérito para corrigir erro anterior, como se tal decisão fosse traição.

Quando se erra existe tempo para corrigir o erro; e isso foi feito! Este fazer ensejou um ataque a sorrelfa à dignidade alheia e tal ataque foi assimilado com paciência doce, embora o amargor do discurso de malicia que acompanhava tal afronta; um verdadeiro copo de cicuta para àqueles que esquecem que o tempo é o senhor da razão!

Pois o tempo passou; e passou, e passou...

Ano após ano minha consciência cobrava-me esta catarse; e cobrava-me a verdade! 

E a verdade é que senti-me traído pelo meu melhor amigo daquela ocasião; bem ao contrário do discurso daquele tempo, daquele interregno de espaço existencial em que nossas vidas se cruzaram para um objetivo que se tornou, posteriormente, apenas uma utopia.

A verdadeira traição é a que estivemos sujeitos e não àquela apregoada pela mágoa e pela vingança!

Hoje, a partir de agora, posso dizer, pela força do tempo; do amadurecimento; da reflexão e da temperança que ninguém traiu ninguém; as decisões tomadas foram o resultado de conclusões acerca do mito de um discurso teórico e a realidade de uma prática execrável, que todos condenavam, e que a ela se apequenaram quando o ego se inflou; a ganância se apresentou; os erros se estabeleceram; a força de um discurso ético fragilizou-se e a união em torno da verdade fragmentou-se pela força da mentira.

Nós estamos livres daquela traição: livres de termos sido traídos e livres de termos traído alguém! A vida continua, aqui e acolá.

P.S. Este texto é dedicado à Dartagnan e aos Três Mosqueteiros. (Tudo de forma hermética; ou quase!)

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

EXÉRCITO BRASILEIRO


ARMAS...


...Quadros ou Serviços forma a grande divisão das especialidades dos militares do Exército Brasileiro. As "Armas" englobam os militares combatentes que, por excelência, é a atividade fim do militar. Os "Quadros" reúnem os militares de várias origens e os "Serviços" àqueles que tem atividades principalmente logísticas.

As "Armas" dividem-se em dois grupos: 1. Armas básicas: Infantaria e Cavalaria; 2. Armas de apoio ao combate: Artilharia, Engenharia e Comunicações. Todos esses militares são oriundos de duas grandes Escolas do Exército; a que forma Oficiais e a que forma Sargentos. 1. AMAN  Academia Militar das Agulhas Negras; para ingressar é necessário cursar, antes, uma outra Escola, a EsPCEx - Escola Preparatória de Cadetes do Exército que por sua vez só admite seus alunos por intermédio de concurso público. Na AMAN o cadete escolhe Arma, Quadro ou Serviço. 2. EsSA- Escola de Sargentos das Armas; forma Sargentos Combatentes nas "Armas" de: Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

Os "Quadros" são: 1. QEM - Quadro de Engenheiros Militares, formados pelo IME - Instituto Militar de Engenharia; 2. QMB - Quadro de Material Bélico, formado pelos profissionais de manutenção, incluindo viaturas e carros de combate. Estes Militares são formados na AMAN e EsSA; 3. QCO - Quadro Complementar de Oficiais, onde reúne os profissionais já formados e possuidores de diploma de curso superior nas áreas de Administração, Direito, Informática, Letras, Comunicação Social, dentre outras. Para ingressar neste quadro o interessado devera cursar a Escola de Formação Complementar do Exército, sediada em Salvador-BA.

Os "Serviços" são: Intendência e Saúde e para ingresso os interessados terão que cursar Escolas Específicas do Exército.

Algumas dessas Escolas: 1. Escola de Saúde do Exército - EsSEx; 2. Escola de Sargentos de Logística – EsSLog; 3. Escola de Comunicações – EsCom; 4. Escola de Instrução Especializada – EsIE; 5. Centro de Instrução de Aviação do Exército– CIAVEx. Além do IME, da AMAN, da EsPECEx e outras.


O GOLPE JÁ FOI DADO!


Alguns ainda ouvem a histeria dos "petralhas" urrando que o impedimento legal de Dilma Roussef foi um Golpe; àqueles que deixaram, e ainda deixam, seus ouvidos a mercê de tais histerias não perceberam que na surdina a esquerda é quem deu o Golpe, recentemente!

Um golpe de estado pode ser dado pelo Executivo, mas, também, pelo Legislativo ou pelo Judiciário; além, claro, pelas Forças Armadas se associarem-se com ditadores, como fizeram na Venezuela; ou, ainda, pelo próprio povo, guiado por lunáticos, como aconteceu em Cuba, ou, ainda, como os acontecimentos no continente africano.

Mas, quando a democracia esta em funcionamento, mesmo que capenga, as instituições devem ser respeitadas, para que o sistema nos conserve, em tese, 'livres".

É o que pensamos estar acontecendo no Brasil!

Pensamos que somos livres e que a democracia está em pleno funcionamento. Que a Constituição em vigor está sendo cumprida a risca. Mas estamos enganados.

Ao escrever isto a esquerda irá se ufanar e poderá pensar que é uma crítica à Bolsonaro, por acreditarem que o Presidente é um ditador.

Ledo engano de todos que assim pensam!

Bolsonaro é um democrata e de tanto ser democrata a esquerda aproveitou-se para cruzar a linha entre a liberdade e a libertinagem.

Acabou!

Retomar as rédeas de um cavalo em disparada exigirá maestria do cavaleiro ou apoio dos demais cavaleiros.

Pode estar na hora de chamar a Cavalaria!


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

LAMPIÃO NÃO MORREU...

...decapitado, como conta a história "oficial". Mentiras e mistérios cercam a morte de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, conhecido como o Rei do Cangaço.

Uma série de depoimentos contraditórios e informações incorretas, além do próprio Lampião que, ao deixar algumas cartas, parece que se divertia com os futuros leitores apresentando, pelo menos em uma de suas cartas, duas datas diferentes.

A morte e a decapitação do Rei do Cangaço, como contam os historiadores, está eivada de mentiras e a maior delas consta na própria foto das cabeças decapitadas onde afirmam estar a cabeça de Lampião e de Maria Bonita; mas, mesmo quem não conheceu pessoalmente os dois cangaceiros, não consegue encontrar seus rostos entre àquelas cabeças amontoadas como troféus.

Os historiadores, no mundo inteiro, relatam a história sempre com viés ideológico; eivada de subjetividades, criando um abismo entre o que aconteceu e o que é contado. Dentro desse abismo repousa a possibilidade da verdade, mas, o máximo que conseguiremos encontrar, será a verosimilhança.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

ORDEM DO DIA

MINISTÉRIO DA DEFESA
Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964
Brasília, DF, 31 de março de 2019
As Forças Armadas participam da história da nossa gente, sempre alinhadas com as suas legítimas aspirações. O 31 de Março de 1964 foi um episódio simbólico dessa identificação, dando ensejo ao cumprimento da Constituição Federal de 1946, quando o Congresso Nacional, em 2 de abril, declarou a vacância do cargo de Presidente da República e realizou, no dia 11, a eleição indireta do Presidente Castello Branco, que tomou posse no dia 15.
Enxergar o Brasil daquela época em perspectiva histórica nos oferece a oportunidade de constatar a verdade e, principalmente, de exercitar o maior ativo humano - a capacidade de aprender.
Desde o início da formação da nacionalidade, ainda no período colonial, passando pelos processos de independência, de afirmação da soberania e de consolidação territorial, até a adoção do modelo republicano, o País vivenciou, com maior ou menor nível de conflitos, evolução civilizatória que o trouxe até o alvorecer do Século XX.
O início do século passado representou para a sociedade brasileira o despertar para os fenômenos da industrialização, da urbanização e da modernização, que haviam produzido desequilíbrios de poder, notadamente no continente europeu.
Como resultado do impacto político, econômico e social, a humanidade se viu envolvida na Primeira Guerra Mundial e assistiu ao avanço de ideologias totalitárias, em ambos os extremos do espectro ideológico. Como faces de uma mesma moeda, tanto o comunismo quanto o nazifascismo passaram a constituir as principais ameaças à liberdade e à democracia.
Contra esses radicalismos, o povo brasileiro teve que defender a democracia com seus cidadãos fardados. Em 1935, foram desarticulados os amotinados da Intentona Comunista. Na Segunda Guerra Mundial, foram derrotadas as forças do Eixo, com a participação da Marinha do Brasil, no patrulhamento do Atlântico Sul e Caribe; do Exército Brasileiro, com a Força Expedicionária Brasileira, nos campos de batalha da Itália; e da Força Aérea Brasileira, nos céus europeus.
A geração que empreendeu essa defesa dos ideais de liberdade, com o sacrifício de muitos brasileiros, voltaria a ser testada no pós-guerra. A polarização provocada pela Guerra Fria, entre as democracias e o bloco comunista, afetou todas as regiões do globo, provocando conflitos de natureza revolucionária no continente americano, a partir da década de 1950.
O 31 de março de 1964 estava inserido no ambiente da Guerra Fria, que se refletia pelo mundo e penetrava no País. As famílias no Brasil estavam alarmadas e colocaram-se em marcha. Diante de um cenário de graves convulsões, foi interrompida a escalada em direção ao totalitarismo. As Forças Armadas, atendendo ao clamor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização daquele processo.
Em 1979, um pacto de pacificação foi configurado na Lei da Anistia e viabilizou a transição para uma democracia que se estabeleceu definitiva e enriquecida com os aprendizados daqueles tempos difíceis. As lições aprendidas com a História foram transformadas em ensinamentos para as novas gerações. Como todo processo histórico, o período que se seguiu experimentou avanços.
As Forças Armadas, como instituições brasileiras, acompanharam essas mudanças. Em estrita observância ao regramento democrático, vêm mantendo o foco na sua missão constitucional e subordinadas ao poder constitucional, com o propósito de manter a paz e a estabilidade, para que as pessoas possam construir suas vidas.
Cinquenta e cinco anos passados, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica reconhecem o papel desempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios próprios da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira. Mais que isso, reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pelas quais têm lutado ao longo da História.
 
FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa
 
 ILQUES BARBOSA JUNIORAlmirante de Esquadra
Comandante da Marinha
  Gen Ex EDSON LEAL PUJOLComandante do ExércitoTen Brig Ar ANTONIO C. M. BERMUDEZComandante da Aeronáutica

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O QUE VOCÊ DECIDE?


“Não existe maneira de projetar o futuro esquecendo-se da ação do homem no mundo; dependerá das decisões de cada ser humano transitar sobre um céu ou sobre um inferno nessa caminhada existencial.”
(In Quase Diário – Livro-Blog internet)
Muitas vezes somos compelidos à luta pela imposição das necessidades pragmáticas terrenas disputadas pelo homem e sua maneira mercantilista, utilitária e individualista de ser-no-mundo. Abocanhamos todo o quinhão ao invés de servirmo-nos de nosso quinhão, respeitando a necessidade do outro. Conquistamos àquilo que a natureza disponibiliza para todos e não repartimos, ao contrário, buscamos conquistar também àquilo que o outro serviu-se pelo seu esforço e labor. A natureza disponibilizou-nos uma imensidão de benesses para que todos possam servir-se, mas a luta entre os homens, acirrada pela ignorância e má fé, fazem com que essa repartição não se efetive e alguns dispõem de mais e outros de menos; alguns dispõem de muito e outros de nada.

“A vida humana em seu conjunto revela as propriedades de uma tragédia... uma série de esperanças mal sucedidas, tentativas fracassadas e enganos conhecidos tardiamente. Reconhecer, observando sua vida, que todo homem está ‘in the wrong’ pode ser sua salvação.” (Arthur Schopenhauer).
A existência terrena está definida pelo comportamento humano como a luta do indivíduo contra o indivíduo e assim Thomas Hobbes passa a ter razão quando escreveu que “o homem é lobo do homem”, constatação que, passados 367 anos, se confirma. Mas antes mesmo de Hobbes, Tito Mácio Plauto, o dramaturgo romano, que viveu entre 230 a.C. - 180 d.C, já dizia em suas peças de teatro: “Homo homini lupus”. Portanto, nada mudou! Continuamos nos devorando como se fossemos animais irracionais, um canibalismo de bens terrenos e temporários, pois o homem não é somente àquilo que pensa ser; o homem é, também, transcendente à matéria. Sua expressão no mundo da existência terrena o elevará ou o colocará mais ainda na sarjeta da ignorância.

Não são poucas as informações da natureza para o homem e em várias fases de nossa existência têm-se comprovado que àquilo que “vemos” se opõe àquilo que a intuição nos diz; se atentássemos para a intuição heurística muitos de nossos comportamentos no mundo em sociedade mudaria de forma radical; ou seja voltando às raízes.

A intuição heurística aponta-nos os caminhos, pois a heurística é uma arte para descobrir-se, inventar-se e resolver problemas de ordem factual, mediante a experiência, própria ou observada. Quando o problema passa a ser complexo, incompleto e com características de difícil solução a heurística aponta-nos o modo de proceder; é um processo inconsciente e muitas vezes nem nos damos conta de que o estamos utilizando.

A verdade é aquilo que vejo ou aquilo que diz minha intuição?”
(In Quase Diário – Livro-Blog Internet)
Mesmo com todos os meios existentes no próprio pensamento humano para que ele possa desenvolver sua existência terrena de forma plena, há também, na sua gênese, um comportamento diametralmente oposto àquele que nos tornaria um homem de bem com o próprio homem: Sua ação no mundo! Agimos em desconformidade com a Verdade e cremos, muitas vezes de forma ideológica, outras vezes de forma “religiosa” e na maioria das vezes de forma individualista e por conta e risco de cada um, de que nossa ação no mundo é forma única de preservar-se e que o outro é apenas um objeto e não sujeito, como eu; o outro é tratado como coisa e não observamos o princípio da “alteritas”, partindo do pressuposto básico: Todo o ser humano social interage e interdepende do outro. Nosso comportamento e ação no mundo é “real” e está totalmente em desacordo com as teorias que nós mesmos cansamos de escrever. Muitas vezes minha ação está em desacordo com minha intuição e discurso teórico; a prática em desacordo com a teoria. Não se tem aplicado no mundo social uma ação prática que parta da teoria; o que se projeta na história tem sido uma prática sem plano de ação; sem roteiro e a vida passa a ser fruto do acaso; o homem caminha no mundo sem antever coisa alguma à frente desse caminhar. Quando surge um obstáculo tropeça, sem que tenha previsto tal “pedra” em seu caminho. A existência de cada um não tem contida em si um plano, uma meta; não existe, individualmente ou em grupos sociais, o processo de métodos e técnicas para agir-se no mundo. É fácil esta constatação, basta verificar-se o abandono do outro pelos próprios grupos oficiais de cada estado; seja o estado socialista ou o estado capitalista; apesar das teorias.

Assim é que, além das constatações de Plauto e Hobbes, o homem vive seu próprio abandono; o homem abandonou a si próprio quando passou a cuidar somente da existência terrena; somente do seu corpo, abandonando o outro; abandonando a própria alma.
“Por que você está assim tão triste,
Ó minha Alma?
Por que está assim tão perturbada
Dentro de mim?”
(Salmos 42:11)
A face má do egoísmo humano, do indivíduo centrado somente no pragmatismo do seu corpo, na acumulação de bens materiais para si, somente, não observando as necessidades materiais de todos os demais seres e as necessidades espirituais de todo o ser humano, fizeram com que o homem esquecesse da sua dualidade, esquecesse da sua alma; ou mesmo que a possui por essência.

Partindo do existencialismo de Sartre podemos observar que suas palavras escritas expressaram tal dualidade, mesmo que opondo-se à primazia da essência sobre a existência, mas não anulando essa dualidade. Escreveu Jean Paul Sartre que: A Existência precede a Essência; concordando que o homem existe e que se faz no mundo. Assim, podemos discorrer sobre essa caminhada existencial, observando que o homem enquanto se faz no mundo, faz o próprio mundo, mas invertendo a assertiva de Sartre sobre a primazia da existência e afirmando que a essência precede a existência, pois o homem mesmo se fazendo e fazendo o mundo tem em si a Essência de Ser, mesmo antes de existir.

O autor português Francisco Limpo de Faria Queiroz, admite que:
“O termo essência designa o ser, a consistência ou qüididade de um ente, considerado independentemente da sua existência. Dizer o que é uma coisa é declarar a sua essência.”

“Na filosofia grega até Platão, a essência - eidos - tem a conotação peculiar daquilo que, numa coisa, é permanente e central, em oposição ao transitório e acidental. Para Platão, a verdadeira realidade está na essência, na forma pura da coisa, subtraída à tela aparente da existência.”

Platão, sem ter conhecido Sartre, já antecipava que a Essência precede a Existência, pois existir é ter a Essência do Existir; não seria possível Existir sem ter tal Essência: A Essência do Existir! Sartre, ao contrário, defende a tese de que a Existência precede a Essência, sem negar a Essência, ao contrário, admitindo-a; de certa forma uma aproximação do Existencialismo Néo-Socrático de Gabriel Marcel.

“É hora de se interrogar:
Se vamos salvar a alma, o corpo vai sofrer;
Se vamos salvar o corpo, a alma vai penar.”
(In Quase Diário – Livro-Blog Internet)
O que você decide?

sábado, 29 de setembro de 2018

AS FIGURAS PÚBLICAS!

De uns tempos para cá surgiu no Brasil uma nova denominação, popularesca, para incluir no mesmo rol de alguns profissionais uma outra "elite", mas que apenas atuam e são marionetes da mídia; alguns que nada fazem para servir ou se prestar a ser marionetes do 4º poder.
Criaram o termo "figura pública" para alojar os preguiçosos de um tal programa copiado da TV norte-americana, apelidado por aqui de BBB, e alojar também tantos outros, que os manipuladores querem que sejam seus representantes no sujo jogo da enganação aos incautos.
É óbvio que existem algumas figuras que são públicas e, por esse motivo, têm "poder" sobre seu público e sobre os incautos; poder esse pelo jogo da sedução é, poder esse, pela falta de conhecimento e de uma educação falida que não capacita nenhum cidadão a ter senso crítico.
Um músico pode levar muita gente a cometer atos que não cometeriam se tivessem senso crítico; um escritor, da mesma forma; um político, também; e até um camarada inexpressivo que ficou dentro de uma casa televisionada dia-e-noite, confinado e falando baboseiras, torna-se público pela manipulação da mídia e têm lá seus seguidores por conta do marasmo em que transita o conhecimento humano, a educação o ensino e a cultura em nosso País.
Assim é que as pessoas desavisadas elegem como político pulhas que para nada servem na atividade legislativa, e que até poderiam servir para fazer um outro serviço e contribuir com sua comunidade, ou desenvolver sua profissão. Alguns, que já foram tais figuras de TV, tinham suas profissões, que à eles de nada serviram, pois optaram por ser "macacos do circo" armado pelo sistema e se acreditam hoje um "reizinho mandão", como àquele do conto de Ruth Rocha, mas que na verdade não passam de um Bufão e continuam, como o beneplácito de seus "seguidores incautos", como os "bobos da corte".
O perigo desses tais "formadores de opinião", outra denominação, das tantas forjadas pelo 4º poder, é que essas figuras públicas atinjam o objetivo que lhes foi imposto pelo sistema (e que elas próprias desconhecem) e façam o serviço sujo de dessangrar nossa Nação; que já está espoliada e e de certa maneira subjugada pelo mal maior: O "Establishment"!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

terça-feira, 3 de julho de 2018

NÃO ADIANTA FALAR...

...ou escrever; mas de que adianta ficar calado?
Sofremos de "Anorexia Literária!" exclamei em uma aula em 1982; depois escrevi a respeito desse efeito devastador no conhecimento humano: A falta de leitura pela falta de educação e de incentivo nas escolas pelo livro, é mortal!
Perder a "fome" pela leitura é deixar-se exaurir de toda a possibilidade do saber.
Quando ainda estava cursando a graduação em Filosofia, o espanto dos demais alunos, de outros cursos, ao verem a quantidade de livros que manuseávamos e que realmente líamos para dar conta das disciplinas que estudávamos, me fez investigar a "preguiça" que assola quase o totalidade dos acadêmicos ao se defrontarem com a quantidade de livros que deveriam ler.
Repeti, exaustivamente, aula após aula, um dos tantos ditados populares sem origem: "Ler, ler até ficar cego"; mesmo em forma de brincadeira sempre tentei incentivar a leitura, mas infelizmente, passados mais de trinta anos, estamos cegos, apesar da visão estar hígida. Nada enxergamos a não ser o que nos dizem e nos apresentam como verdade; estamos escravos da mídia e das ideologias impostas por manipuladores do pensamento humano. Acontecimentos de ontem são recontados por uma única visão: Àquela que interessa ao poder! Municiados pela intelectualidade ideológica de viés esquerdista tais apóstolos das idéias fixas se apoderaram das cátedras nas universidades e fazem, ano após ano, um excelente (des) serviço ao mundo das idéias.
Falamos, ou escrevemos, e o mundo não lê, não ouve, não enxerga. A história está morta!

terça-feira, 22 de maio de 2018

A METAFÍSICA DO AMOR


O que é isso que eu sinto pelo outro; é amor ou paixão?

Alguns dicionários apontam: “Amor é uma atração baseada no desejo sexual.” Nada mais absurdo do que uma afirmação dessas. O Amor não tem como base o desejo, que é uma forma de obter prazer pelo uso do outro e pelo retorno que tal uso lhes dá. Não significa que quem ama não tenha desejo sexual ou que não tenha relação sexual; havendo tal entendimento, estará totalmente errado. Quem ama tem, sim, pelo outro, “desejo” sexual, só que este “desejo” não é usurpador e sim um desejo de doação, de dar ao outro àquilo que lhe faz feliz, que lhe dá prazer, que cria emoção; é um desejo de dar primeiramente, de se doar sem esperar nada em troca, sem querer que o outro tenha a obrigação de satisfazê-lo; embora possa haver a reciprocidade e o prazer dual.

Mas isso é apenas um aspecto humano, da existência do homem. O Amor tem uma outra dimensão que soma a todas as dimensões existenciais; o Amor é metafísico; a dimensão espiritual, presente na dualidade humana, está presente com intensidade muito maior do que a dimensão carnal. Amar, portanto, não é uma atração baseada no desejo, seja sexual ou qualquer outro; ao contrário, não existe desejo no sentido de subtrair do outro e sim o desejo de que seja somado ao outro o que de melhor se possa somar.

Também apontam, outros dicionários, que o amor seria aquele onde duas pessoas se amam. Nada mais risível pela própria definição. Muito mais risível é aquele que aponta que “existem vários tipos de amor”; entretanto de todos os tipos que relatam nenhum é Amor.

“Amor é olhar nos olhos do outro com ternura e desejo”, diz um autor; essa definição por si só se exclui, pois desejo anula a ternura e vice-versa.

São mais de seis milhões de definições propostas pelos dicionaristas do Senso Comum sobre a palavra Amor e em todas que pesquisei deparei-me com a confusão entre amor e paixão.

Falamos muito em amor, em amar, em estar apaixonado um pelo outro, mas nada sabemos a respeito do amor e de paixão; além de confundirmos ambos os sentimentos, não sabemos descrever um e outro e, quando o fazemos, usamos de forma errada a razão para defini-los. Além do mais, o amor é raríssimo e se esvai como água por entre os dedos quando o sentimento não tem base sólida alicerçada na doação, no desinteresse material, no bem alheio.

50 anos de paixão!

Esqueça, você não ficará apaixonado pela mesma pessoa durante 50 anos! Não perca seu tempo com tais ilusões que têm a mesma intensidade das paixões. Hoje você se ilude amanhã se desilude, a paixão é igual; intensa hoje, morna amanhã, inexistente depois. Estou falando (escrevendo) entre as mesmas duas pessoas. Hoje apaixonado(a) perdidamente por uma pessoa; amanhã perdidamente por outra, até seu amadurecimento racional. A razão irá impedir tais atitudes emocionais corriqueiras e passageiras.

Case-se por paixão e separe-se, logo a seguir, por incompatibilidade de gênios!

A paixão é intensa, mas efêmera. Ninguém ficará apaixonado a vida inteira pela mesma pessoa, repito, mas poderá amar a mesma pessoa durante toda sua vida.

Amor e Paixão são dois acontecimentos emocionais totalmente diferentes e, inclusive, incompatíveis; basta usarmos a razão para compará-los. Amor é doação; paixão é usurpação.

Quem ama doa-se ao outro; o apaixonado suga o outro.

Haverá impropérios e discussões histéricas sobre esta tese e, quando houver, tais debatedores estarão deixando de lado a razão escudando-se na emoção.

A emoção é cor de rosa, linda e brilhante, mas efêmera; a razão é cinzenta, como um céu de inverno, com chuvas e trovoadas, mas firme e perene.

E é essa dureza da razão que determina o “que fazer” para àquele que diz amar; esse “que fazer” é uma atitude imutável a ser assumida sem esforço algum; ou você ama e doa-se inteiramente ao outro; ou você não ama. Quem ama quer ver o outro feliz e não me venham com reciprocidades obrigatórias que isso é coisa da paixão.

O problema maior do amor é amar a quem não pode dar reciprocidade; em havendo tal evento a infelicidade estará completa. Não havendo tal evento, os dois completando-se com o mesmo sentimento, o amor poderá ser perene, desses que são quase inexistentes na sociedade pragmática em que vivemos.

Quem exclamar: Meu pai e minha mãe amaram-se a vida inteira! Não conheceu seus pais; a não ser que sejam um dos tais raríssimos casos.

Quem exclamar eu amarei tal pessoa a minha vida inteira; desconhece, por óbvio, o futuro.

O Amor acontece e pode ser via de duas mãos, ou não! No mundo atual quase sempre não o é, e são raríssimas as exceções; assim como são raríssimos os casos de amor para toda a vida entre dois seres desconhecidos que se encontram e que se encantam um pelo outro. Claro, o encanto se dá pelos atributos estéticos e que podem se afirmar pelo conhecimento do Ser. Se houverem afinidades que contribuam para tal conhecimento, o que demanda tempo, o evento do Amor poderá se afirmar.

Minha Mãe e meu Pai foram felizes a vida inteira! Mera observação de filho(a) que vê o Pai e a Mãe com os olhos cor de rosa.

Eu amo meu marido ou minha mulher! Meu marido, ou minha mulher, me ama! São afirmações-exclamações sem fundamento, superficiais e fruto do senso comum, pois amar exige muitíssimo mais do que as simples afirmações emocionais; exige conhecimento, comprometimento, doação incondicional, respeito, cuidado, atenção, companheirismo.

Deixemos essas armadilhas da emoção para o Senso Comum e busquemos a Razão para que nos afirme aquilo que “É” e que, por óbvio, não pode “Não Ser”.

O Amor foge das observações estéticas, elas não têm qualquer valor; diferente da Paixão, o Amor tem fulcro no Ser, em uma relação de sujeito-sujeito e não sujeito-objeto (comum nos dias atuais, sem que os pares percebam tal discrepância). O Amor não pede; ele dá, doa. O Amor não escraviza e não é escravo; quem Ama, simplesmente Ama. Nada pede; nada espera; nada cobra. É um convívio fraterno, caso exista a reciprocidade. É por isso que Amar é um evento raríssimo no mundo moderno, pelas armadilhas materiais e pelo egoísmo humano.

sábado, 31 de março de 2018

ORDEM DO DIA

Bravos soldados!

Relembramos no dia de hoje a memória do General de Exército Hamilton Mourão Filho, militar que lutou na 2ª Guerra Mundial, integrando em fevereiro do ano de 1945 a Força Expedicionária Brasileira – FEB, e que foi o responsável pelo início da Contra Revolução de 1964, marchando desde Juiz de Fora, com seus soldados, para por um fim ao Golpe iniciado por Leonel Brizola que visava a ditadura do proletariado.

A esquerda de hoje fala em golpe mas o verdadeiro golpe estava em andamento pelo comunista Brizola (que se disfarçou, posteriormente, e por muito tempo, de socialista) e seu títere João Goulart, nome que hoje aparece nas eleições através do seu homônimo, e filho, para confundir o eleitorado e forçar uma imagem de herói de alguém que pregava a insubordinação e a baderna. A ideia de Brizola e Goulart era fechar o congresso, instalar uma ditadura comunista satélite de Moscou e começar a matança. Brizola já estava treinando os “grupos dos onze”, no Uruguai, onde ele foi latifundiário. As Forças Armadas, atendendo ao clamor popular, manifestado em passeatas de centenas de brasileiros, exigiram a intervenção das Forças Armadas, que foi realizado com muita competência e com o mínimo de emprego da força.

O Brasil de hoje não necessita passar os mesmos maus agouros de outrora, é sabido quem são os baderneiros de agora; é sabido quais são suas intenções e perspectivas; é sabido suas ideologias nefastas e criminosas; é sabido quem são os comunistas baderneiros e quem são os incautos; mas, diferente de outrora, têm eles, hoje, um exército de foices e enxadas, disfarçados de trabalhadores e camponeses; têm hoje bandidos e criminosos que, ostensivamente, desafiam as autoridades constituídas; têm eles hoje armamentos pesados, contrabandeados e escondidos em seus covis disfarçados de assentamentos; têm eles hoje a proteção da própria sociedade através de instituições de direito mas que de fato são armadilhas contra o cidadão brasileiro. ONGS, Direitos Humanos e uma série de instituições fantasiadas de defesa do cidadão defendem unicamente bandidos e criminosos, como o assassino italiano Cesare Batisti, acolhido por Lula enquanto presidente de nossa República, eleito por milhões de incautos que ainda estão com suas mentes poluídas pela mentira e o paternalismo barato.

A realidade de nosso Brasil de hoje necessita mais uma vez do povo brasileiro, dos verdadeiros patriotas, dos guardiões da Nação, pois a realidade mais uma vez alerta-nos que os descaminhos já foram traçados e será necessário a força e a visão nacionalista de nosso povo patriota para reencaminhar os destinos da Nação Brasileira.

Antes que seja tarde; antes que, mais uma vez, necessitemos das armas para por um fim as badernas do terrorismo esquerdista, os patriotas brasileiros devem se unir contra tais descaminhos que já assolam a Nação e a hora está mais próxima do que possamos imaginar; talvez nossa última trincheira sejam as próximas eleições ou, quem sabe, antes mesmo, dependendo de nossos tribunais, se terão ou não a coragem de por um fim aos crimes que ainda estão sendo cometidos contra a Nação. Criminosos no poder e criminosos condenados soltos e, outros, sem previsão de condenações e nem mesmo processos, urge uma providência definitiva do judiciário.

Soldados!

A Pátria precisa de todos nós e todo brasileiro patriota desde agora é um soldado que deve lutar primeiro com as armas da paciência; da confiança nas instituições; da certeza que a verdade sempre prevalecerá; da ordem e contra a turbulência e a turba; da hierarquia, sabedores de que nossas Forças Armadas não dormem e, inclusive, com a arma da tal de democracia, que nos impuseram como se fosse a guardiã da liberdade. Saberemos pautar nossas ações por tais caminhos, antes de tomarmos a espada para coibir os abusos e a invasão de nosso território sagrado, conquistado e defendido por nossos irmãos que já se foram; pois, a subversão é o primeiro passo para uma invasão. Os subversivos, que não têm amor à Pátria, estão com seus dias de tentativas esgotados pois a Nação Brasileira já está a postos.

Brasil acima de tudo!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

HOMO HOMINI LUPUS

Vivemos um momento de rusgas intensas e sem possibilidade de trégua; a vida política e social degrada o ser humano pelo abuso e astúcia de um lado e pela inércia e ignorância de outro. 

Somos reféns de nossos próprios atos, insanos ou ingênuos. Um verdadeiro cabo de guerra em que cada um puxa para um lado; o vencedor é sempre lobo da sua própria carne. 



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

LURDINHA, MEU AMOR (um papo de soldado)

Ela foi muito conhecida como Lurdinha, era saltitante e bela; seu auge foi nos idos da década de 60. Esguia, magrela, tinha a capacidade de se alargar quando estava nos braços dos soldados; mas adorava um sargento.

Ela era assim, aninhava-se junto ao peito de quem acariciava suas costas e esticava-se quando era colocada debaixo do braço daqueles que a amavam.

Nasceu próxima aos nazistas, numa guerra em que a Dinamarca estava envolvida; tinha uma irmã bem mais velha, a Madsen.


Quando Adolf invadiu o reino da Danmark, no início da segunda Guerra Mundial, por uma questão de acaso lá estava um brasileiro de nome Plínio Paes Barreto Cardoso; mais tarde ele seria o pai da Lurdinha.

Os dinamarqueses receberam em missão técnica o brasileiro Plínio Paes e confiaram a ele alguns projetos, mais especificamente o de armas leves; em desenvolvimento estava o projeto de uma submetralhadora e que não teve continuidade em função da guerra. Antes de que Adolf colocasse mãos nos projetos de Plínio Paes ele voltou ao Brasil, pois o reino caíra em mãos dos alemães; com ele vieram todos os projetos em desenvolvimento, principalmente o da submetralhadora.

A irmã mais velha da Lurdinha era a Madsen, uma linda dinamarquesa que foi deixada a mercê dos alemães.

Salvara-se Lurdinha, pela agilidade daquele brasileiro, um militar que na época tinha um posto no oficialato; não lembro se era 1º ou 2º tenente; ou mesmo se já era um capitão; sei, sim, que foi como General R1 que implantou no Brasil o projeto INA, no ano de 1949, coincidentemente no mesmo ano que minha mãe estava grávida deste que vos escreve; eu fui nascer no final daquele ano, bem próximo a data de nascimento da Lurdinha.

Madsen M-1946
Plínio Paes trouxe da Dinamarca todos os projetos de uma submetralhadora leve, que lhes foi cedido, por deferência e gratidão, pela Dansk Industri Syndikat.

Que projetos foram esses? O da submetralhadora Madsen modelo 1946, que daria suporte a criação da submetralhadora conhecida mais tarde como INA, mesmo nome da empresa que o General fundaria no Brasil: A "Indústria Nacional de Armas", no bairro de Utinga, na cidade de Santo André, Estado de São Paulo.

Adotada pelo Exército Brasileiro e também pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, assim como, mais tarde, pelas Polícias Militares de todo o Pais, a submetralhadora INA tinha um calibre diferente da sua irmã dinamarquesa, a Madsen 1946.

A diferença principal da original dinamarquesa foi a mudança do calibre, de 9 mm Luger para o 45 ACP.

INA, a Lurdinha
A INA, ou como gostávamos de chama-la, a Lurdinha, tinha uma cadência de 600 tiros por minuto; como possuía baixa cadência, àqueles que tinham mais intimidade com a "moça" podiam disparar rajadas curtas. Mas nada de disparar com uma só mão; a Lurdinha não era pistola e nem revolver. Um dispositivo junto ao retém do carregador obrigatoriamente tinha que ser pressionado com a outra mão para que ele começasse a festa. Seu peso 3 kg e 400 gr; comprimento de 74,9 mm e um narizinho empinado (cano) de 214 mm.

A Lurdinha teve a péssima fama de engasgar, principalmente nas rajadas intermitentes e nas mãos dos policiais; a culpa nunca foi da Lurdinha, tampouco de seus "amantes", que a manejavam com perícia. O problema sempre foi da munição .45 ACP, de fabricação nacional e de péssima qualidade, com cartuchos muito velhos e que foram entregues aos policiais, piorando mais ainda a fama de "negaciar" (negar fogo).

Mas quem, como eu, não amou a Lurdinha?

domingo, 21 de janeiro de 2018

TEM ALGUMA COISA QUE NÃO ENCAIXA... OU, A MINHA IGNORÂNCIA SOBRE PERFORMANCES!

Estamos na era das tais performances; Lula e Amorim foram fotografados assistindo a uma dessas performances em que dois homens barbudos se beijavam, trocando salivas e roçando línguas.

Dizem àqueles que leem imagens e lábios que Lula estava com cara de nojo e, Amorim, claramente virou o rosto.

Será porque respingou salivas?

Outra dessas performances deixou-me com algumas interrogações.

Título: Deserto!

Uma mulher aparece enterrada na areia, nua, claro; meia hora ali, enterrada, e com a cabeça a mostra, sem nenhum gesto. A seguir, vagarosamente, começa a mexer o corpo e, aos poucos, a areia vai sendo "arredada" dando maior espaço ao corpo que começa a aparecer; primeiramente os seios e, depois, de tanto mexer, começa a se levantar e aparece totalmente nua com a expressão vazia no olhar. Levanta-se e caminha vagarosamente em direção ao público. Fim da performance.

Na mesma linha...

Título da performance: Terra!

A mesma mulher aparece totalmente nua, deitada na terra e com a boca "cravada" em um arbusto. Fica assim mais meia hora. Várias pessoas assistindo e a mulher imóvel, sem nenhum gesto, a boca grudada ao arbusto e o corpo estendido horizontalmente com as nádegas para cima, totalmente nu. É só isso a performance.

Mais uma, com o mesmo título da anterior: Terra! (Pareceu-me que a criatividade estava escassa, inclusive nos títulos).

Desta vez a natureza é forçada a participar da tal performance.

Ainda a mesma mulher, obviamente nua, aparece parada numa área totalmente gramada; previamente a grama foi roçada deixando àquele espaço mais livre e, em volta uma grama bem mais alta. No espaço definido, com a grama baixa, a mulher, nua, está imóvel. Assim fica um tempo até que se aproxima uma retroescavadeira, lentamente e barulhenta (como todas as retroescavadeiras). Chegando a poucos metros da mulher o operador da máquina aciona a grande pá de corte e começa a cavar em volta da mulher; algum tempo cavando em forma um grande sulco deixando a mulher ilhada numa pequena área de alguns metros. Ao final formou uma ilha quadrada e a mulher nua lá em cima. Fim da performance. Esta, porém, teve o auxílio do operador da retroescavadeira.

Fosse eu jurado de tal evento, creditaria à ele, operador da retroescavadeira, o mérito pela performance.

Outra, bem mais complexa, e novamente com um coadjuvante.

A mesma mulher aparece num púlpito lendo um texto desconexo. Desta vez totalmente vestida; com uma calça Jeans e uma blusa branca, poupando a plateia de visualizá-la novamente com seus pêlos vaginais não cortados, vastos, num visual anti-higiênico.

Ela, a mulher, continua lendo o tal texto por alguns minutos e, então, aproxima-se um homem vestido com uniforme de enfermagem e um aparelho de anestesia nas mãos. A mulher abre a boca e o tal homem aplica uma anestesia em um dos lados da gengiva; massageia, como fazem os dentistas, depois sai. A mulher continua lendo, agora com mais dificuldade em função da anestesia. Esta interrupção da leitura é feita por mais quatro vezes; em todas o "dentista" aplica uma anestesia em um dos lados da gengiva, totalizando toda a boca. A cada anestesia ela recomeça a leitura até uma nova anestesia ser feita pelo "dentista"; quatro vezes; quatro anestesias.

Não é necessário dizer que ela concluiu a leitura babando.

Ao se retirar, deixa o púlpito recebendo um sofrível aplauso de dois ou três entusiastas.
Outra performance externa, similar àquela da retroescavadeira, em que a natureza é forçada a participar.

Em um campo está armado um "altar" de tijolos e um mastro ao centro, no alto. Chega a mulher com uma veste totalmente transparente, esvoaçante, branca, com fendas dos dois lados, fazendo a veste abrir-se totalmente pela ação do vento; ela nua por baixo, como de costume.

A mulher sobe ao "altar" e um homem amarra seus punhos às costas e ao mastro. A seguir vários outros homens começam a colocar arbustos secos em volta do "altar". É tanto arbusto que a mulher quase sumiu, ficando somente com a cabeça a mostra.

Juro! Pensei que iriam colocar fogo; ai lembrei-me do título da performance: A intenção!