terça-feira, 9 de agosto de 2022

DESPEDIDA DA MINHA RELIGIÃO

Os dicionários e o Google (dicionário moderno e dos preguiçosos) está eivado de definições sobre a palavra religião; mas não vou me ater à essa discussão e sim definitivamente assumir atitude crítica frente à minha religião: Católica, Apostólica, Romana!

Uma postura crítica que de nada adiantará, pois não irá mudar a casta estabelecida em Roma e muito menos terei força desde esta pequena página de internet para derrubar o Papa do seu trono.

Achei melhor, então, admitir: O Papa me derrotou!

Me derrotou alijando-me daquela igreja que ele comanda; me derrubou da religião católica, que assumi como minha religião aos 13 anos de idade, quando fui batizado por inciativa própria e não da forma usual, quando se é levado no colo para a pia batismal antes do primeiro ano de vida.

Assumi na adolescência o catolicismo como minha religião; e fui batizado; e fiz a primeira comunhão; e fui sacristão; e estudei no Seminário Maior de Teologia.

Agora fico ao lado de Quem? Do "santo" Papa? Que defende as ditaduras bárbaras do comunismo leninista e das teorias marxistas introduzidas na Teologia da Libertação?

Obviamente que meu lado é estar junto ao verdadeiro Cristianismo, embasados nas Palavras de Jesus Cristo, que sempre tem estado junto de mim; Daquele que deixou exemplos a serem seguidos na liberdade de Ser ou no desvio do Não-ser, pois a liberdade que nos foi dada pelo Criador é tão abrangente que poderemos inclusive negá-Lo.

Fico com quem se indignou com a mercantilização de bens e de idéias e «...expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negocio.» (João 2:15-16).

Pois foi o que se transformou a minha religião: uma casa de negócios; o Papa já negociou inclusive com os adeptos de Maomé, sem contar que a igreja católica é hoje composta de grupos de pessoas que são autômatos nas igrejas e ouvem seus bispos, através do discurso marxista, negar o seu próprio Deus.

Transformaram a igreja católica em casa de cambistas de ideias; vende-se de tudo esquecendo-se das contradições e dos absurdos de uma teologia da negação, que teimam em acreditar que liberta, usando para tal a pobreza e a miséria humana.

Como continuar convivendo sob a égide de um líder que ao mesmo tempo que prega a existência de Deus associa-se com Marx, que disse: "...a religião é o ópio do povo..." e "... Deus não existe!"

É impossível servir a dois senhores! E o Papa acredita existir dois senhores, pois desde jovem, no Seminário, professava a ideologia marxista através da teologia da libertação.

De minha parte existe um único senhor e nem Marx, nem a teologia da libertação (que na verdade escraviza e não liberta) me farão desacreditar no único Senhor deste e de todos os mundos.

Jorge Mario Bergoglio, Padre Argentino da Teologia da Libertação, foi eleito Papa em 13 de março de 2013; embora eu tenha visto mudanças nos Padres que assumiram o papado, como Bento XVI, não vi mudanças em Bergoglio e creio que continuará com essa política marxista escondida por trás das vestes papais; se insurge contra governantes que sua ideologia aponta como ditadores e bate palmas ao terrorismo; à ditadura de esquerda; não olhando a miséria e a pobreza na Venezuela, por exemplo, e incitando, com a teologia da libertação e o esquerdismo internacional, as arruaças que assolam os países que expulsaram o comunismo das suas fronteiras.

Estou em trânsito religioso, saindo de uma agremiação religiosa em busca de outra, mas em breve irei reafirmar o meu batismo(*), pois o batismo foi estabelecido por Jesus Cristo, em quem eu Creio como homem que foi aqui na terra e como Cristo, nosso Senhor e Salvador.

(*) Reafirmado meu Batismo sob o Olhar e a Graça de Jesus Cristo, Nosso Senhor, no dia 07 de dezembro de 2020.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

O QUE RESTA DE UMA VIDA?

Dedilhando pela manhã meus pensamentos deparei-me com a recordação de um tempo passado não muito distante; voltei aos anos 60! 

1960 foi a época em que iniciei o aprendizado da minha primeira profissão, a de radialista, e também quando trabalhei na primeira emissora de Rádio daquela minha carreira, que se prolongou até eu optar pela vida militar.

Rádio Real Ltda, Canoas, Rio Grande do Sul. 

Meu Pai gerenciava a parte técnica daquela emissora, como "Chefe de Locutores e Técnicos de Som", além de ser Discotecário, Programador, Locutor, Produtor Executivo e Disc-Jóquei (como eram chamados, naquele tempo, os críticos de música; lembrando que meu pai foi músico e maestro antes de se tornar radialista); o Diretor Geral era Luiz Carlos Bauer, também sócio da Rádio Real, embora minoritário. 

Os "donos", como se dizia, eram da família Pertille, de Cachoeira do Sul, e o patriarca Ernesto Pertille comandava a rede de emissoras que se somavam à Rádio Real: As Rádios Princesa de Porto Alegre, de Candelária e de Cachoeira do Sul, onde a família Pertille residia. Além das rádios também constava um projeto de Televisão, que seria o mais moderno do Rio Grande do Sul; infelizmente não foi concluído por conta das vicissitudes  da vida.

Renê Pertille, uma figura corpulenta que desenhava com um charuto à boca seu perfil sisudo, era o filho do "dono"; era também o técnico em eletrônica da rede de rádios e o responsável técnico pela futura televisão. Essa figura completava o inconsciente lúdico de um adolescente ainda criança, que tinha habilidades como técnico de som, mas que também tinha curiosidade por eletrônica; desenhava-se a visão ainda lúdica que se completaria no futuro. 

Estávamos no ano de 1962 e eu completaria 13 anos de idade no próximo mês de Dezembro.

O "menino", curioso por eletrônica, tinha admiração pela habilidade que sobrava naquele "velho" Renê Pertille, que esporadicamente aprecia na Rádio Real, muito mais para buscar dinheiro do que para consertar algum equipamento, afinal ele era o "dono", ou o filho do "dono".

Mas o que sobrou daqueles homens? O que sobrou de uma vida?

Retorno a figura patriarcal de Ernesto Pertille e percorro os mapas da internet onde encontro um nome de rua e um Colégio em Cachoeira do Sul.

Sobrou da vida de Ernesto Pertille um CEP e uma escola que, por um tempo indeterminado, viverão em seu lugar.

C'est la Vie!


sábado, 7 de maio de 2022

A MELODIA DA VIDA!

AS MAIS sensatas decisões da vida inclui evitar-se os relacionamentos em que sabemos não poder dar ao outro a felicidade que ele merece.

Talvez me compreendam, talvez não...

Mas sinto-me feliz sabendo da felicidade do outro.
O encontro dos seres se consubstancia no encontro de almas; o que poderia parecer infelicidade pode ser o começo de uma vida muito mais feliz.
O caminho existencial é cheio de nuances e nem sempre dois seres estão harmonizados.
Se estivéssemos falando/escrevendo sobre antropologia sonora diríamos que é necessário harmonizar os sons; estudá-los, combiná-los, pois dependendo de como cada um dos seres mistura suas notas musicais a sonoridade final poderá expressar emoções subjetivas, que poderão ser de felicidade ou tristeza.
O mais sensato seria evitar-se que a orquestra toque uma melodia triste; e o regente dessa orquestra é você.
Regente da Orquestra: Maestro Sepé Tiarajú Teixeira


quarta-feira, 20 de abril de 2022

QUANDO CHEGAR O AMANHÃ...

Constantemente, nessa passagem pelo tempo, nos deparamos com o pensamento voltado ao passado e reunindo recordações de tudo que nos foi prazeroso: Alegria pelas conquistas, emoção pelas vitórias, satisfação pelos reconhecimentos que nos foram depositados por conta de nossas atitudes ou de nossos feitos. 

O pensamento invariavelmente alimenta nosso ego quando sai do presente e se transforma em um arqueólogo, cavando avidamente no fundo de nossa memória o que de mais precioso ficou escondido durante os anos que deixamos para trás nessa correria desenfreada em busca do futuro.

Nessa busca interior muitos de nós passamos anos de nossas vidas carregando os troféus e, outros de nós, sozinhos com suas culpas, mas  que deveriam ser divididas entre os atores da história; entre eu e meu interlocutor; entre eu e quem mais participou do mesmo tempo histórico que dividimos nessa nossa caminhada existencial. 

Assim é que não somos culpados sozinhos; não somos heróis sozinhos; não nos acovardamos sozinhos; não vencemos ou perdemos sozinhos.

Mesmo tendo presente tal clareza em minha consciência surpreendo-me quando em desaviso emocional fico a pensar sobre alguns impropérios que me foram lançados à responsabilizar-me por contendas passadas, como se fosse possível alguém subir à um ringue e lutar sozinho; ganhar e perder, tudo ao mesmo tempo, sem que haja atores em tal história.  Obviamente que seria uma luta invisível com ele próprio, se assim fosse, e que só poderia acontecer nas fantasias de quem se acredita imune à sua própria história.

Mas, quando chegar o amanhã, certamente desvendaremos todas as lacunas esquecidas no fundo de nossa alma, e nos libertaremos de culpas e de pecados; de vitórias e de derrotas; de humildades e de egos, pois nossa história não mais nos pertencerá e estará aberta às interpretações, deixando-nos livres na liberdade de Ser!



sábado, 29 de janeiro de 2022

A TAPERA PERDEU A GRAÇA!

Quem mora em Florianópolis e transita entre a ilha e o continente não pode deixar de olhar a vastidão do mar e a beleza do céu. Ao transitar, célere ou não, pela ponte Ivo Campos, percorrer com o olhar, até onde a vista alcança, e vislumbrar, à sua direita, lá, distante, um recanto esverdeado chamado Tapera, que se esconde do mundo e abre-se ao sonho de um faz-de-conta, torna o homem mais humano.

Sempre que transito por àquela ponte meu olhar ligeiro percorre o espaço vazio até chegar naquele pequeno e distante amontoado de casinhas, aqui e acolá, que a vista não distingue direito, mas que eu sei que lá está.

Sempre foi muito reconfortante olhar para a distante Tapera; passar pela ponte e misturar o olhar com o pensamento e saber que na Tapera tinha amor, amizade, tranquilidade e alteridade; saber que tudo estava lá; mesmo que lá não fossemos.

Sentir que a qualquer momento poder-se-ia desfrutar daquele conforto pessoal que misturava alma e espirito; que sorrisos alegres e conversas de ontem e de hoje somavam-se com vidas que se reuniam na saudade do ontem; tudo isso, ou apenas isso, já tranquilizava o nosso agitado pensamento.

Mas a Tapera entristeceu; murchou seus campos e matas; a distância se perdeu, pois não é mais prazeroso percorrer àquele espaço que separava anseios, lembranças e vidas.

A Tapera não tem mais vida; a Tapera Morreu!

Cb Irapuan; Cb Gandon; Sd Rodrigues.

(Este texto, escrito com emoção, é dedicado à memória de um estimado colega de Farda: O Cabo Gandon; na foto: ao centro. E, também, à quem com ele conviveu.

Tapera foi sua última morada e o lugar onde alguns de nós, colegas de farda, estivemos várias vezes relembrando o amável, ético, ordeiro e responsável convívio da caserna)


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

A EXISTÊNCIA HUMANA...

 ...dádiva divina que o homem até hoje, mesmo com sua pomposa racionalidade, teima em fazer de conta que tem o controle, nada mais é do que uma caminhada a "passos largos" pelo tempo.

No decorrer dos séculos conseguimos alguns avanços na área da medicina que possibilitaram ao homem acreditar que tais avanços poderiam ou podem fazer com que prolonguemos a existência. Mas, cada vez que tal pensamento se dissocia da humildade científica e se torna um culto ao ego, o homem cai tropeçando nas suas próprias ambições.

O poder humano é temporário e frágil e àquele que não consegue vislumbrar tal fragilidade existencial será apenas um nada, pois o que lhe resta é simplesmente o nada.
O tempo passado é a prova de que nada somos neste mundo; apenas estamos de passagem.

Filosoficamente apregoamos que ao mesmo tempo que o homem faz o mundo ele também se faz no mundo; elevamos mais ainda nossa digressão filosófica e acreditamos que o homem "É" no mundo e não simplesmente "está" no mundo. É a velha discussão do Ser e do não ser. Mas Ser no mundo exige-nos uma consciência metafísica e por tal exigência é certo que alguns homens simplesmente "estão" no mundo, como um veleiro sem controle que é levado pelo vento à um ponto indefinido.

Quem somos nós, homens, e para onde iremos?

Sem a consciência metafísica velejaremos em direção ao nada!

segunda-feira, 1 de março de 2021

A VIDA CONTINUA...


...e tem sempre andado!
Essa eterna caminhada, em passos milimétricos, como uma perfeita dança em que os pares não se desconectam, é como o Ser e o Nada: Um sem o outro não existiria.
Enquanto seres existentes fazemos parte deste circo de ilusões, onde a dança da vida nos impede de entender a eternidade.
Adeus à mais um companheiro de caserna; quero crer que tudo continuará igual ao que sempre foi, que sua presença terrena continuará em nossas mentes e corações; que encontrarás outros que já se foram e que juntos estarão nos acenando como antes, quando acenávamos, nos velhos tempos, em continência, de uma à outra viatura.
Adeus Sgt.
Selmo Ramos
, nosso encontro terreno no 18º RI, ainda como Soldados e depois Cabos, foi um desígnio de Deus e certamente nos encontraremos em outra missão!
Infantaria!!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

PROFESSOR: O FANTASMA DA ESCOLA!


O ano de 2021 iniciou escorado nos erros cometidos em 2020.

Especificamente sobre a conduta profissional do Professor, essa escora é muito mais preocuprante, pois tinha-se tal profissional elevado ao grau de Mestre no subconsciente daqueles que necessitam de um condutor na estrada do saber.

O Professor, mito sagrado do século passado, tornou-se em 2020/2021, apenas em um fantasma de escola, refugiando-se em casa como a um malandro boêmio do anos 50 que perambulava pelas ruelas da Lapa no Rio de Janeiro em busca de mais um distraído para o enganar.

Na era da tecnologia alienante das redes sociais esses ideólogos da educação conseguirão atingir seu objetivo político: Manipular a mente dos incautos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

ELA NUNCA ESTEVE NO PALCO

 

Um artista que caminhava em direção ao microfone empurrado pela estrutura que faz do homem escravo, marionete, joguete de um poder abstrato que nos suga, absorve, consome nosso sangue até a última gota e quando nada mais resta espreme até que saia o suspiro da morte.

Assim foi a existência de Amy Winehouse, talvez como tantos mais, que são sustentados com vida, apesar de suas almas estarem mortas.

O olhar no vazio demonstrava sua fuga do presente, da realidade que a envolvia, que a dominava e que dela tirava o sangue para deleite de muitos que a rodeavam ou daqueles que a adoravam sem saber que sua presença e seu talento eram fantasmas que se punham de pé amparados pelo establishment que a tudo controla, que a todos conduz ao inferno de ostentações e ilusões.

Amy nunca esteve presente em suas apresentações; seu olhar no vazio denunciava medo, fragilidade, tristeza, dor, angústia; as mãos crispadas como querendo proteger-se de um monstro invisível que sempre a assediou e que a levou à miséria humana.

A plateia sorria quando ela ensaiava uma frase que parecia engraçada; gargalhavam com a ignorância de olharem sem ver, sem nada vislumbrarem da essência; via-se de Amy somente a frágil existência, que se agarrava ao nada, ao vazio, ao fantasioso circo de ilusões com palhaços e equilibristas existenciais. Seu grande talento viveu em um corpo apático por uma alma sofrida; doentia e dependente.

Nunca fui fã de Amy, nunca escutei suas canções como um entusiasta, tampouco como um devoto; não posso dizer que fui seu admirador, como também não posso de forma alguma contestar seu talento. Eu a via como uma grande artista, fato inegável; mas suas canções não estavam entre as minhas preferidas. Entretanto, quando observava seu rosto sofrido, tentando como um autômato gerar alegria e deleite para outros, me compadecia da sua dor escondida. Amy Winehouse nunca esteve inteira em um palco; sua alma não estava presente e seu corpo denotava vontade de fugir do mundo.

A compaixão é um sentimento que pode gerar no outro mais tristeza do que conforto e àquela artista, pelo seu talento, e por suas decisão em ser o que foi, não merece que se tenha pena pelos atos que decidiu tomar durante sua vida e pelos que a vida lhe reservou, pois a decisão de ser ou de estar no mundo é de cada um de nós, humanos, mas escrever sobre o que se observou de um artista cujo talento musicista vai integrar a história, pode ser um tributo àquela alma que esteve na existência humana tão distante do seu corpo.

À Amy Winehouse!

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

POR ONDE ANDAM AS MARIAS?

Pois a conversa girava em torno de assuntos variados, afinal quando antigos colegas de farda se encontram têm muita coisa a contar um ao outro. E foi assim, naquela noite de recordações que nos reunimos com mais outros antigos companheiros de caserna pelo whatsapp e relembramos dos vivos e dos mortos.

Noite adentro, varando a madrugda, enganando o sono com histórias e exercitando os neurônios com o esforço mental, desfilavam nomes que formavam imagens e criavam por um instante qualquer o mundo que foi real, fantasiado agora por meras lembranças que se aformoseavam a cada lápso da memória.

Quem foi o melhor atirador; qual a marcha mais cansativa; o Comandante mais rigoroso e, como não poderia faltar em conversas de soldados, as histórias das conquistas amorosas ou eventuais de jovens que despertavam para a vida sem saber o que lhe reservaria a caminhada existencial.

O avanço tecnológico tem possibilitado encurtar distâncias, facilitar conversas e reunir pessoas de vários lugares; as redes sociais promovem reencontros inimagináveis e amizades outras que nunca seriam possíveis e tampouco pensadas em um passado bem recente. Essa facilidade de comunicação reune, agrega e torna o inimaginável algo possível e assim o sonho se torna realidade ou o sonho fica mais fantasiado ainda. Ao despertarmos de tal sonho nos damos conta de que andamos aqui e acolá, conquistamos, perdemos, ganhamos, aprendemos, desenvolvemos o conhecimento e desbravamos o desconhecido em pouco mais de 50 anos, nos damos conta também de que tudo é nada e que o tempo é tão efêmero que nos liga com a vida por um ínfimo fio.

Mas, por onde andam as Marias?

É verdade!!!

Aos 18 anos a tostesterona é mais intensa que um calor de 40 graus e não raro também que soldados no alvorecer da vida pensam tanto quanto uma ameba; são raros os Nerds, a maioria dos recrutas são cabeças de vento e viveram seu tempo na ilusão do descompromisso e da casualidade.

Os chamados amores do passado pulverizaram-se na história de cada um; a regra é o esquecimento. Ninguém mais lembra desse ou daquele namoro na esquina, numa calçada distante ou resultante de um encontro casual; quem sabe um cinema e uma caminhada na Rua da Praia. Tais acontecimentos são hoje quimeras e para entender-se àquele tempo somente o vivendo, coisa que, sabe-se, é tão possível como teletransportar-se. O passado está morto! Mas nós, naquele encontro virtual, teimosamente o ressuscitamos em um esforço mental para reproduzir historietas eivadas de saudades. 

Mas por onde andam as marias que nos fizeram homens?

A existência humana é uma caminhada em que os rumos são definidos por atalhos ao longo do caminho; aqui e acolá nos deparamos com bifurcações que nos levam a outros recantos que poderão ser uma morada mais firme. As marias seguiram seus rumos e certamente tambem encontraram moradas firmes; o que resta são lembranças e talvez saudades de um tempo existencial que morre a cada esquina, a cada contorno que fazemos e a cada passo que damos. 

Não é possível meia volta volver; a única opção é marchar; e marchar em frente!

(Este texto é dedicado aos colegas de Farda do antigo 18º Regimento de Infantaria: Sgt. Selmo; Sgt. Dionísio; Cabos Adélio, Gandon, Dario, Mativi. In memoriam ao Cabo Brandolf e ao Capitão Martins, que foi recruta com todos os demais no ano de 1967/68.)

OLHO POR OLHO; DENTE POR DENTE!

Jesus Cristo através da palavra deu a orientação devida à humanidade e não ao indivíduo, pois este está em trânsito no mundo e sua responsabilidade existencial atém-se à seu grupo temporal.

Se a humanidade não compreendeu e não segue àqueles ensinamentos, gerou por sua própria e intencional ignorância mais incautos no mundo existencial, eximindo o Ser subjetivo de uma responsabilidade além da sua temporalidade.

O mundo passou a ser unicamente do homem, por sua conta e risco, a cabe à ele a responsabilidade existencial Física e não a Metafísica!

Com isso gerou-se um homem "Lobo do Homem!" 

Se o indivíduo me afronta na tentativa de me ferir deu-me a liberdade de o ferir primeiro; não com a mesma intenção dele, que é o agressor, mas com o direito inalienável e instintivo de proteger minha vida.

Se eu o matar a dívida estará paga!

domingo, 15 de novembro de 2020

O BENEFÍCIO DO MAL

Dizem certos dicionário que a palavra “benefício” significa o ato ou o efeito de fazer o bem, de prestar um serviço a outrem; auxílio, favor; ou ainda: graça, privilégio ou provento concedidos a alguém; proveito, vantagem, direito. Os mesmos dicionário esclarecem que a palavra “mal” tem o significado de alguma coisa, ou ato, que seja ou se comporte de um modo irregular, ruim; diversamente do que convém ou do que se desejaria; ou ainda de maneira imperfeita, incompleta; insuficientemente.

Dicionários mais completos, como os de Filosofia, escrevem um tratado sobre cada uma destas palavras, mas não é este nosso propósito como também não o é ficar simplesmente em definições de palavras; o que nos moveu à escrever este pequeno texto é, sim, o “benefício que o mal” traz em certas ocasiões e como estamos vivendo um momento de exceção no mundo inteiro convém refletir sobre os atos, o comportamento e as imposições que se estendem de norte a Sul e de Leste a Oeste pelo nosso planeta e que tem origem simplesmente no comportamento humano.

Autoridades duvidosas espalharam o pânico pelo mundo por conta de uma “gripe”, talvez criada em laboratório, e que está sendo tratada como “pandemia”. Não sou autoridade para definir que essa “doença” seja gripe ou qualquer outro termo médico que possa ser utilizado, por minha conta eu a trataria como arma de um crime ou como guerra biológica disseminada contra os incautos e os desprecavidos. Note-se que os Estados Unidos, considerado o País do Ocidente como o melhor e mais preparado para qualquer situação enfrenta até o mais vil dos problemas: a fraude! Comumente atribuído aos pequenos países do “terceiro mundo”.

Se não conseguem nem mesmo lidar com uma fraude eleitoral, como enfrentar agora uma guerra desenvolvida por um outro País, com uma potência militar invejável, mas não equivalente, e que se torna o agressor mundial sem que nenhum dos demais países do hemisfério tenha pelo menos a coragem de seus porta vozes de esclarecer aos menos avisados que estamos em uma guerra; e guerra biológica?!

Voltando para o senso comum, pois nada posso esclarecer sobre a situação dos serviços secretos de cada País e das medidas que certamente são tomadas em cada situação específica, antevejo que os problemas gerados com a tal de “pandemia” servirão para que desperte à quem dorme por sobre a mesa do poder de que o sonho acabou, e não é uma pergunta, como fiz em meu primeiro livro escrito após o dia 8 de dezembro de 1980 e que, lá naquele livro, também demostrei de que lutar contra o “establishment” exige muito mais do que as armas comuns.

O mal assola o mundo e as pessoas comuns, em pânico, se isolam em suas casas e se mascaram como se bandidos ou criminosos fossem; e se mascaram com ordem das autoridades. Tais autoridades, porém, se mascaram para esconderem-se da vergonha de não saber lidar com um ataque violento de uma outra potência, agressora e virulenta, covarde e traiçoeira, que não mediu esforços para atingir seus objetivos, mesmo que isso custasse a vida de seus próprios conterrâneos.

Uma pergunta ficará ecoando no mundo inteiro por gerações e gerações: Por que o vírus de tal pandemia, descoberto e originado em Wuhan, atingiu o mundo inteiro e não chegou às portas de Pequim, a capital da China, e de Xangai a capital econômica daquele País?

Diversas outras perguntas ficarão sem resposta, como exemplos: Como antes mesmo da Pandemia ser anunciada a China já tinha vacinas específicas prontas para serem comercializadas? Por que alguns contratos de venda de tal vacina já estavam assinados entre alguns governantes menores de alguns países?

Mas o mal pode gerar benefícios! Parece estranho, mas pode!

Desde que o mundo se converteu numa sociedade, aqui e acolá organizados em grupos, cidades, estados, países, o homem gerou o mal e gerou benefícios e sempre essa dualidade manteve um e outro. Quando se fala, em direito, no benefício da dúvida, essa dúvida já contém “de per si” o mal; dele pode sair o bem ou dele pode sair o caos.

 O “establishment”, que está acima de qualquer nação, mantém acorrentados sob sua guarda a sociedade mundial, seja ela de que ideologia for; assim é que tanto os atores como suas plateias formam apenas um circo comandado por forças, parafraseando Getúlio Vargas, “ocultas”! Tais “forças ocultas” comandam o mundo cada vez mais com grilhões que nos prendem a fazeres invisíveis e, muito em breve, prenderão de tal forma nossos atos que eles advirão de nosso próprio pensamento, também comandado e hoje já manipulado. Aceitamos pacificamente o tom da música e ela tocou sob a égide de um só maestro: A Pandemia!

Retirem desse mal um bem. Cada um para si, se quiserem viver com um pouquinho do que resta da liberdade sonhada. Cada vez mais, nós mesmos, estamos entregando nossa liberdade aos donos do mundo; entregando graciosamente, “livremente”, por nossa vontade e por nossa ignorância.

Livrem-se das máscaras ou estarão condenados a esconderem-se atrás delas! Por medo, por ignorância ou por vergonha.

E, tirem uma lição: Do mal pode ser gerado benefícios!

Que o benefício seja o aprendizado.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

SEMPRE SOLDADO!

Hoje calcei meus coturnos, 
velho borzega de guerra; 
cinco da madruga, como antigamente. 
Saí pelos caminhos, que já não são os de outrora, 
marchando a passos firmes como se estivesse com a tropa. 

É saudade, admito, mas uma saudade gostosa; 
revive-se vivendo e vive-se revivendo; assim é a vida. 

Os velhos coturnos guardados, o último par que usei, de marchas e manobras 
ficaram como recordação; 
e sei de tantos, entre Selmos, Gandons, Mativis, Brandolffs, Darios e Dionisios 
que guardam tantas saudades como as que hoje relembrei. 

Voltei para casa marchando, pois meus pensamentos ninguém vê, 
e de arma no ombro, mochila e satisfação 
bati com pé firme no chão e dei alto ao Pelotão!

domingo, 29 de março de 2020

UMA REFLEXÃO

Estamos em quarentena; resguardo temporário com o objetivo de proteger nosso corpo de uma alardeada pandemia que se espalha pelo mundo; podendo nos atingir com grande intensidade.

10 dias já se passaram de tal isolamento; a solidão é vizinha do medo e da angustiante espera. O mundo está parado, quase apático, perplexo, contemplando o vazio das ruas e o silêncio das multidões, como se não houvesse uma forma de se defender.

Esse tempo vazio e silencioso convida-nos a pensar e uma pergunta se impõe: Será que cada um de nós está aproveitando este interregno de tempo para refletir com mais profundidade sobre o seu existir e a sua missão existencial?

Por que e para que estamos no mundo? O que temos feito no mundo?

Religiosos ou não este momento é propício para o homem curvar-se à possibilidade metafísica e reconhecer da impossibilidade de estarmos sós no mundo. Albert Camus, um filósofo existencialista ateu curvou-se e reconheceu: “Eu não creio na sua ressurreição, mas não ocultarei a emoção que sinto diante de Cristo e dos seus ensinamentos. Perante Ele e a sua história não experimento senão respeito e reverência”.

Neste momento em que observamos uma possibilidade mortal, que nos ataca de forma invisível, cruel, sorrateira, sem que possamos divisá-la, sem que possamos recobrir-nos com armaduras de aço e nos escondermos do perigo, não seria o exato momento de concluirmos que àquilo que não aparece fisicamente é também real?

Não seria o momento de curvar nossa arrogância e definitivamente aceitarmos que o imaterial é parte integrante do mundo material?

Nossas defesas são agora frágeis perante à um perigo mortal que não divisamos, não podemos tocar com as mãos e afastá-lo de nosso corpo. Se o homem pudesse agora ver seu inimigo e implorar por sua vida certamente o faria; mas esse inimigo é invisível!

Por que temos medo do invisível quando nos ataca perigosamente e o sentimos real? E por que negamos o invisível quando ele se apresenta como um Ser de bondade, de salvação, de amor e de fé?

Não foi assim o pensamento do existencialista ateu Camus quando afirmou: “Não ocultarei a emoção que sinto diante de Cristo e dos seus ensinamentos! Perante Ele e a sua história não experimento senão respeito e reverência”!

E os homens da Igreja? Os homens que dizem ter fé? Os homens que oram, rezam e professam uma religiosidade morna e vazia, apenas para que sejam vistos pelos demais pares como tementes a Deus; mas não passam de fantasmas nas igrejas, de autômatos que por imposição do seu meio social se dizem crentes, mas ao primeiro solavanco nas muralhas de um templo correm a se esconder em outras paredes? E os fiéis que abandonam seu melhor amigo à solidão, esquecendo-se da missão que tinham para com o Criador? Sóis fraco homem! Muito fraco e com uma fé morna e adormecida pelo egoísmo que te empurra aos prazeres de pouca relevância.

Onde está tua reverência, tua emoção quando Cristo nos Ensina? Tua fé está aquém da fé de um ateu?

Meus Deus busca esse homem para tua igreja! Salva esse homem que é também teu filho e faze-o curvar-se à nosso Senhor Jesus Cristo, imagem viva em todas as mentes Cristãs que apesar de mais de 2 mil anos fisicamente separado de nós é presença espiritual que nos conforta e nos faz caminhar por esse mundo que tu, ó Deus, nos colocou para expressarmos nossa existência terrena.

Mais de 2 mil anos se passaram, mas está viva em nossa mente a imagem desse Homem que revolucionou o mundo de ontem até hoje, até amanhã e até sempre! Revolucionou o nosso modo de pensar; desde o passado até o presente. Ele nos apontou o caminho que devemos seguir neste mundo e se N’Ele confiarmos estaremos seguros, pois “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho”. (Salmos 19:105).

Será que nós, homens do tempo moderno, seguimos a Palavra de tal forma que conseguiremos entender e ver essa luminosidade à nossa frente?

Caminharmos em conformidade com os ensinamentos que nos foi outorgado por Jesus Cristo é o primeiro passo para respondermos ao questionamento sobre por que e para que estamos no mundo.

Nossa existência seria absurda se nada estivesse que ser feito em um mundo que ao mesmo tempo que o fazemos, também nos fazemos neste mundo; pois o homem é um ser em trânsito, a cada passo dado é um fazer e um fazer-se!

Fazer o mundo e se fazer no mundo seguindo os ensinamentos do Criador é caminhar firme e com a certeza absoluta de que não iremos tropeçar. Para tanto deveremos ter sempre em mente a necessidade de afastar os pés de todo caminho mau para obedecer à palavra de Deus. (Salmos 119:101)

Estando de braços dados com o Criador teremos a certeza que encontraremos a resposta para nossa situação de ser existente no mundo e a missão neste mundo. Para tanto também deveremos refletir e nos perguntar: O que tenho feito até agora no mundo?

Àquele que tiver dúvidas deve clamar ao Senhor Deus:

“Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim.
"Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração.
"Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.
"Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça.
"Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
"Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor.
"Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons.
"Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça” (Salmos 119:33/40)

A Bíblia nos aponta para seguir os passos de Jesus: «Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se Àquele que julga justamente; Levando Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados» (1 Pedro 2,21-24).

Nossa vida terá sentido neste mundo se seguirmos o caminho do Senhor Deus; percorrermos a estrada existencial sabendo porquê estamos aqui e para que estamos aqui! 

Certamente que não estamos sozinhos e isto nos encoraja a caminhar engajados!

Levantemos nossas mãos ao céu e roguemos a Deus que segure nossas vidas!

Compromissamo-nos com a caminhada existencial ao lado de Jesus e certamente a felicidade que encontraremos será inexplicável e para sempre.

Que Deus nos abençoe para que possamos ultrapassar mais um percalço em nosso caminho.


Amem.