Todo o ser humano, em qualquer parte do mundo,
em um momento de sua vida deixa-se levar pelos pensamentos; estejamos onde
estivermos. Divinópolis, Recife, Porto Velho ou Santana do Livramento no
Brasil; Elizabeth, Palo Alto ou Montain View nos Estados Unidos; Damaia ou
Figueira da Fóz em Portugal; ou em algum canto qualquer que somente o Satéllite
Provider poderá localizar, não temos saída, o pensamento estará sempre nos
impondo conceitos; lembranças, boas ou más; arrependimentos; saudades; sonhos,
feitos, desfeitos ou por se fazer. Uma ditadura imposta a qualquer hora à todo
àquele que não souber controlá-lo.
É pois, nosso pensamento, o sensor implacável
de todos os momentos da nossa vida. Não podemos nos livrar do pensamento;
pensamos a todo instante e isso é inerente ao ser humano. Entretanto, podemos
controlar o pensamento; podemos direcioná-lo; podemos fazê-lo
"trabalhar" em nosso proveito; talvez seja por isso que Osho escreveu
certa vez que "a cabeça é um bom instrumento, mas tem de ser usada como um
servo - ela não deve ser o mestre".

Essa postura do mais polêmico pensador do
mundo contemporâneo transforma o coração não só na máquina que faz pulsar a
vida, bombeando a energia vital pelo corpo humano, mas o coloca como o centro
da sensibilidade; é o coração responsável pelo amor, seja àquele direcionado às
questões pessoais ou àquele no nível metafísico, e faz uma crítica ao
pragmatismo daqueles que se deixam levar unicamente pelo pensamento: "uma
vez que a cabeça se torne o mestre e o coração seja deixado para trás, você
viverá, você morrerá, mas você não saberá o que é Deus, porque não saberá o que
é amor".
Para Osho o silêncio é fundamental, pois nos
coloca como sujeito em relação ao pensamento e, dessa forma, poderemos
controla-lo. A meditação é o caminho. Para meditar esqueça o pensamento,
deixe-o fluir sem dar-lhe importância e concentre-se unicamente no silêncio, no
vazio, no nada. Imagine-se numa "tábula rasa" e a partir daí seja
meramente um espectador.
Parece difícil, mas é bem provável que todo
àquele que começar a fazer essa distinção, entre o cérebro e o coração,
transformará o pensamento no mais perfeito instrumento para servir-lhe.
Podemos começar com um conselho do próprio
Osho: "Então, silencie e observe".
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