domingo, 29 de março de 2020

UMA REFLEXÃO

Estamos em quarentena; resguardo temporário com o objetivo de proteger nosso corpo de uma alardeada pandemia que se espalha pelo mundo; podendo nos atingir com grande intensidade.

10 dias já se passaram de tal isolamento; a solidão é vizinha do medo e da angustiante espera. O mundo está parado, quase apático, perplexo, contemplando o vazio das ruas e o silêncio das multidões, como se não houvesse uma forma de se defender.

Esse tempo vazio e silencioso convida-nos a pensar e uma pergunta se impõe: Será que cada um de nós está aproveitando este interregno de tempo para refletir com mais profundidade sobre o seu existir e a sua missão existencial?

Por que e para que estamos no mundo? O que temos feito no mundo?

Religiosos ou não este momento é propício para o homem curvar-se à possibilidade metafísica e reconhecer da impossibilidade de estarmos sós no mundo. Albert Camus, um filósofo existencialista ateu curvou-se e reconheceu: “Eu não creio na sua ressurreição, mas não ocultarei a emoção que sinto diante de Cristo e dos seus ensinamentos. Perante Ele e a sua história não experimento senão respeito e reverência”.

Neste momento em que observamos uma possibilidade mortal, que nos ataca de forma invisível, cruel, sorrateira, sem que possamos divisá-la, sem que possamos recobrir-nos com armaduras de aço e nos escondermos do perigo, não seria o exato momento de concluirmos que àquilo que não aparece fisicamente é também real?

Não seria o momento de curvar nossa arrogância e definitivamente aceitarmos que o imaterial é parte integrante do mundo material?

Nossas defesas são agora frágeis perante à um perigo mortal que não divisamos, não podemos tocar com as mãos e afastá-lo de nosso corpo. Se o homem pudesse agora ver seu inimigo e implorar por sua vida certamente o faria; mas esse inimigo é invisível!

Por que temos medo do invisível quando nos ataca perigosamente e o sentimos real? E por que negamos o invisível quando ele se apresenta como um Ser de bondade, de salvação, de amor e de fé?

Não foi assim o pensamento do existencialista ateu Camus quando afirmou: “Não ocultarei a emoção que sinto diante de Cristo e dos seus ensinamentos! Perante Ele e a sua história não experimento senão respeito e reverência”!

E os homens da Igreja? Os homens que dizem ter fé? Os homens que oram, rezam e professam uma religiosidade morna e vazia, apenas para que sejam vistos pelos demais pares como tementes a Deus; mas não passam de fantasmas nas igrejas, de autômatos que por imposição do seu meio social se dizem crentes, mas ao primeiro solavanco nas muralhas de um templo correm a se esconder em outras paredes? E os fiéis que abandonam seu melhor amigo à solidão, esquecendo-se da missão que tinham para com o Criador? Sóis fraco homem! Muito fraco e com uma fé morna e adormecida pelo egoísmo que te empurra aos prazeres de pouca relevância.

Onde está tua reverência, tua emoção quando Cristo nos Ensina? Tua fé está aquém da fé de um ateu?

Meus Deus busca esse homem para tua igreja! Salva esse homem que é também teu filho e faze-o curvar-se à nosso Senhor Jesus Cristo, imagem viva em todas as mentes Cristãs que apesar de mais de 2 mil anos fisicamente separado de nós é presença espiritual que nos conforta e nos faz caminhar por esse mundo que tu, ó Deus, nos colocou para expressarmos nossa existência terrena.

Mais de 2 mil anos se passaram, mas está viva em nossa mente a imagem desse Homem que revolucionou o mundo de ontem até hoje, até amanhã e até sempre! Revolucionou o nosso modo de pensar; desde o passado até o presente. Ele nos apontou o caminho que devemos seguir neste mundo e se N’Ele confiarmos estaremos seguros, pois “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho”. (Salmos 19:105).

Será que nós, homens do tempo moderno, seguimos a Palavra de tal forma que conseguiremos entender e ver essa luminosidade à nossa frente?

Caminharmos em conformidade com os ensinamentos que nos foi outorgado por Jesus Cristo é o primeiro passo para respondermos ao questionamento sobre por que e para que estamos no mundo.

Nossa existência seria absurda se nada estivesse que ser feito em um mundo que ao mesmo tempo que o fazemos, também nos fazemos neste mundo; pois o homem é um ser em trânsito, a cada passo dado é um fazer e um fazer-se!

Fazer o mundo e se fazer no mundo seguindo os ensinamentos do Criador é caminhar firme e com a certeza absoluta de que não iremos tropeçar. Para tanto deveremos ter sempre em mente a necessidade de afastar os pés de todo caminho mau para obedecer à palavra de Deus. (Salmos 119:101)

Estando de braços dados com o Criador teremos a certeza que encontraremos a resposta para nossa situação de ser existente no mundo e a missão neste mundo. Para tanto também deveremos refletir e nos perguntar: O que tenho feito até agora no mundo?

Àquele que tiver dúvidas deve clamar ao Senhor Deus:

“Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim.
"Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração.
"Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.
"Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça.
"Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
"Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor.
"Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons.
"Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça” (Salmos 119:33/40)

A Bíblia nos aponta para seguir os passos de Jesus: «Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se Àquele que julga justamente; Levando Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados» (1 Pedro 2,21-24).

Nossa vida terá sentido neste mundo se seguirmos o caminho do Senhor Deus; percorrermos a estrada existencial sabendo porquê estamos aqui e para que estamos aqui! 

Certamente que não estamos sozinhos e isto nos encoraja a caminhar engajados!

Levantemos nossas mãos ao céu e roguemos a Deus que segure nossas vidas!

Compromissamo-nos com a caminhada existencial ao lado de Jesus e certamente a felicidade que encontraremos será inexplicável e para sempre.

Que Deus nos abençoe para que possamos ultrapassar mais um percalço em nosso caminho.


Amem.

sábado, 21 de março de 2020

UM GIRO PELA CIDADE


Já faz algum tempo que deixo meu carro na garagem e caminho pela cidade observando o comportamento humano. Em um domingo desço pela rua de minha morada, uma servidão tranquila e que um dia foi Condomínio de uma única família, e desbravo um cantinho da cidade que escolhi para um tempo. Essa tal ruazinha de que falo, e habito, e que construí meu castelo, é estreita, mas está bem calçada, iluminada com o amarelado tristonho de luzes antigas; algumas portas e janelas próximas a calçada, como em Azenhas do Mar, em Portugal ou Albarracín na Espanha.

Dessas belas recordações de viagem às tristes memórias de certos momentos, a reflexão leva-me à um dia de domingo e relembro que, já passado alguns meses, quando descia pelo mesmo caminho que habituei-me a fazer desde quando resolvi, neste recando, resguardar-me um pouco mais, como a um ermitão, da vida atribulada que tive, deparei-me com um gemido:

-----“Vou morrer!"

-----“Mulher, eu vou morrer?”

Todos iremos morrer..., hoje, amanhã, todos os dias, um dia...

Entristeceu-me àquele lamento de uma pessoa que conheci, mesmo que eventualmente; a voz deixou transparecer não só medo, mas dor e uma certeza escondida na aflição que deve anteceder aos desenlaces humanos.

Toda vez que passo em frente àquela casinha elevo meu pensamento a Deus e faço uma oração por àquela alma.

Os acontecimentos são um turbilhão em meus pensamentos e caminhar pela cidade faz-me pensar sobre cada passo dado, sobre cada espaço em que me extasio ou me entristeço, sobre cada pessoa anônima que vejo.

Aqui e acolá grupos de pessoas sorriem, conversam; alguns cabisbaixos, outros em passos acelerados e àqueles que estão jogando conversa fora e chutando algumas pedras pelos seus caminhos.

Bares; muitos bares, afinal é uma cidade turística e, parece-me, que o único cantinho que sobrou com absoluto silencio é onde volto depois para descansar: O meu castelo, a minha servidão, o meu lar.

Um bar chama minha atenção com mais ou menos 20 pessoas, todos jovens; mais outro bar e mais outro. Estou próximo à universidade e mesmo aos domingos os jovens ali se reúnem.

Um outro recanto de encontros faz meu olhar observar que não somente o calor faz com que as pessoas bebam muito; é o vício, o costume, os encontros entre amigos ou namorados. A bebida é o que permeia todas as mesas e em cada mesa muitas ilusões. São tais ilusões que observo no homem; este ser ereto que equilibra-se em um mundo de exibições. Sozinho, angustia-se; em multidões nunca consegue expressar Alteridade.

Nesse viés seguimos fazendo o mundo e, ao mesmo tempo, nós fazendo no mundo! Uma pergunta, porém, inquieta-me: Que mundo? Que mundo estamos fazendo? Estamos fazendo ou destruindo o mundo já existente?

Enquanto o homem continuar acreditando na sua supremacia e na possibilidade infindável das suas descobertas, sem dar-se conta de reconhecer sua ignorância, finitude e a finitude do próprio mundo, caminhará para antecipar sua própria destruição.

Este homem petulante que se acredita poderoso, empunhando a ciência como um trunfo do seu poderio, nunca observando o que transcende ao mundo e ao seu próprio mundo, morrerá sem saber e sem percorrer o seu infinito.

Observo também que tal poder se desfaz quando tragédias apontam ao homem sua inércia e impotência; então de poderoso torna-se religioso e clama por Deus em orações.

À minha frente uma igreja; sim, em tais andanças também encontro e encontrei muitas igrejas e sem nenhuma curiosidade, como àquelas do tempo de menino, eu perpasso a grande porta de madeira nobre; verniz escuro, torneada com desenhos abstratos em trabalho perfeito do Artífice. Agora não é curiosidade como o menino de um dia; observar tais entalhes é extasiar-se com a arte e reconhecer que a mão do homem quando faz coisas belas tem um aporte divino.

Uma outra arte, a do sermão, ou do discurso, é tarefa de um Padre, quem sabe Dominicano ou seria Jesuíta? Ou Franciscano? A arte de um sermão informa, encanta, orienta e apazigua nossa alma; seja de qual ordem for, o Padre que tem o dom e a arte de falar deixa-nos bastante atentos à seu sermão, quiça como fazia o Padre António Vieira, que hoje se lê com emoção: “Primeiramente, digo que temos hoje nascido de Maria a Cristo, Senhor nosso, não como nasceu há três dias, mas com outro nascimento novo. E que novo nascimento é este? É o nascimento com que nasceu da mesma Mãe daqui a trinta e três anos, não em Belém, senão em Jerusalém. Isto é o que diz o nosso texto, e provo: Maria, de qua natus est Jesus, qui vocatur Christus: Maria da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo. - Cristo quer dizer ungido, Jesus quer dizer salvador. E quando foi Cristo salvador, e quando foi ungido? Foi ungido na Encarnação e foi salvador na cruz. Foi ungido na Encarnação quando, unindo Deus a si a humanidade de Cristo, a exaltou sobre todas as criaturas, como diz Davi: Unxit te Deus, Deus tuus, oleo laetitiae, prae consortibus tuis. - E foi salvador na cruz, quando por meio da morte, e pelo preço de seu sangue, salvou o gênero humano, como diz S. Paulo. Factus obediens usque ad mortem, mortem autem crucis. Propter quod et Deus exaltavit illum, et donavit illi nomen, quod est super omne nomen, ut in nomine Jesu omne genu flectatur. - Logo, quando Cristo, Senhor nosso, nasceu em Belém, propriamente nasceu Cristo, mas não nasceu Jesus, nem salvador: nasceu Cristo, porque já estava ungido pela união hipostática com que a Pessoa do Verbo se uniu à humanidade; e não nasceu Jesus nem salvador, porque ainda não tinha remido o mundo, nem o havia de remir e salvar, senão em Jerusalém, daí a trinta e três anos.” (Sermão XIV (1633) - Edição de Referência: Sermões. Vol. V Erechim: EDELBRA, 1998).

Andanças, quem sabe seja este o título adequado para escrever sobre minhas caminhadas que geram reflexões, encontros, sonhos, textos e a certeza, em oposição a Sartre, de que não estamos sós no mundo!

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28,20)

Continua...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

REFLEXÕES SOBRE O ÓBVIO

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Quase todas as pessoas gostam de ouvir músicas; eu também gosto, particularmente The Beatles e as canções dos anos 60. Mas é tão bom repassar, através da música, pelo tempo de outrora, ouvindo também as canções dos anos 20, 40, 50, passeando por um tempo que não foi o nosso, que não experimentamos factualmente.

Essas viagens pelo tempo, ocasionalmente ou para alguns frequentemente, uma vez que a música é uma forma de transportar o pensamento à distâncias inimagináveis, faz cada um de nós viajar pela distância que sua mente lhe beneficiar, lhe proporcionar e ousar.
Pois, assim, nessas viagens, que também sou acostumado a fazer, o passado nos mostra um tempo não vivido por nós e ao mesmo tempo apresenta-nos a realidade de um tempo vivido e passado; uma realidade morta!

Àquela realidade vivida não mais existe; nossas mentes fazem com que possamos refletir sobre o que foi feito; e o que foi, morreu!

Nosso hoje permite-nos olhar à frente, a possibilidade de um futuro inexistente, ainda por se fazer, fatalmente morto no agora. Permite-nos também olhar o que passou, "vendo" o expressado, o que existiu e que nunca mais existirá; o que está morto!

Por que, então, ter medo da morte?

Convivemos com a morte em cada pensamento; o próprio pensamento morre a cada momento que se expressa.
   
O pensamento se expressa e se esvai, em todo o instante pensado.

Enquanto não atingirmos a idade da razão não pensaremos sobre o morrer; parece-nos coisa muito distante, tão distante que não queremos perder tempo em pensar sobre tal acontecimento.

Mas em que momento atingimos a idade da razão?

Certamente não irei voltar ao romance sartreano “L'âge de raison”, pois o filósofo reflete em tais momentos muito mais sobre a liberdade do que sobre a racionalidade nessa ou naquela idade e tal romance faz parte da sua trilogia “Les Chemins de la liberte”; portanto não será Sartre à nos ajudar nesta reflexão; bem ao contrário, o filósofo nos colocaria muito mais fundo nesse poço existencial e para àqueles não acostumados com a filosofia resultaria em noites e noites de angustia e perda de sono, e de tempo, e de vida; a morte sempre espreitando...

Mas, e a idade da razão? 30 anos? 40 ou 50? Quem sabe 60 ou 70? Ou nunca!

A razão é uma capacidade do ser humano que através da mente consegue chegar à conclusões das suas premissas, que podem ter sido pensadas apenas como suposições. É uma forma de propor explicações racionais para a causa e o efeito de tudo que nos rodeia. O homem estará apto a concluir que chegou a sua idade da razão no momento em que conseguir refletir sobre sua existência no mundo e definitivamente saber o que faz no mundo; quem sabe voltando à uma pergunta que ainda está no ar: O que faço no mundo?

Cada ser humano sabe quando atinge a sua idade da razão, quando consegue refletir sobre si mesmo; quando sua mente avisa-lhe que chegou o momento de sair do sonho ingênuo e das fantasias que nos foram contadas; quando olha o mundo e se vê no mundo, fazendo, construindo o mundo e, ao mesmo tempo, se fazendo no mundo. Quando consegue olhar-se, não sozinho neste vazio existencial, mas como parte integrante de uma existência harmônica e incrivelmente perfeita. Quando sua reflexão mostra-lhe que é um nada e um tudo nessa existência perfeita; quando vê sua impossibilidade e sua grandeza; quando desperta para dentro de si mesmo e descobre no fundo do próprio ser o Céu e o Inferno e, nessa dualidade, impossível de ser desfeita, consegue amordaçar o inferno para abrir um caminho livre para sua existência factual e sua existência metafísica. O homem é um ser dual e, portanto, é também um ser concreto que busca alcançar o Tu Absoluto.

Será que ainda teremos medo de refletir sobre o óbvio?

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

AVE BERGÓGLIO!


Pode um Cristão ser Marxista? Perguntou o Monsenhor Urbano Zilles, Doutor em Filosofia, no título de um de seus livros. Já respondi esta pergunta ao próprio Zilles: Não!

Mas como Bergóglio pode? Bergóglio não é Cristão?

Então pergunto: Como pode um Papa ser mais ideólogo do que teólogo?

Pois Bergóglio o é! Suas manifestações de cunho esquerdista, favoráveis a ditadores sanguinários como o foi Fidel Castro, Hugo Chávez e agora com os remanescentes Nicolás Maduro e o fujão “cocalero” Evo Morales deixam claríssima a confusão que esse Papa tem feito na Igreja Católica. Os católicos se evadem das igrejas por conta de seus bispos também esquerdistas, como Bergóglio, e de padres desorientados, desde os tempos de seminários maior, que se juntaram à uma ideologia perniciosa e traiçoeira. Com o discurso “em defesa dos pobres”, na verdade os escravizam, tanto intelectualmente, como moralmente, eticamente e materialmente. Os escravos continuam escravos; agora mais escravos ainda!

Não confio em Bergóglio como orientador de uma Igreja que já definiu rumos morais, mas que agora cai na imoralidade, juntamente com seus bispos e padres, de “atiçar” o homem contra o homem, compactuando com a ideologia da confrontação onde o negro é contra o branco, o hétero contra o homo, o homem contra a mulher; possibilitando o avanço das teorias que se opõem à existência e à natureza querendo eles mesmos ditarem normas existenciais onde impera a tal de ideologia de gênero; acertadamente intitulada de ideologia, pois é, sim, uma ideologia, simplesmente!

Bergóglio deveria renunciar! Faria a melhor ação da sua vida, deixando voltar ao trono Papal um líder de Igreja que humildemente cedeu seu trono, por acreditar que existiriam padres melhores do que ele para comandar a igreja; uma humildade que não vejo em Bergóglio.

Errou Bento XVI; não existiam naquela fornada de bispos candidatos um melhor do que ele para comandar a Igreja Católica que, como todas as demais agremiações religiosos, deveria se ater àquilo à que foi chamada à existir: Cumprir a caminhada proposta por Cristo!

Talvez Bergóglio acredite-se um Cesar!

Ave Bergóglio, morituri te salutant!

sábado, 16 de novembro de 2019

TRAIDORES!


O homem tem uma série de equívocos durante sua vida que a existência à que teve o privilégio de receber do Criador, muitas vezes, é pouca para que possa fazer determinadas reflexões acerca de seus atos.

O ego de um homem pode ser tão daninho que poderá cegá-lo e fazer com que não consiga divisar o certo do errado, o falso do verdadeiro, os amigos dos inimigos.

Talvez este texto seja uma catarse, mas se o for, será somente para que eu possa dormir em paz na hora de acertar as contas com a minha consciência sobre os atos praticados contra ou a favor de alguém.

Sim, nós praticamos atos que podem ser contra uma pessoa e a favor de outra.

Existindo ou não atos que praticamos contra determinados interesses de uma pessoa, eu e três outros amigos, poderemos, pelo menos, dormir com a nossa consciência em paz sobre nossas decisões tomadas em momentos anteriores, pois foram corretas e estiveram, naquele momento, em desacordo com um sofisma.

O que é traição? Fazer um acordo com determinada pessoa e depois não cumprir tal acordo? Deixar de concordar com as decisões tomadas por uma pessoa, que até então estava acreditando que seus atos seriam todos abonados sem nenhuma resistência? Discordar, mais tarde, do que foi anteriormente acordado?

Existem várias indagações que poderiam compor um escopo de feitos com possibilidade de serem atos de traição, mas é necessário que se tenha bem claro que um ato vem precedido de vários outros e que desfazer um acordo talvez tenha uma razão de ser; uma razão bem mais grave do que simplesmente desfazer acordos feitos.

Os leitores poderão exclamar: Que texto hermético? E o é! Sim é hermético! Diz respeito a catarse sobre a consciência, cobrando-me por vários anos uma resposta para uma frase dita de forma maliciosa, raivosa e vingativa que atribuía decisões tomadas em um tempo pretérito para corrigir erro anterior, como se tal decisão fosse traição.

Quando se erra existe tempo para corrigir o erro; e isso foi feito! Este fazer ensejou um ataque a sorrelfa à dignidade alheia e tal ataque foi assimilado com paciência doce, embora o amargor do discurso de malicia que acompanhava tal afronta; um verdadeiro copo de cicuta para àqueles que esquecem que o tempo é o senhor da razão!

Pois o tempo passou; e passou, e passou...

Ano após ano minha consciência cobrava-me esta catarse; e cobrava-me a verdade! 

E a verdade é que senti-me traído pelo meu melhor amigo daquela ocasião; bem ao contrário do discurso daquele tempo, daquele interregno de espaço existencial em que nossas vidas se cruzaram para um objetivo que se tornou, posteriormente, apenas uma utopia.

A verdadeira traição é a que estivemos sujeitos e não àquela apregoada pela mágoa e pela vingança!

Hoje, a partir de agora, posso dizer, pela força do tempo; do amadurecimento; da reflexão e da temperança que ninguém traiu ninguém; as decisões tomadas foram o resultado de conclusões acerca do mito de um discurso teórico e a realidade de uma prática execrável, que todos condenavam, e que a ela se apequenaram quando o ego se inflou; a ganância se apresentou; os erros se estabeleceram; a força de um discurso ético fragilizou-se e a união em torno da verdade fragmentou-se pela força da mentira.

Nós estamos livres daquela traição: livres de termos sido traídos e livres de termos traído alguém! A vida continua, aqui e acolá.

P.S. Este texto é dedicado à Dartagnan e aos Três Mosqueteiros. (Tudo de forma hermética; ou quase!)

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

EXÉRCITO BRASILEIRO


ARMAS...


...Quadros ou Serviços forma a grande divisão das especialidades dos militares do Exército Brasileiro. As "Armas" englobam os militares combatentes que, por excelência, é a atividade fim do militar. Os "Quadros" reúnem os militares de várias origens e os "Serviços" àqueles que tem atividades principalmente logísticas.

As "Armas" dividem-se em dois grupos: 1. Armas básicas: Infantaria e Cavalaria; 2. Armas de apoio ao combate: Artilharia, Engenharia e Comunicações. Todos esses militares são oriundos de duas grandes Escolas do Exército; a que forma Oficiais e a que forma Sargentos. 1. AMAN  Academia Militar das Agulhas Negras; para ingressar é necessário cursar, antes, uma outra Escola, a EsPCEx - Escola Preparatória de Cadetes do Exército que por sua vez só admite seus alunos por intermédio de concurso público. Na AMAN o cadete escolhe Arma, Quadro ou Serviço. 2. EsSA- Escola de Sargentos das Armas; forma Sargentos Combatentes nas "Armas" de: Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

Os "Quadros" são: 1. QEM - Quadro de Engenheiros Militares, formados pelo IME - Instituto Militar de Engenharia; 2. QMB - Quadro de Material Bélico, formado pelos profissionais de manutenção, incluindo viaturas e carros de combate. Estes Militares são formados na AMAN e EsSA; 3. QCO - Quadro Complementar de Oficiais, onde reúne os profissionais já formados e possuidores de diploma de curso superior nas áreas de Administração, Direito, Informática, Letras, Comunicação Social, dentre outras. Para ingressar neste quadro o interessado devera cursar a Escola de Formação Complementar do Exército, sediada em Salvador-BA.

Os "Serviços" são: Intendência e Saúde e para ingresso os interessados terão que cursar Escolas Específicas do Exército.

Algumas dessas Escolas: 1. Escola de Saúde do Exército - EsSEx; 2. Escola de Sargentos de Logística – EsSLog; 3. Escola de Comunicações – EsCom; 4. Escola de Instrução Especializada – EsIE; 5. Centro de Instrução de Aviação do Exército– CIAVEx. Além do IME, da AMAN, da EsPECEx e outras.


O GOLPE JÁ FOI DADO!


Alguns ainda ouvem a histeria dos "petralhas" urrando que o impedimento legal de Dilma Roussef foi um Golpe; àqueles que deixaram, e ainda deixam, seus ouvidos a mercê de tais histerias não perceberam que na surdina a esquerda é quem deu o Golpe, recentemente!

Um golpe de estado pode ser dado pelo Executivo, mas, também, pelo Legislativo ou pelo Judiciário; além, claro, pelas Forças Armadas se associarem-se com ditadores, como fizeram na Venezuela; ou, ainda, pelo próprio povo, guiado por lunáticos, como aconteceu em Cuba, ou, ainda, como os acontecimentos no continente africano.

Mas, quando a democracia esta em funcionamento, mesmo que capenga, as instituições devem ser respeitadas, para que o sistema nos conserve, em tese, 'livres".

É o que pensamos estar acontecendo no Brasil!

Pensamos que somos livres e que a democracia está em pleno funcionamento. Que a Constituição em vigor está sendo cumprida a risca. Mas estamos enganados.

Ao escrever isto a esquerda irá se ufanar e poderá pensar que é uma crítica à Bolsonaro, por acreditarem que o Presidente é um ditador.

Ledo engano de todos que assim pensam!

Bolsonaro é um democrata e de tanto ser democrata a esquerda aproveitou-se para cruzar a linha entre a liberdade e a libertinagem.

Acabou!

Retomar as rédeas de um cavalo em disparada exigirá maestria do cavaleiro ou apoio dos demais cavaleiros.

Pode estar na hora de chamar a Cavalaria!


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

LAMPIÃO NÃO MORREU...

...decapitado, como conta a história "oficial". Mentiras e mistérios cercam a morte de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, conhecido como o Rei do Cangaço.

Uma série de depoimentos contraditórios e informações incorretas, além do próprio Lampião que, ao deixar algumas cartas, parece que se divertia com os futuros leitores apresentando, pelo menos em uma de suas cartas, duas datas diferentes.

A morte e a decapitação do Rei do Cangaço, como contam os historiadores, está eivada de mentiras e a maior delas consta na própria foto das cabeças decapitadas onde afirmam estar a cabeça de Lampião e de Maria Bonita; mas, mesmo quem não conheceu pessoalmente os dois cangaceiros, não consegue encontrar seus rostos entre àquelas cabeças amontoadas como troféus.

Os historiadores, no mundo inteiro, relatam a história sempre com viés ideológico; eivada de subjetividades, criando um abismo entre o que aconteceu e o que é contado. Dentro desse abismo repousa a possibilidade da verdade, mas, o máximo que conseguiremos encontrar, será a verosimilhança.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

ORDEM DO DIA

MINISTÉRIO DA DEFESA
Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964
Brasília, DF, 31 de março de 2019
As Forças Armadas participam da história da nossa gente, sempre alinhadas com as suas legítimas aspirações. O 31 de Março de 1964 foi um episódio simbólico dessa identificação, dando ensejo ao cumprimento da Constituição Federal de 1946, quando o Congresso Nacional, em 2 de abril, declarou a vacância do cargo de Presidente da República e realizou, no dia 11, a eleição indireta do Presidente Castello Branco, que tomou posse no dia 15.
Enxergar o Brasil daquela época em perspectiva histórica nos oferece a oportunidade de constatar a verdade e, principalmente, de exercitar o maior ativo humano - a capacidade de aprender.
Desde o início da formação da nacionalidade, ainda no período colonial, passando pelos processos de independência, de afirmação da soberania e de consolidação territorial, até a adoção do modelo republicano, o País vivenciou, com maior ou menor nível de conflitos, evolução civilizatória que o trouxe até o alvorecer do Século XX.
O início do século passado representou para a sociedade brasileira o despertar para os fenômenos da industrialização, da urbanização e da modernização, que haviam produzido desequilíbrios de poder, notadamente no continente europeu.
Como resultado do impacto político, econômico e social, a humanidade se viu envolvida na Primeira Guerra Mundial e assistiu ao avanço de ideologias totalitárias, em ambos os extremos do espectro ideológico. Como faces de uma mesma moeda, tanto o comunismo quanto o nazifascismo passaram a constituir as principais ameaças à liberdade e à democracia.
Contra esses radicalismos, o povo brasileiro teve que defender a democracia com seus cidadãos fardados. Em 1935, foram desarticulados os amotinados da Intentona Comunista. Na Segunda Guerra Mundial, foram derrotadas as forças do Eixo, com a participação da Marinha do Brasil, no patrulhamento do Atlântico Sul e Caribe; do Exército Brasileiro, com a Força Expedicionária Brasileira, nos campos de batalha da Itália; e da Força Aérea Brasileira, nos céus europeus.
A geração que empreendeu essa defesa dos ideais de liberdade, com o sacrifício de muitos brasileiros, voltaria a ser testada no pós-guerra. A polarização provocada pela Guerra Fria, entre as democracias e o bloco comunista, afetou todas as regiões do globo, provocando conflitos de natureza revolucionária no continente americano, a partir da década de 1950.
O 31 de março de 1964 estava inserido no ambiente da Guerra Fria, que se refletia pelo mundo e penetrava no País. As famílias no Brasil estavam alarmadas e colocaram-se em marcha. Diante de um cenário de graves convulsões, foi interrompida a escalada em direção ao totalitarismo. As Forças Armadas, atendendo ao clamor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização daquele processo.
Em 1979, um pacto de pacificação foi configurado na Lei da Anistia e viabilizou a transição para uma democracia que se estabeleceu definitiva e enriquecida com os aprendizados daqueles tempos difíceis. As lições aprendidas com a História foram transformadas em ensinamentos para as novas gerações. Como todo processo histórico, o período que se seguiu experimentou avanços.
As Forças Armadas, como instituições brasileiras, acompanharam essas mudanças. Em estrita observância ao regramento democrático, vêm mantendo o foco na sua missão constitucional e subordinadas ao poder constitucional, com o propósito de manter a paz e a estabilidade, para que as pessoas possam construir suas vidas.
Cinquenta e cinco anos passados, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica reconhecem o papel desempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios próprios da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira. Mais que isso, reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pelas quais têm lutado ao longo da História.
 
FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa
 
 ILQUES BARBOSA JUNIORAlmirante de Esquadra
Comandante da Marinha
  Gen Ex EDSON LEAL PUJOLComandante do ExércitoTen Brig Ar ANTONIO C. M. BERMUDEZComandante da Aeronáutica

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O QUE VOCÊ DECIDE?


“Não existe maneira de projetar o futuro esquecendo-se da ação do homem no mundo; dependerá das decisões de cada ser humano transitar sobre um céu ou sobre um inferno nessa caminhada existencial.”
(In Quase Diário – Livro-Blog internet)
Muitas vezes somos compelidos à luta pela imposição das necessidades pragmáticas terrenas disputadas pelo homem e sua maneira mercantilista, utilitária e individualista de ser-no-mundo. Abocanhamos todo o quinhão ao invés de servirmo-nos de nosso quinhão, respeitando a necessidade do outro. Conquistamos àquilo que a natureza disponibiliza para todos e não repartimos, ao contrário, buscamos conquistar também àquilo que o outro serviu-se pelo seu esforço e labor. A natureza disponibilizou-nos uma imensidão de benesses para que todos possam servir-se, mas a luta entre os homens, acirrada pela ignorância e má fé, fazem com que essa repartição não se efetive e alguns dispõem de mais e outros de menos; alguns dispõem de muito e outros de nada.

“A vida humana em seu conjunto revela as propriedades de uma tragédia... uma série de esperanças mal sucedidas, tentativas fracassadas e enganos conhecidos tardiamente. Reconhecer, observando sua vida, que todo homem está ‘in the wrong’ pode ser sua salvação.” (Arthur Schopenhauer).
A existência terrena está definida pelo comportamento humano como a luta do indivíduo contra o indivíduo e assim Thomas Hobbes passa a ter razão quando escreveu que “o homem é lobo do homem”, constatação que, passados 367 anos, se confirma. Mas antes mesmo de Hobbes, Tito Mácio Plauto, o dramaturgo romano, que viveu entre 230 a.C. - 180 d.C, já dizia em suas peças de teatro: “Homo homini lupus”. Portanto, nada mudou! Continuamos nos devorando como se fossemos animais irracionais, um canibalismo de bens terrenos e temporários, pois o homem não é somente àquilo que pensa ser; o homem é, também, transcendente à matéria. Sua expressão no mundo da existência terrena o elevará ou o colocará mais ainda na sarjeta da ignorância.

Não são poucas as informações da natureza para o homem e em várias fases de nossa existência têm-se comprovado que àquilo que “vemos” se opõe àquilo que a intuição nos diz; se atentássemos para a intuição heurística muitos de nossos comportamentos no mundo em sociedade mudaria de forma radical; ou seja voltando às raízes.

A intuição heurística aponta-nos os caminhos, pois a heurística é uma arte para descobrir-se, inventar-se e resolver problemas de ordem factual, mediante a experiência, própria ou observada. Quando o problema passa a ser complexo, incompleto e com características de difícil solução a heurística aponta-nos o modo de proceder; é um processo inconsciente e muitas vezes nem nos damos conta de que o estamos utilizando.

A verdade é aquilo que vejo ou aquilo que diz minha intuição?”
(In Quase Diário – Livro-Blog Internet)
Mesmo com todos os meios existentes no próprio pensamento humano para que ele possa desenvolver sua existência terrena de forma plena, há também, na sua gênese, um comportamento diametralmente oposto àquele que nos tornaria um homem de bem com o próprio homem: Sua ação no mundo! Agimos em desconformidade com a Verdade e cremos, muitas vezes de forma ideológica, outras vezes de forma “religiosa” e na maioria das vezes de forma individualista e por conta e risco de cada um, de que nossa ação no mundo é forma única de preservar-se e que o outro é apenas um objeto e não sujeito, como eu; o outro é tratado como coisa e não observamos o princípio da “alteritas”, partindo do pressuposto básico: Todo o ser humano social interage e interdepende do outro. Nosso comportamento e ação no mundo é “real” e está totalmente em desacordo com as teorias que nós mesmos cansamos de escrever. Muitas vezes minha ação está em desacordo com minha intuição e discurso teórico; a prática em desacordo com a teoria. Não se tem aplicado no mundo social uma ação prática que parta da teoria; o que se projeta na história tem sido uma prática sem plano de ação; sem roteiro e a vida passa a ser fruto do acaso; o homem caminha no mundo sem antever coisa alguma à frente desse caminhar. Quando surge um obstáculo tropeça, sem que tenha previsto tal “pedra” em seu caminho. A existência de cada um não tem contida em si um plano, uma meta; não existe, individualmente ou em grupos sociais, o processo de métodos e técnicas para agir-se no mundo. É fácil esta constatação, basta verificar-se o abandono do outro pelos próprios grupos oficiais de cada estado; seja o estado socialista ou o estado capitalista; apesar das teorias.

Assim é que, além das constatações de Plauto e Hobbes, o homem vive seu próprio abandono; o homem abandonou a si próprio quando passou a cuidar somente da existência terrena; somente do seu corpo, abandonando o outro; abandonando a própria alma.
“Por que você está assim tão triste,
Ó minha Alma?
Por que está assim tão perturbada
Dentro de mim?”
(Salmos 42:11)
A face má do egoísmo humano, do indivíduo centrado somente no pragmatismo do seu corpo, na acumulação de bens materiais para si, somente, não observando as necessidades materiais de todos os demais seres e as necessidades espirituais de todo o ser humano, fizeram com que o homem esquecesse da sua dualidade, esquecesse da sua alma; ou mesmo que a possui por essência.

Partindo do existencialismo de Sartre podemos observar que suas palavras escritas expressaram tal dualidade, mesmo que opondo-se à primazia da essência sobre a existência, mas não anulando essa dualidade. Escreveu Jean Paul Sartre que: A Existência precede a Essência; concordando que o homem existe e que se faz no mundo. Assim, podemos discorrer sobre essa caminhada existencial, observando que o homem enquanto se faz no mundo, faz o próprio mundo, mas invertendo a assertiva de Sartre sobre a primazia da existência e afirmando que a essência precede a existência, pois o homem mesmo se fazendo e fazendo o mundo tem em si a Essência de Ser, mesmo antes de existir.

O autor português Francisco Limpo de Faria Queiroz, admite que:
“O termo essência designa o ser, a consistência ou qüididade de um ente, considerado independentemente da sua existência. Dizer o que é uma coisa é declarar a sua essência.”

“Na filosofia grega até Platão, a essência - eidos - tem a conotação peculiar daquilo que, numa coisa, é permanente e central, em oposição ao transitório e acidental. Para Platão, a verdadeira realidade está na essência, na forma pura da coisa, subtraída à tela aparente da existência.”

Platão, sem ter conhecido Sartre, já antecipava que a Essência precede a Existência, pois existir é ter a Essência do Existir; não seria possível Existir sem ter tal Essência: A Essência do Existir! Sartre, ao contrário, defende a tese de que a Existência precede a Essência, sem negar a Essência, ao contrário, admitindo-a; de certa forma uma aproximação do Existencialismo Néo-Socrático de Gabriel Marcel.

“É hora de se interrogar:
Se vamos salvar a alma, o corpo vai sofrer;
Se vamos salvar o corpo, a alma vai penar.”
(In Quase Diário – Livro-Blog Internet)
O que você decide?

sábado, 29 de setembro de 2018

AS FIGURAS PÚBLICAS!

De uns tempos para cá surgiu no Brasil uma nova denominação, popularesca, para incluir no mesmo rol de alguns profissionais uma outra "elite", mas que apenas atuam e são marionetes da mídia; alguns que nada fazem para servir ou se prestar a ser marionetes do 4º poder.
Criaram o termo "figura pública" para alojar os preguiçosos de um tal programa copiado da TV norte-americana, apelidado por aqui de BBB, e alojar também tantos outros, que os manipuladores querem que sejam seus representantes no sujo jogo da enganação aos incautos.
É óbvio que existem algumas figuras que são públicas e, por esse motivo, têm "poder" sobre seu público e sobre os incautos; poder esse pelo jogo da sedução é, poder esse, pela falta de conhecimento e de uma educação falida que não capacita nenhum cidadão a ter senso crítico.
Um músico pode levar muita gente a cometer atos que não cometeriam se tivessem senso crítico; um escritor, da mesma forma; um político, também; e até um camarada inexpressivo que ficou dentro de uma casa televisionada dia-e-noite, confinado e falando baboseiras, torna-se público pela manipulação da mídia e têm lá seus seguidores por conta do marasmo em que transita o conhecimento humano, a educação o ensino e a cultura em nosso País.
Assim é que as pessoas desavisadas elegem como político pulhas que para nada servem na atividade legislativa, e que até poderiam servir para fazer um outro serviço e contribuir com sua comunidade, ou desenvolver sua profissão. Alguns, que já foram tais figuras de TV, tinham suas profissões, que à eles de nada serviram, pois optaram por ser "macacos do circo" armado pelo sistema e se acreditam hoje um "reizinho mandão", como àquele do conto de Ruth Rocha, mas que na verdade não passam de um Bufão e continuam, como o beneplácito de seus "seguidores incautos", como os "bobos da corte".
O perigo desses tais "formadores de opinião", outra denominação, das tantas forjadas pelo 4º poder, é que essas figuras públicas atinjam o objetivo que lhes foi imposto pelo sistema (e que elas próprias desconhecem) e façam o serviço sujo de dessangrar nossa Nação; que já está espoliada e e de certa maneira subjugada pelo mal maior: O "Establishment"!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

terça-feira, 3 de julho de 2018

NÃO ADIANTA FALAR...

...ou escrever; mas de que adianta ficar calado?
Sofremos de "Anorexia Literária!" exclamei em uma aula em 1982; depois escrevi a respeito desse efeito devastador no conhecimento humano: A falta de leitura pela falta de educação e de incentivo nas escolas pelo livro, é mortal!
Perder a "fome" pela leitura é deixar-se exaurir de toda a possibilidade do saber.
Quando ainda estava cursando a graduação em Filosofia, o espanto dos demais alunos, de outros cursos, ao verem a quantidade de livros que manuseávamos e que realmente líamos para dar conta das disciplinas que estudávamos, me fez investigar a "preguiça" que assola quase o totalidade dos acadêmicos ao se defrontarem com a quantidade de livros que deveriam ler.
Repeti, exaustivamente, aula após aula, um dos tantos ditados populares sem origem: "Ler, ler até ficar cego"; mesmo em forma de brincadeira sempre tentei incentivar a leitura, mas infelizmente, passados mais de trinta anos, estamos cegos, apesar da visão estar hígida. Nada enxergamos a não ser o que nos dizem e nos apresentam como verdade; estamos escravos da mídia e das ideologias impostas por manipuladores do pensamento humano. Acontecimentos de ontem são recontados por uma única visão: Àquela que interessa ao poder! Municiados pela intelectualidade ideológica de viés esquerdista tais apóstolos das idéias fixas se apoderaram das cátedras nas universidades e fazem, ano após ano, um excelente (des) serviço ao mundo das idéias.
Falamos, ou escrevemos, e o mundo não lê, não ouve, não enxerga. A história está morta!