sexta-feira, 26 de outubro de 2012

TEMPO...


Mas... se deixassemos de lado a preocupação com o tempo e a sua passagem, rápida ou não, veriamos que, na verdade, o tempo está aí, parado, a nos contemplar; quem passa somos nós, depressa ou não, dependendo de como estamos observando o mundo ou, de como estamos fazendo e nos fazendo no mundo, pois o homem ao mesmo tempo em que faz o mundo faz também sua própria existência nesse mundo.

Podemos fazer de nossa existência um simples estar aí; um estar no mundo, apenas. Ou podemos Ser no mundo e ao mesmo tempo em que fazemos o mundo nos fazermos no mundo sendo sujeito do ato de criação e nos lançando para a eternidade como construtores existenciais atemporais.

No son los muertos los que en dulce calma
la paz disfrutan de la tumba fría;
muertos son los que tienen muerta el alma
y viven todavía.
No son los muertos, no, los que reciben
rayos de luz en sus despojos yertos;
los que mueren con honra son los vivos,
los que viven sin honra son los muertos.
La vida no es la que vivimos,
la vida es el honor, es el recuerdo,
por eso hay muertos que en el mundo viven
y hombres que viven en el mundo, muertos. (*)

(*) Homenagem a Ricardo Palma, 1833/1919, político peruano, literato e também poeta.

4 comentários:

Priscila Mondschein disse...

Talvez quem passe não seja o tempo, somo nós que passamos pelo mundo! :)

Abraço!

Prof. Irapuan Teixeira disse...

Sem dúvida Priscila! Estamos em trânsito no mundo e nossa caminhada tem que valer a pena.

Astrid Annabelle disse...

Olá Ira!

Gostei muito desse seu texto...muito mesmo...

Fiquei aqui refletindo...só podemos perceber o tempo através da memória...do passado e do futuro...e assim sendo não existe de fato.

Um beijo agradecido
Astrid Annabelle

Prof. Irapuan Teixeira disse...

Obrigado mestra Astrid Annabelle pela sua atenta e assídua leitura ao Blog.